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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Morre suspeito de atear fogo em imóvel do AfroReggae no Alemão, Rio

Wagner da Silva teve 30% do corpo queimado e estava sob custódia.
ONG inaugurou prédio e voltou à comunidade nesta quarta-feira.

Do G1 Rio
Wagner Morais da Silva, de 20 anos, suspeito de atear fogo no imóvel do AfroReggae, no Conjunto de Favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, morreu nesta quarta-feira (31). Ele estava preso sob custódia no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, desde 16 de julho, quando aconteceu o incêndio.
No dia 16, assim como a pousada do AfroReggae, a redação do jornal comunitário "Voz da Comunidade", no Beco da União, na localidade da Grota, também foi incendiada. As chamas atingiram o primeiro e o terceiro andar do prédio de três pavimentos.
O coordenador da ONG, José Júnior, chegou a informar que duas a quatro pessoas teriam invadido a pousada. Wagner da Silva foi encontrado dentro do imóvel e era apontado pela polícia como o principal suspeito. Ele teve 30% do corpo queimado.
Inauguração
O grupo AfroReggae voltou com suas atividades no Conjunto de favelas do Alemão, na Zona Norte do Rio, nesta quarta-feira (31), em um novo espaço. No entanto, na noite de terça-feira (30), a pousada mantida pelo grupo na comunidade foi alvejada por oito tiros de fuzil, de acordo com o coordenador do AfroReggae, José Junior. O imóvel é o mesmo que pegou fogo no dia 16. Para Junior, os dois ataques foram premeditados e comandados pelo pastor Marcos Pereira, preso acusado por estupro. A polícia investiga se o incêndio foi criminoso.
Coordenador do AfroReggae acusa pastor Marcos Pereira de ter encomendado disparos  (Foto: Mariucha Machado / G1)Coordenador do AfroReggae acusa pastor Marcos Pereira de ter encomendado disparos (Foto: Mariucha Machado / G1)

Procurado pelo G1, o advogado do pastor Marcos Pereira, Marcelo Patrício, respondeu: “Isso é impossível. Só se o pastor for telepata, porque ele não se comunica com ninguém lá dentro. Ele está recebendo visitas da família uma vez por semana só. Essas acusações são ridículas. Nem com outros presos ele tem contato, porque ele está em uma cela isolada.”
Após o incêndio, o AfroReggae resolveu encerrar seus núcleos no Alemão. A Prefeitura do Rio assumiu a responsabilidade pelo novo espaço na comunidade, dando um caráter mais oficial e estatal às atividades sociais desenvolvidas no conjunto de favelas.
Na inauguração, o comandante das UPPs, coronel Paulo Henrique de Moraes confirmou que uma rajada de tiro atingiu a pousada do AfroReggae por volta das 20h de terça. Segundo ele, os tiros foram dados de longa distância. Além do oficial, o governador Sergio Cabral, o vice Luiz Fernando Pezão e o secretário de Segurança José Mariano Beltrame participaram.
Segundo o coordenador do AfroReggae, a fachada da pousada ficou bem danificada com os tiros. "Eu acho que eles queriam intimidar para não abrir hoje". Junior contou que a equipe está com medo, mas se o AfroReggae fechar vai ser um retrocesso. Ele contou ainda que o trabalho social vai ser ampliado.
Junior afirmou que vai andar com seguranças particulares, a partir desta quarta-feira. "Eu não estou seguro desde fevereiro de 2012, quando denunciei o pastor Marcos Pereira. Já estamos numa guerra. Ja está declarado que há uma guerra e querem me matar. Eu tenho receio dos inocentes", afirmou.
O secretário Beltrame não descarta que o tiroteio de terça-feira no Alemão tenha sido em represália a José Junior. "Nós não podemos esquecer do que tínhamos aqui. A ação do tráfico aqui. A políia daqui não sai, só aumenta". Beltrame afirmou que José Junior terá todos os cuidados necessários. " O movimento é mais contra ele, contra a sua história, mais do que contra a UPP".

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