Corrida ecológica

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

IBICARAÍ- Um verdadeiro Amigo e amante da Natureza

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

O jovem Laércio Miranda dos Santos, 36 anos, morador da Rua da Caixa D’Água, nº 05, centro de Ibicaraí, é filho de Joilsa Maria Miranda e Luiz Carpinteiro. Mais que isso: é, na essência, um verdadeiro amante da natureza.

Nos momentos de folga, enquanto muitos escolhem no descanso as telas luminosas do celular, Laércio prefere a terra nas mãos. Ele se dedica à produção de mudas de árvores frutíferas, um gesto simples, mas de enorme significado.

Conheci Laércio por acaso, em uma das muitas visitas ao amigo Geninho, outro apaixonado pelo verde e pelo cultivo de mudas nas horas vagas. Fui até lá buscar algumas plantas para um plantio na zona rural e encontrei Laércio falando sobre o assunto. Geninho nos apresentou. Logo nas primeiras palavras, ele contou que gostava de fazer mudas e que acompanhava a Turma da Caminhada. 

De lá para cá, Laércio tem se mostrado um defensor convicto do meio ambiente. Ele relembra que, na infância, havia uma fartura generosa de frutas na zona rural. Hoje, segundo ele, muitos meninos passam mais tempo no celular do que nos quintais e nas roças, e já não sabem subir numa árvore ou colher uma fruta no pé.

Talvez por isso ele cultive mudas com tanto carinho. Mangueiras, jaqueiras, abacateiros, jambeiros, pés de pinha, laranja, limão, acerola… Cada muda representa mais do que uma árvore futura; representa memória, alimento e consciência ambiental.

Na manhã de ontem, domingo, 22 de fevereiro, Laércio apareceu aqui em casa com um carrinho de mão carregado com 28 mudas de jaqueira. Um presente generoso. Pediu apenas que, durante minhas caminhadas, eu as plantasse na zona rural, como forma de compensação e agradecimento à terra que tanto nos dá.

Confesso que achei a atitude belíssima. E senti que precisava registrar esse gesto. Porque ele confirma que vale a pena continuar. Vale a pena caminhar, plantar, conversar, inspirar. O mundo ainda tem solução boa e sustentável.

Digo sempre que tão importante quanto plantar árvores é plantar a semente da consciência ecológica na cabeça e no coração das pessoas.


Arnold Coelho

Viva a natureza

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

EUA a um passo de atacar o Irã

 


FONTE The News 

Informações de Washington indicam que os EUA estão cada vez mais próximos de iniciarem uma guerra no Oriente Médio caso não cheguem a um acordo com o Irã. A operação, inclusive, pode ocorrer até o fim de semanadependendo somente do comando de Trump.

  • Embora ambos os países tenham dito que as negociações avançaram após o encontro de Genebra nesta terça-feira, os americanos parecem não estar otimistas quanto a fechá-las.

Ao contrário do que ocorreu em junho do ano passado, esta operação seria uma ofensiva conjunta entre EUA e Israel, com o objetivo de destruir o programa nuclear e causar a queda do regime iraniano.

O que sustenta essa tese: Além de um novo porta-aviões, o Pentágono enviou à região dezenas de caminhões-tanque, 150 aviões de carga militar e outros 50 caças de elite (F-35 e F-22) nas últimas 24 horas. Com isso, os EUA alcançam o maior poderio aéreo no Oriente Médio desde a invasão do Iraque, em 2003.

Por que isso importa: Um conflito no Oriente Médio poderia trazer precedentes extremamente perigosos com relação à segurança, uma vez que outros países possivelmente também se envolveriam no caso.

  • Quanto à parte econômica, teria um impacto direto no preço do barril de petróleo, que subiu 4% ontem — para pouco mais de US$ 70 — após o Irã anunciar o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, por onde passa 20% do petróleo mundial.

Do outro lado, o Irã tem realizado exercícios com mísseis reais junto com um navio russo e deve lançar foguetes hoje em áreas do sul do país. Em meio à tensão, o líder supremo Ali Khamenei afirmou que o governo possui armas capazes de enviar os porta-aviões americanos "ao fundo do mar".


terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

A indústria do carnaval e o império das cervejarias continuam a conduzir esse nosso Brasil de muitas festas

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Quero iniciar este texto deixando claro que não tenho problema algum com festa. Pelo contrário, acho necessário comemorar aniversários, conquistas e momentos especiais. O que não aprovo são festas caras, com cachês milionários, para agradar financeiramente meia dúzia de empresários, bandas e grandes cervejarias.

Por mais tradicional que seja o Carnaval no Brasil, e por mais que a indústria do entretenimento sustente o discurso de que gera emprego e renda para milhares de pessoas, continuo repetindo: isso é “pão e circo” (panem et circenses), expressão da Roma Antiga, quando o império distribuía alimento e promovia espetáculos para distrair o povo em tempos de crise.

Dar pão e circo é uma estratégia antiga. E, assim como funcionava na Roma Antiga, continua funcionando no Brasil. Distribuem-se migalhas, oferece-se entretenimento “gratuito”, enquanto os problemas estruturais permanecem intocados.

Apesar de reconhecer sua tradição cultural, eu preferiria ver menos investimentos no carnaval e mais recursos direcionados à educação, à saúde, à moradia e, principalmente, ao meio rural, com incentivo real à agricultura familiar. Um país rico é um país sem fome.

O investimento em grandes festas é excelente para bandas, artistas de cachês milionários e para a poderosa indústria do entretenimento, especialmente as cervejarias, que faturam cifras astronômicas a cada ano. Enquanto isso, a realidade da maioria da população pouco muda.

Na Quarta-feira de Cinzas, o povo volta à realidade nua e crua, com dívidas acumuladas, cartões de crédito estourados e um ano inteiro de trabalho pela frente para pagar o que foi gasto, muitas vezes sem planejamento.

O mais preocupante é que o ciclo se repete anualmente. A diversão vem primeiro; a conta chega depois. E, no fim, resta correr atrás de soluções, pedir ajuda divina e reorganizar o orçamento.

Mas o importante (dirão alguns) é que corremos atrás do trio elétrico, vestimos belos e caros abadás, desfilamos em escolas de samba, “bebemos todas” e vivemos intensamente os cinco dias de folia. As dívidas que esperem. Viva o Carnaval!


Arnold Coelho

Carnaval só via wifi

sábado, 14 de fevereiro de 2026

A saída de Toffoli da relatoria faz com que André Mendonça possa se tornar uma das figuras mais decisivas do cenário político e jurídico do país em 2026.

 


FONTE The News 

O ministro agora é que tem a caneta para avançar com o caso do banco. Por ter um perfil teoricamente menos político do que Toffoli, integrantes do Centrão têm demonstrado apreensão com a forma como Mendonça deve conduzir o caso.

Parlamentares que tiveram contato com Daniel Vorcaro temem que o avanço das investigações exponha mensagens, áudios e vídeos de encontros privados com o dono do Master — que tinham muita bebida importada, comida fina e “convidadas”.

De acordo com reportagem da jornalista Malu GasparMoraes trocava mensagens diretamente com Vorcaro e é citado em diversas conversas contidas no celular do dono do Master, incluindo algumas que abordavam pagamentos à mulher do ministro.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Dois pesos e duas medidas

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Defendo há cerca de duas décadas, em Ibicaraí, a preservação do nosso corredor de montanhas, das nossas matas e das nascentes que ali existem e são protegidas pela cobertura vegetal. São mais de 110 nascentes que, a cada 24 horas, disponibilizam cerca de cinco milhões de litros de água - volume suficiente para abastecer o município por até 72 horas.

Toda essa água é captada, tratada e distribuída para milhares de moradias de Ibicaraí, entre sede e distritos. Nossa cidade fornece, em média, dez metros cúbicos (ou dez mil litros de água por mês) para cada residência. E cobra taxas que partem de R$ 15,00 nos quatro distritos e chegam próximo aos R$ 50,00 no centro da cidade.

Um preço relativamente baixo para tanta água.

Se compararmos, por exemplo, com a cidade vizinha de Floresta Azul, que disponibiliza cerca de seis mil litros por mês, ou com a grande São Paulo, onde a média gira em torno de três mil litros mensais (e o que ultrapassa esse volume gera taxa extra) percebemos o quanto pagamos pouco. Mas por que estou falando de água e usando Ibicaraí como exemplo?

Simples: a água é um bem comum. Não compramos a água que chega à nossa torneira; pagamos apenas pela captação, tratamento, insumos, serviço (mão de obra) e distribuição. E tudo isso tem um custo elevado. Por isso defendo que pagamos pouco pela água que consumimos, e corremos o risco, por falta de investimentos na autarquia e pela ausência do Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), de sofrer, em um futuro breve, com a falta de água nas torneiras.

Já participei de inúmeros debates sobre o tema e sempre encontro pessoas que consideram alto o valor pago mensalmente pelo líquido precioso e pelo serviço oferecido pela autarquia.

Ontem, terça-feira, 10 de fevereiro, passando pela rodoviária de Itabuna eu precisei comprar uma garrafinha de 500 ml de água por R$ 3,00. Em momento algum reclamei. Simplesmente pedi, paguei, recebi minha água e fui embora. Outras pessoas fizeram o mesmo.

Resolvi então fazer um cálculo simples.

Se uma garrafinha com 500 ml custa R$ 3,00, um litro custa R$ 6,00. Multiplicando por mil litros, chegamos ao valor de R$ 6.000,00. E se multiplicarmos por dez (afinal, recebemos mensalmente 10 mil litros de água) o valor seria de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) por mês.

Seria esse super valor que eu pagaria caso resolvesse “mudar de fornecedor” de água. Um valor infinitamente superior aos pouco mais de R$ 40,00 que pago mensalmente.

A pergunta que fica é: por que reclamamos tanto do valor da água barata que cai na nossa torneira e não reclamamos da água supercara vendida nos bares, lanchonetes, shoppings, mercados e rodoviárias?

A água é um bem comum. É essencial à vida e à sobrevivência humana. Como iremos cuidar das nossas nascentes, que nos fornecem água diariamente, se consideramos cara uma taxa irrisória cobrada para manter a captação e o sistema funcionando?

Precisamos sair do discurso raso e avançar para uma discussão mais ampla. É necessário pensar em uma cobrança adicional destinada a investimentos na autarquia; implementar o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), remunerando o dono da terra (o verdadeiro “agricultor de água”) para que proteja e conserve as nascentes; criar mecanismos de fiscalização, com guardas ambientais que monitorem cada nascente e denunciem desmatamentos; buscar investimentos na esfera estadual e federal e instituir um conselho municipal que acompanhe, mensalmente, a arrecadação e a aplicação dos recursos captados.

Ou priorizamos esse tema agora, ou, em um breve futuro, estaremos importando água de outros municípios a preços surreais. Precisamos cuidar e valorizar a água que “ainda” temos no nosso município.


*Arnold Coelho*

Precisamos cuidar da nossa água

Fim da escala 6x1: A próxima pauta em Brasília

 


FONTE The News 

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar a proposta em votação pelo fim da escala 6x1 até maio, gesto lido como uma clara ajuda ao governo Lula, que deseja que a pauta seja aprovada ainda neste ano.

Como funciona hoje? A Constituição permite até 44 horas por semana, sem definir a divisão dos dias, o que viabiliza modelos como o 6×1 — 6 dias de trabalho para 1 de folga —, comum no comércio e em serviços.

O que está em debate: A proposta reúne textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que defendem a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais.

O problema é que o assunto divide opiniões

👍 Apoiadores da medida afirmam que a mudança poderia melhorar a qualidade de vida dos 48 milhões de CLTs, aumentando a produtividade e alinhando o Brasil a tendências globais de jornadas mais curtas.

👎 Já críticos alertam para possíveis impactos econômicos. Um estudo do CLP estima que até 640 mil empregos poderiam ser afetados, muito por conta da nossa baixa produtividade, que cresce 0,5% ao ano — abaixo da média global de 1,5%.

Olhando para frente… Embora a tendência é de que o projeto seja aprovado, a mudança não deve ocorrer de maneira imediata. O texto prevê uma transição gradual, começando com 40h/semana e chegando às 36h/semana ao longo de alguns anos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Barro Preto amplia acesso à internet gratuita em espaços públicos por meio do Conecta Bahia

 


ASCOM Barro Preto 

O município de Barro Preto ampliou o acesso à internet gratuita em espaços públicos, fortalecendo a inclusão digital e oferecendo mais conectividade à população. O serviço, que já funcionava na Praça João de Sousa Leal (Praça da Prefeitura), agora está ativo também em dois novos pontos estratégicos da cidade: a Praça Hermes Souza Brandão (Praça do Mercadão) e a Praça Manoel Palmeira (Praça do Rasga Caçola).



A ampliação do serviço acontece por meio do Conecta Bahia, iniciativa do Governo do Estado da Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, que tem como objetivo democratizar o acesso à internet, promover inclusão digital e garantir mais liberdade de navegação para a população baiana.

Com a expansão dos pontos de acesso, moradores e visitantes passam a contar com conectividade gratuita em locais de grande circulação, facilitando o acesso à informação, à educação, aos serviços digitais e à comunicação no dia a dia. A iniciativa também contribui para tornar os espaços públicos mais funcionais, modernos e acessíveis.

A chegada dos novos pontos de internet em Barro Preto é resultado de articulações institucionais realizadas pelo município, por meio dos poderes Executivo e Legislativo, em agendas na capital do estado, reforçando o compromisso da gestão em buscar parcerias que tragam benefícios concretos para a cidade.

A ampliação do serviço representa mais um avanço para Barro Preto, conectando pessoas, aproximando oportunidades e fortalecendo o uso dos espaços públicos como ambientes de convivência, acesso e cidadania.

IBICARAÍ- Um verdadeiro Amigo e amante da Natureza

  POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA O jovem Laércio Miranda dos Santos, 36 anos, morador da Rua da Caixa D’Água, nº 05, centro de ...