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terça-feira, 27 de outubro de 2026

Reforma e ampliação da Feira Livre de Barro Preto seguem avançando; prefeito Juraci da Saúde visita obra

 


POR Moura Notícias 

O trabalho e o compromisso com o desenvolvimento de Barro Preto não param! A reforma e ampliação da Feira Livre do município seguem avançando, com a realização de importantes intervenções para melhorar a estrutura do espaço e oferecer mais conforto e melhores condições de trabalho para os comerciantes e feirantes.

Na manhã desta quarta-feira (21), o prefeito Juraci da Saúde esteve visitando o local para acompanhar de perto o andamento dos serviços. As imagens mostram o avanço da obra, com a construção de estruturas de concreto, montagem de formas, preparação da área e organização dos materiais utilizados na execução dos trabalhos.

A iniciativa representa um importante investimento na infraestrutura do município, valorizando o comércio local e fortalecendo um espaço fundamental para a economia de Barro Preto. A expectativa é que, após a conclusão, a feira ofereça um ambiente mais adequado para comerciantes, trabalhadores e consumidores que frequentam o local.

Durante a visita, o prefeito Juraci da Saúde destacou a importância da obra para o município.

“Estamos acompanhando de perto o andamento dessa importante obra, porque sabemos o quanto a Feira Livre representa para nossa cidade. É aqui que muitos trabalhadores garantem o sustento de suas famílias e onde a população encontra produtos e movimenta o comércio local. Nosso compromisso é continuar trabalhando para melhorar os espaços públicos, valorizar nossos feirantes e oferecer mais conforto e dignidade à população. Barro Preto merece esse cuidado, e vamos continuar avançando, com trabalho, responsabilidade e compromisso com o nosso povo”, afirmou o prefeito.

A gestão municipal segue acompanhando o andamento dos serviços, reforçando o compromisso com a melhoria dos espaços públicos e com ações que contribuam para o desenvolvimento de Barro Preto.

Trabalho que avança, compromisso que se renova e uma cidade que segue em frente!

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

A maior e melhor de todas as vitórias

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Passei o dia de ontem, domingo, 25 de outubro, convicto de que iríamos ganhar essa eleição e de que a democracia venceria o fascismo. Alguns amigos e familiares chegaram a me perguntar de onde vinha tanta certeza da vitória. A minha resposta era simples: da união do povo!

Isso mesmo! Eu vi um Brasil unido, com eleitores de esquerda e de direita contra o bolsonarismo. Vi muita gente de direita votar pela primeira vez em Lula para impedir a volta do que considero um retrocesso. Não sei se viverei para ver essa união outra vez.

Eu vi o movimento estudantil renascer e ganhar força em todo o Brasil no segundo turno dessa eleição. A mobilização da juventude brasileira, iniciada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ganhou as redes e contagiou positivamente estudantes de todo o país.

Se em uma ponta do novelo estava a juventude, na outra surgiram os nossos heróis que ajudaram a construir esta nação: idosos de 80, 90 e até 100 anos. Muitos estavam quietinhos, alguns havia mais de 20 anos sem sair de casa para votar. O idoso brasileiro levantou da cadeira de balanço, vestiu a capa vermelha e foi à sua seção eleitoral salvar o Brasil. De arrepiar!

Eu vi o brio de um povo guerreiro, trabalhador, temente a Deus, que aprendeu a suportar a dor e a falta de pão na mesa, mas que não se curva às dificuldades da vida. Vi, mais uma vez, o povo nordestino fazer a diferença, inclusive atravessando grandes distâncias para votar pela permanência da democracia no nosso país.

Por fim, eu vi, vivi e votei, mais uma vez, naquele que considero o maior líder político de esquerda vivo do planeta. E testemunhei o que, para mim, foi a maior virada de uma campanha eleitoral.

São muitas emoções, mas fica um grande recado: aqui, fascista não se cria! Nosso país é soberano, e Trump vai ter que engolir a vitória de Lula. Flávio, falta pouco: sua imunidade parlamentar acaba em dois meses.


Arnold Coelho

Viva o Brasil!

sábado, 24 de outubro de 2026

ARNOLD COELHO falando porque votar Lula ⭐️13

 



Porque voto Lula 13

POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Quando defendemos a democracia, precisamos reconhecer o direito de discordar, questionar e se posicionar contra quem está no poder. No campo religioso, falamos em livre-arbítrio; na vida em sociedade, em liberdade de expressão e de escolha. Essa liberdade, porém, exige responsabilidade e respeito aos direitos do próximo.

A opinião do outro precisa ser respeitada, mas respeitar é diferente de concordar. Respeito o direito de cada pessoa votar em quem quiser. Entretanto, jamais concordarei com pensamentos racistas, misóginos e preconceituosos, nem normalizarei declarações dessa natureza por terem partido do meu candidato.

Tenho amigos bolsonaristas e amigos de direita. Antes que alguém diga que é tudo a mesma coisa, faço essa distinção: minha crítica é à postura de quem aceita e reproduz preconceitos para defender uma liderança política.

Não consigo compreender quem prega o amor a Deus, mas não se incomoda quando Bolsonaro responde “não sou coveiro” ao ser questionado sobre mortes na pandemia. Também me incomoda sua imitação de uma pessoa com falta de ar, feita ao criticar as orientações do então ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta. Para mim, são atitudes incompatíveis com a sensibilidade que o sofrimento humano exige.

Outro episódio que considero inaceitável foi sua resposta à saudosa cantora Preta Gil, que perguntou como reagiria se um filho namorasse uma mulher negra. Bolsonaro associou a situação à promiscuidade e afirmou que seus filhos haviam sido bem-educados. Depois, alegou ter entendido que a pergunta se referia a um relacionamento homossexual. Essa explicação também não torna a resposta aceitável para mim. Houve ainda a declaração em que se referiu ao peso de um quilombola em arrobas, unidade frequentemente usada para pesar animais.

Também não consigo conciliar os valores cristãos com a defesa da tortura. Bolsonaro declarou publicamente ser favorável a essa prática e homenageou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador. Aos que se dizem cristãos, lembro que Cristo, antes de ser crucificado e morto, também foi torturado.

Outra contradição que me incomoda está em quem se apresenta como defensor da família, mas mantém relacionamentos extraconjugais enquanto vende a imagem de companheiro exemplar. Para mim, os valores que alguém anuncia precisam aparecer também nas suas atitudes.

Não posso deixar de mencionar as declarações homofóbicas de Bolsonaro. Em entrevista à revista Playboy, em 2011, ele afirmou que seria incapaz de amar um filho homossexual e que preferiria que um filho morresse em um acidente a vê-lo com outro homem. Como conciliar uma declaração dessas com o amor ao próximo?

Gosto de gente. A cor da pele, a orientação sexual, o gênero ou a aparência de uma pessoa não determinam seu valor. Sou cristão, e meu lema é amar ao próximo. Sinto a dor do meu semelhante e acredito em um Brasil mais igual, com melhor distribuição de renda, respeito à diversidade e justiça social para todos. Gosto de gente e não de gênero.

É com base nesses valores que faço minha escolha.

Dito isso, eu voto Lula...Voto 13!


Arnold Coelho

Sou de esquerda

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

"Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – O exemplo do sul do estado" é o mais novo livro de Vercil Rodrigues


Por Dr. Vercil Rodrigues Professor Historiador, Advogado, Jornalista  e Escritor

O historiador, advogado e professor Vercil Rodrigues acaba de lançar seu novo livro: Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – O exemplo do sul do estado (Direitos Editora: 2026), o 9º de sua trajetória autoral.


No livro, o autor conta a história da Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia (ALJUSBA), da qual é idealizador e presidente de honra. Criada em 13 de maio de 2011, a instituição completou 15 anos de fundação no primeiro semestre deste ano. A obra faz parte das comemorações deste aniversário da ALJUSBA, pioneira por ser a primeira entidade acadêmico-jurídico-cultural criada no interior do estado e a sétima do Brasil.


Nas 258 páginas da obra Academia de Letras Jurídicas do Sul da Bahia – O exemplo do sul do estado, o leitor acompanhará os primeiros passos dados para a criação da Academia e conhecerá os juristas regionais que assinaram a ata de sua fundação. Verá também textos sobre a área de inserção da ALJUSBA, fotos de eventos, currículos dos atuais titulares e dos patronos das respectivas cadeiras. A obra apresenta, ainda, o histórico do primeiro presidente e suas realizações, os membros da diretoria eleita para o biênio 2026/2028 e importantes entrevistas que resgatam a história da Casa, além de relacionar os acadêmicos falecidos (in memoriam) ao longo desses 15 anos.


O autor é advogado, professor, historiador, jornalista e escritor brasileiro, com forte atuação cultural e jurídica no sul da Bahia. Nascido em Gongogi/BA em 5 de maio de 1967, construiu sua trajetória na região de Itabuna e Ilhéus. É autor de diversas obras jurídicas e históricas, incluindo Tribunal do Júri – História, origem e evolução no Direito Processual Penal, Dicas de Direito Imobiliário, Dicas de Direito Previdenciário e José de Almeida Alcântara – O populismo em Itabuna.

quarta-feira, 21 de outubro de 2026

IBICARAÍ COMPLETA 74 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA: UMA DATA PARA COMEMORAR OU PARA REFLETIR?

 

Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA

Neste dia 22 de outubro de 2026, o município de Ibicaraí, no sul da Bahia, completa 74 anos de emancipação político-administrativa. São mais de sete décadas de história, de trabalho, de lutas e de sonhos construídos por homens e mulheres que ajudaram a formar a identidade desta cidade.

Entretanto, diante de tantos problemas que ainda afligem a população, a data comemorativa também se transforma em um momento de reflexão. Afinal, o que há para celebrar quando tantas necessidades básicas continuam sem respostas satisfatórias?

Ibicaraí é uma cidade de gente ordeira, trabalhadora e aguerrida. Um povo que acorda cedo, enfrenta dificuldades, luta pelo sustento de suas famílias e não perde a esperança de dias melhores. Mas esse mesmo povo convive com problemas que exigem atenção, planejamento, responsabilidade e compromisso do poder público.

Ruas sem calçamento, saúde com dificuldades e educação que precisa de atenção.

Em diferentes pontos do município, moradores reclamam das condições das ruas, da falta de pavimentação e dos transtornos provocados pela infraestrutura precária. Na saúde, a preocupação com a falta de medicamentos nos postos representa uma questão que merece apuração e providências, pois quem procura uma unidade de saúde espera encontrar acolhimento e acesso aos tratamentos necessários.

Na educação, também surgem questionamentos sobre a qualidade da merenda escolar e as condições do transporte oferecido aos estudantes. Crianças e adolescentes precisam de alimentação adequada, veículos seguros e condições dignas para frequentar a escola. Não se trata de luxo, mas de direitos fundamentais.

Estradas vicinais esquecidas, desenvolvimento comprometido.

As estradas da zona rural são fundamentais para o deslocamento dos moradores, o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola. Quando essas vias não recebem manutenção adequada, quem mais sofre são os trabalhadores rurais, os pequenos produtores e as famílias que dependem delas diariamente.

Uma cidade que deseja crescer não pode virar as costas para sua zona rural. O desenvolvimento precisa chegar tanto às ruas do centro quanto às comunidades mais distantes.

As casas populares: um sonho que não pode permanecer indefinidamente no papel.

Outro ponto que merece esclarecimentos é a situação das moradias populares do bairro do Luxo. As obras tiveram início em 2022 e, até outubro de 2026, as 150 unidades ainda não foram concluídas.

Para quem aguarda uma casa própria, cada mês de atraso significa mais tempo de incerteza, aluguel, dificuldades e sonhos adiados. É necessário que os responsáveis apresentem informações claras sobre o andamento das obras, os recursos envolvidos, os obstáculos existentes e uma previsão realista de conclusão.

A situação das casas do Duque de Caxias também precisa ser acompanhada de perto, com transparência sobre o cronograma e as etapas necessárias para que as famílias beneficiadas possam finalmente receber suas moradias.

Asfalto fino, problemas duradouros?

Na Vila Felicidade e no loteamento Diney Faria, moradores também levantam questionamentos sobre a qualidade da pavimentação executada. A expressão popular “asfalto casca de ovo” traduz a preocupação de quem teme que uma obra de pouca espessura ou qualidade inadequada não resista ao tempo e ao tráfego.

É fundamental que a execução desses serviços seja fiscalizada, que as especificações técnicas sejam respeitadas e que a população tenha acesso às informações sobre contratos, materiais utilizados e garantias. Obras públicas devem ser feitas para durar, e não apenas para produzir uma aparência momentânea de melhoria.

74 anos de história exigem mais do que discursos e homenagens.

Aniversários municipais costumam ser marcados por mensagens de orgulho, celebrações e reconhecimento da história local. Tudo isso tem seu valor. Contudo, a verdadeira homenagem a Ibicaraí precisa ir além das palavras.

Uma cidade se desenvolve quando suas ruas oferecem condições dignas de circulação, seus postos de saúde dispõem dos medicamentos necessários, suas escolas garantem alimentação adequada, seus estudantes contam com transporte seguro, suas estradas rurais recebem manutenção e suas famílias têm acesso à moradia.

A administração municipal tem a responsabilidade de prestar contas, estabelecer prioridades e apresentar soluções. Da mesma forma, a sociedade tem o direito de fiscalizar, questionar e cobrar providências. Essas cobranças não devem ser tratadas como ataques pessoais, mas como parte legítima da vida democrática.

É justo reconhecer que desafios administrativos podem envolver limitações financeiras, questões contratuais e obstáculos técnicos. Mas a população merece conhecer esses obstáculos, saber quais medidas estão sendo adotadas e acompanhar resultados concretos.

PARABÉNS, IBICARAÍ! MAS O POVO TAMBÉM PRECISA DE RESPOSTAS.

Neste 22 de outubro, parabenizamos Ibicaraí pelos seus 74 anos de emancipação político-administrativa. Homenageamos sua gente simples, honesta, trabalhadora e resistente, que continua acreditando no potencial desta terra.

Mas celebrar a cidade também significa reconhecer suas dificuldades. Amar Ibicaraí não é fechar os olhos para os problemas; é ter coragem de apontá-los e defender soluções.

Que os 74 anos não sejam apenas mais uma data no calendário, mas uma oportunidade para rever prioridades, corrigir caminhos e assumir compromissos concretos com a população.

Ibicaraí não pertence a um grupo político, a um prefeito ou a uma administração. Ibicaraí pertence ao seu povo.

E o povo, que trabalha, paga impostos e sustenta a cidade com seu esforço diário, merece respeito, serviços públicos de qualidade, obras bem executadas e respostas para suas necessidades.

André Luiz Evangelista Jornalismo, cidadania e compromisso com a população.

 

BARRO PRETO- A reforma e ampliação da Escola Olavo Clementino dos Santos tem forte avanço



FONTE Moura Notícias 

A reforma e ampliação da Escola Municipal Olavo Clementino dos Santos, em Barro Preto, segue em ritmo avançado. A obra tem como objetivo modernizar a estrutura da unidade de ensino, proporcionando melhores condições para alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar.

Entre as intervenções previstas estão a construção de novas salas de aula, instalação de novas janelas, reforma e ampliação da cozinha, melhorias nos banheiros, substituição do telhado e renovação da instalação elétrica, além de outros serviços necessários para recuperar e modernizar o espaço escolar.

Com a conclusão dos trabalhos, a expectativa é que a escola ofereça um ambiente mais estruturado, acolhedor, seguro e adequado às necessidades dos estudantes e profissionais da educação, contribuindo para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e para a melhoria do ambiente de aprendizagem.

A reforma da Escola Olavo Clementino dos Santos integra um conjunto de obras e intervenções que vêm sendo realizadas em diferentes pontos de Barro Preto. O município mantém frentes de trabalho voltadas à recuperação e melhoria dos espaços públicos, buscando atender às demandas da população.

Investir na infraestrutura escolar é também investir no futuro das novas gerações. Com a modernização da unidade, a comunidade escolar terá a oportunidade de contar com um espaço renovado, preparado para acolher os estudantes e fortalecer a educação no município.

Barro Preto segue avançando com obras, melhorias e investimentos que contribuem para a qualidade de vida da população e para a construção de um futuro melhor por meio da educação.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

DIREITA E ESQUERDA: COMO SURGIRAM, O QUE DEFENDEM E QUAL CAMINHO É MELHOR PARA O BRASIL?

 

Uma análise histórica, política e social sobre duas correntes ideológicas que influenciam os rumos do país e a vida de milhões de brasileiros.

 

Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA| Texto ftuto de estudo e pesquisa

 

Afinal, o que significa ser de direita ou de esquerda? Por que essas duas posições políticas provocam tantos debates, divergências e até conflitos entre familiares, amigos e cidadãos que vivem na mesma sociedade? Qual é a diferença entre suas ideologias? E, acima de tudo, qual delas pode oferecer as melhores condições para o desenvolvimento do Brasil?

 

Essas perguntas são fundamentais para quem deseja compreender a política para além das paixões partidárias, das propagandas eleitorais e das discussões nas redes sociais.

 

Direita e esquerda não são apenas rótulos utilizados para identificar candidatos, partidos ou governos. São correntes de pensamento que apresentam diferentes interpretações sobre a sociedade, a economia, a liberdade, a igualdade, o papel do Estado e a maneira como os recursos e as oportunidades devem ser distribuídos.

 

Para compreender essa disputa, precisamos voltar à história e conhecer as ideias que deram origem a essas duas expressões políticas.

 

COMO SURGIRAM A DIREITA E A ESQUERDA?

 

A origem histórica dos termos direita e esquerda na política remonta à Revolução Francesa, iniciada em 1789, um dos acontecimentos mais importantes da história moderna.

 

Naquela época, a França vivia sob uma monarquia, enfrentava uma grave crise econômica e mantinha uma sociedade marcada por profundas desigualdades e privilégios. Enquanto a nobreza e o clero desfrutavam de vantagens sociais, grande parte da população enfrentava impostos, dificuldades econômicas e limitações de participação política.

 

Durante as reuniões da Assembleia Nacional francesa, os parlamentares passaram a ocupar posições diferentes no salão conforme suas tendências políticas.

 

À direita do presidente da Assembleia sentavam-se, em geral, aqueles que defendiam a manutenção da monarquia e das estruturas tradicionais ou desejavam conter as mudanças revolucionárias. À esquerda ficavam os parlamentares que defendiam transformações mais profundas na organização política e social.

 

Foi dessa disposição física que nasceram as expressões políticas direita e esquerda, que, ao longo dos séculos seguintes, ganharam novos significados e passaram a representar diferentes ideologias.

 

A história, entretanto, é mais complexa do que uma simples divisão entre bons e maus. As correntes políticas mudaram ao longo do tempo, e seus integrantes nem sempre defenderam as mesmas ideias.

 

A direita e a esquerda nasceram de disputas sobre os rumos da sociedade, mas suas ideologias foram se transformando conforme as mudanças econômicas, sociais e históricas.

 

O QUE É A DIREITA E QUAL É A SUA IDEOLOGIA?

 

A direita reúne diferentes correntes políticas que, em geral, valorizam a preservação de determinadas tradições, a propriedade privada, a iniciativa individual, a liberdade econômica, a segurança e a estabilidade das instituições.

 

É importante esclarecer que a direita não é um pensamento único. Existem diferentes vertentes, com propostas distintas para organizar a sociedade e administrar o Estado.

 

A direita liberal, por exemplo, costuma defender a livre iniciativa, a concorrência, o empreendedorismo, a redução de barreiras econômicas e uma menor intervenção estatal em determinadas atividades.

 

A direita conservadora dá maior ênfase à preservação de tradições, aos costumes, à família, à religião para aqueles que a valorizam e à continuidade de instituições consideradas importantes para a sociedade.

 

Há também correntes de direita que defendem um Estado forte na segurança pública, na defesa nacional e na aplicação das leis, mesmo quando defendem menor intervenção governamental na economia.

 

Para que serve a direita?

 

Em uma democracia, a direita oferece propostas e participa do debate público sobre como gerar riqueza, estimular investimentos, organizar os serviços públicos, preservar as instituições e garantir a segurança.

 

Seus defensores argumentam que a liberdade econômica, a iniciativa privada, a responsabilidade fiscal e o incentivo ao empreendedorismo podem contribuir para a criação de empregos, o aumento da produtividade e o crescimento econômico.

 

Também sustentam que o Estado precisa administrar os recursos públicos com responsabilidade, evitando desperdícios e gastos que não possam ser sustentados pelas receitas disponíveis.

 

Essas são contribuições importantes para o debate nacional. Afinal, nenhum país consegue manter políticas públicas de qualidade indefinidamente sem uma economia produtiva, receitas suficientes e uma administração responsável.

 

Entretanto, as propostas identificadas com a direita também precisam ser avaliadas criticamente.

 

Uma redução excessiva da atuação do Estado, por exemplo, pode prejudicar a população quando compromete serviços essenciais, como saúde, educação, saneamento e assistência social. A liberdade econômica, por si só, não garante que todos tenham as mesmas oportunidades.

 

A questão central é saber como conciliar iniciativa privada, crescimento econômico, responsabilidade fiscal e proteção dos direitos fundamentais.

 

O QUE É A ESQUERDA E QUAL É A SUA IDEOLOGIA?

 

A esquerda reúne correntes políticas que, em geral, dão maior prioridade à redução das desigualdades sociais e econômicas, à ampliação dos direitos, à proteção dos trabalhadores e à criação de oportunidades para os grupos que enfrentam maiores dificuldades.

 

Suas ideias foram influenciadas por diferentes movimentos históricos, incluindo o Iluminismo, as lutas por direitos políticos, os movimentos operários e o desenvolvimento do socialismo nos séculos XVIII e XIX.

 

Com a industrialização, milhões de trabalhadores passaram a enfrentar jornadas extensas, baixos salários, ambientes de trabalho perigosos e condições precárias de vida. Nesse contexto, ganharam força movimentos que reivindicavam direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho, organização sindical e maior participação política.

 

A esquerda também não é homogênea.

 

A social-democracia, por exemplo, geralmente defende a democracia representativa, a economia de mercado regulada, a tributação capaz de financiar serviços públicos e políticas de redução das desigualdades.

 

Outras correntes socialistas defendem transformações mais profundas na propriedade e no controle dos meios de produção. Já o comunismo, em suas diferentes interpretações históricas, propõe uma sociedade sem classes sociais e com formas coletivas de propriedade dos meios de produção.

 

Portanto, ser de esquerda não significa necessariamente defender o fim da propriedade privada, assim como ser de direita não significa necessariamente rejeitar toda política social.

 

Para que serve a esquerda?

 

Em uma democracia, a esquerda apresenta propostas voltadas à proteção social, à ampliação de direitos, à valorização do trabalho e à redução das desigualdades que dificultam o acesso da população a uma vida digna.

 

Seus defensores argumentam que o Estado precisa atuar para que o acesso à saúde, à educação, à alimentação, à moradia e às oportunidades não dependa exclusivamente da renda ou das condições de nascimento de cada pessoa.

 

Essa visão considera que a liberdade formal não é suficiente quando uma pessoa não dispõe de condições materiais mínimas para exercer seus direitos.

 

Afinal, de que adianta garantir legalmente o direito à educação se uma criança não tem alimentação adequada, transporte escolar ou uma escola com estrutura suficiente para aprender?

 

Da mesma maneira, de que adianta assegurar direitos trabalhistas na legislação se a fiscalização é insuficiente e o trabalhador permanece exposto à exploração?

 

Essas questões ajudam a compreender por que a esquerda costuma defender políticas públicas de inclusão social, programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, fortalecimento de serviços públicos e proteção aos trabalhadores.

 

Mas as políticas associadas à esquerda também precisam ser avaliadas com rigor.

 

Programas sociais mal planejados, desperdício de recursos, corrupção, endividamento insustentável e intervenções econômicas ineficientes podem comprometer os resultados esperados. Boas intenções não substituem planejamento, transparência e avaliação dos resultados.

 

A questão central é garantir que as políticas sociais realmente melhorem a vida das pessoas, sem ignorar a necessidade de financiamento sustentável e de uma economia capaz de gerar empregos e renda.

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE DIREITA E ESQUERDA?

 

Embora existam muitas variações dentro de cada campo político, algumas diferenças ajudam a compreender o debate.

 

Na economia: setores da direita tendem a enfatizar a iniciativa privada, a concorrência e a liberdade econômica. Setores da esquerda tendem a enfatizar a regulação do mercado, a proteção social e a redução das desigualdades.

 

No papel do Estado: a direita liberal frequentemente defende limitar a intervenção estatal em atividades econômicas, enquanto a esquerda costuma atribuir ao Estado um papel mais ativo na oferta de serviços públicos e na proteção social. Há exceções importantes dos dois lados.

 

Na desigualdade social: a direita geralmente destaca o crescimento econômico, o mérito, o empreendedorismo e a igualdade de oportunidades. A esquerda enfatiza também a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais e ampliar as condições materiais para que as oportunidades sejam efetivamente acessíveis.

 

Nos costumes e nas tradições: setores conservadores da direita valorizam a preservação de costumes e instituições tradicionais. Setores progressistas da esquerda tendem a defender mudanças sociais e a ampliação de direitos. Contudo, existem correntes religiosas, conservadoras e progressistas em diferentes campos políticos.

 

No trabalho: a esquerda historicamente deu grande destaque à organização dos trabalhadores, aos sindicatos e aos direitos trabalhistas. A direita apresenta posições variadas, desde a defesa de maior flexibilidade nas relações de trabalho até a valorização de proteções e benefícios considerados compatíveis com a atividade econômica.

 

Essas diferenças não significam que todos os políticos de direita pensem da mesma forma ou que todos os políticos de esquerda compartilhem as mesmas propostas.

 

A realidade é muito mais complexa do que os rótulos utilizados nas disputas eleitorais.

 

E NO BRASIL? COMO ESSA DISPUTA SE MANIFESTA?

 

No Brasil, a disputa entre direita e esquerda está relacionada a questões fundamentais para a vida da população: emprego, salário, inflação, impostos, segurança pública, educação, saúde, programas sociais, desenvolvimento econômico e distribuição de oportunidades.

 

A Constituição Federal de 1988 estabelece direitos fundamentais, reconhece a livre iniciativa, valoriza o trabalho e prevê objetivos como a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a redução das desigualdades sociais e regionais.

 

Isso significa que o país possui compromissos constitucionais que precisam ser considerados por qualquer governo, independentemente de sua orientação ideológica.

 

Um governo identificado com a direita pode priorizar concessões, investimentos privados, redução de determinadas despesas, incentivos empresariais e reformas econômicas.

 

Um governo identificado com a esquerda pode priorizar programas sociais, valorização salarial, ampliação de serviços públicos e políticas de inclusão.

 

Ambas as orientações precisam responder à mesma pergunta: quais são os resultados concretos de suas decisões para a população brasileira?

 

Não basta anunciar crescimento econômico se a renda não chega às famílias. Da mesma forma, não basta anunciar benefícios sociais se a política adotada não possui financiamento sustentável ou não alcança quem realmente necessita.

 

O Brasil precisa de crescimento econômico, mas também precisa combater a pobreza. Precisa de empresas competitivas, mas também de trabalhadores protegidos contra abusos. Precisa de responsabilidade fiscal, mas não pode ignorar as necessidades básicas de milhões de cidadãos.

 

O desafio consiste em encontrar soluções que conciliem esses objetivos.

 

AFINAL, QUAL É A MELHOR: DIREITA OU ESQUERDA?

 

Essa é a pergunta que alimenta debates em todo o país. Mas a resposta responsável não consiste em declarar que um dos lados está sempre certo e o outro está sempre errado.

 

A melhor orientação política para o Brasil é aquela que, submetida à democracia, à Constituição e à avaliação dos resultados, consegue melhorar de forma consistente a vida da população.

 

Se um governo adota medidas que estimulam investimentos, ampliam a produtividade, geram empregos de qualidade e fortalecem a economia, seus resultados merecem reconhecimento, independentemente de sua posição política.

 

Se outro governo consegue reduzir a fome, ampliar o acesso à educação e à saúde, diminuir desigualdades e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade, seus resultados também devem ser reconhecidos.

 

Entretanto, nenhuma dessas conquistas deve ser presumida apenas pelo nome do partido ou pela ideologia declarada. É necessário verificar os dados, os custos, os benefícios e os efeitos reais das políticas públicas.

 

Um governo precisa ser avaliado pelo que faz, pelo que entrega, pela maneira como utiliza o dinheiro público e pela capacidade de respeitar os direitos dos cidadãos.

 

A direita tem contribuições importantes quando valoriza a produção, a iniciativa privada, a eficiência administrativa, a responsabilidade fiscal e a segurança dentro da lei.

 

A esquerda tem contribuições importantes quando chama atenção para a pobreza, a desigualdade, a proteção dos trabalhadores, os direitos sociais e a necessidade de ampliar oportunidades.

 

Isso não significa que os dois campos sejam idênticos, nem que todas as propostas sejam igualmente eficazes. Significa que cada medida precisa ser analisada com seriedade, considerando seus princípios, seus custos e seus resultados.

 

O Brasil não precisa escolher entre crescimento econômico e justiça social como se fossem objetivos necessariamente incompatíveis. Precisa construir políticas capazes de aproximá-los.

 

O POVO PRECISA DE CONSCIÊNCIA POLÍTICA, NÃO DE ÓDIO PARTIDÁRIO

 

Uma das maiores dificuldades da democracia brasileira é transformar a divergência política em um debate produtivo.

 

Há pessoas que defendem políticos como se fossem donos da verdade e rejeitam qualquer informação que contrarie suas preferências. Outras compartilham notícias sem verificar a origem, repetem acusações sem provas e confundem críticas a um governo com ataques pessoais a seus eleitores.

 

Esse comportamento enfraquece a democracia e impede que a sociedade discuta os problemas reais do país.

 

O cidadão tem o direito de ser de direita, de esquerda, de centro ou de não se identificar com nenhuma dessas correntes. O que não deveria abrir mão é da liberdade de pensar, questionar, comparar propostas e cobrar resultados.

 

Não é porque um político pertence ao campo ideológico com o qual nos identificamos que devemos concordar com todas as suas decisões. Da mesma maneira, não é porque uma boa proposta vem de um adversário político que devemos rejeitá-la automaticamente.

 

A democracia exige oposição, fiscalização, imprensa livre, instituições independentes, participação popular e respeito às regras constitucionais.

 

O eleitor precisa compreender que seu papel não termina na urna. É necessário acompanhar os mandatos, fiscalizar os gastos públicos, cobrar promessas, denunciar irregularidades com responsabilidade e exigir transparência.

 

A política não deve ser tratada como uma guerra permanente entre brasileiros. Ela deve ser compreendida como um espaço de disputa de ideias, projetos e interesses, no qual a população precisa ter condições de escolher seus representantes e cobrar o cumprimento de suas responsabilidades.

 

CONCLUSÃO: O BRASIL ACIMA DAS PAIXÕES PARTIDÁRIAS

 

Direita e esquerda são expressões de diferentes visões sobre a organização da sociedade. Surgiram em um contexto histórico específico, desenvolveram ideologias distintas e continuam influenciando as decisões que afetam a vida de milhões de pessoas.

 

Conhecer suas origens e compreender suas propostas é uma forma de exercer a cidadania com mais consciência.

 

O Brasil precisa de liberdade, trabalho, produção, investimentos, educação, saúde, segurança, justiça social, instituições fortes e responsabilidade na administração dos recursos públicos.

 

Precisa de governos que respeitem a Constituição, combatam a corrupção, apresentem resultados e compreendam que o dinheiro público pertence à sociedade.

 

A pergunta mais importante, portanto, não deveria ser apenas se determinado político é de direita ou de esquerda. A pergunta deve ser: o que ele está fazendo para melhorar a vida do povo brasileiro?

 

É preciso avaliar quem governa, fiscalizar quem legisla, cobrar quem administra e reconhecer os resultados positivos, sem esconder os erros de ninguém.

 

Porque a democracia não se fortalece quando o cidadão deixa de pensar para defender um partido. Ela se fortalece quando o cidadão conhece a história, compreende as ideias, questiona o poder e decide com consciência.

 

No fim das contas, o Brasil não pertence à direita nem à esquerda. O Brasil pertence ao seu povo. E o povo merece governos comprometidos com a liberdade, a dignidade humana, a justiça, o desenvolvimento e o bem comum.

 

Blog Ibicaraí Política — informação, reflexão e cidadania.

 



Reforma e ampliação da Feira Livre de Barro Preto seguem avançando; prefeito Juraci da Saúde visita obra

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