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quarta-feira, 21 de outubro de 2026

IBICARAÍ COMPLETA 74 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA: UMA DATA PARA COMEMORAR OU PARA REFLETIR?

 

Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA

Neste dia 22 de outubro de 2026, o município de Ibicaraí, no sul da Bahia, completa 74 anos de emancipação político-administrativa. São mais de sete décadas de história, de trabalho, de lutas e de sonhos construídos por homens e mulheres que ajudaram a formar a identidade desta cidade.

Entretanto, diante de tantos problemas que ainda afligem a população, a data comemorativa também se transforma em um momento de reflexão. Afinal, o que há para celebrar quando tantas necessidades básicas continuam sem respostas satisfatórias?

Ibicaraí é uma cidade de gente ordeira, trabalhadora e aguerrida. Um povo que acorda cedo, enfrenta dificuldades, luta pelo sustento de suas famílias e não perde a esperança de dias melhores. Mas esse mesmo povo convive com problemas que exigem atenção, planejamento, responsabilidade e compromisso do poder público.

Ruas sem calçamento, saúde com dificuldades e educação que precisa de atenção.

Em diferentes pontos do município, moradores reclamam das condições das ruas, da falta de pavimentação e dos transtornos provocados pela infraestrutura precária. Na saúde, a preocupação com a falta de medicamentos nos postos representa uma questão que merece apuração e providências, pois quem procura uma unidade de saúde espera encontrar acolhimento e acesso aos tratamentos necessários.

Na educação, também surgem questionamentos sobre a qualidade da merenda escolar e as condições do transporte oferecido aos estudantes. Crianças e adolescentes precisam de alimentação adequada, veículos seguros e condições dignas para frequentar a escola. Não se trata de luxo, mas de direitos fundamentais.

Estradas vicinais esquecidas, desenvolvimento comprometido.

As estradas da zona rural são fundamentais para o deslocamento dos moradores, o transporte escolar e o escoamento da produção agrícola. Quando essas vias não recebem manutenção adequada, quem mais sofre são os trabalhadores rurais, os pequenos produtores e as famílias que dependem delas diariamente.

Uma cidade que deseja crescer não pode virar as costas para sua zona rural. O desenvolvimento precisa chegar tanto às ruas do centro quanto às comunidades mais distantes.

As casas populares: um sonho que não pode permanecer indefinidamente no papel.

Outro ponto que merece esclarecimentos é a situação das moradias populares do bairro do Luxo. As obras tiveram início em 2022 e, até outubro de 2026, as 150 unidades ainda não foram concluídas.

Para quem aguarda uma casa própria, cada mês de atraso significa mais tempo de incerteza, aluguel, dificuldades e sonhos adiados. É necessário que os responsáveis apresentem informações claras sobre o andamento das obras, os recursos envolvidos, os obstáculos existentes e uma previsão realista de conclusão.

A situação das casas do Duque de Caxias também precisa ser acompanhada de perto, com transparência sobre o cronograma e as etapas necessárias para que as famílias beneficiadas possam finalmente receber suas moradias.

Asfalto fino, problemas duradouros?

Na Vila Felicidade e no loteamento Diney Faria, moradores também levantam questionamentos sobre a qualidade da pavimentação executada. A expressão popular “asfalto casca de ovo” traduz a preocupação de quem teme que uma obra de pouca espessura ou qualidade inadequada não resista ao tempo e ao tráfego.

É fundamental que a execução desses serviços seja fiscalizada, que as especificações técnicas sejam respeitadas e que a população tenha acesso às informações sobre contratos, materiais utilizados e garantias. Obras públicas devem ser feitas para durar, e não apenas para produzir uma aparência momentânea de melhoria.

74 anos de história exigem mais do que discursos e homenagens.

Aniversários municipais costumam ser marcados por mensagens de orgulho, celebrações e reconhecimento da história local. Tudo isso tem seu valor. Contudo, a verdadeira homenagem a Ibicaraí precisa ir além das palavras.

Uma cidade se desenvolve quando suas ruas oferecem condições dignas de circulação, seus postos de saúde dispõem dos medicamentos necessários, suas escolas garantem alimentação adequada, seus estudantes contam com transporte seguro, suas estradas rurais recebem manutenção e suas famílias têm acesso à moradia.

A administração municipal tem a responsabilidade de prestar contas, estabelecer prioridades e apresentar soluções. Da mesma forma, a sociedade tem o direito de fiscalizar, questionar e cobrar providências. Essas cobranças não devem ser tratadas como ataques pessoais, mas como parte legítima da vida democrática.

É justo reconhecer que desafios administrativos podem envolver limitações financeiras, questões contratuais e obstáculos técnicos. Mas a população merece conhecer esses obstáculos, saber quais medidas estão sendo adotadas e acompanhar resultados concretos.

PARABÉNS, IBICARAÍ! MAS O POVO TAMBÉM PRECISA DE RESPOSTAS.

Neste 22 de outubro, parabenizamos Ibicaraí pelos seus 74 anos de emancipação político-administrativa. Homenageamos sua gente simples, honesta, trabalhadora e resistente, que continua acreditando no potencial desta terra.

Mas celebrar a cidade também significa reconhecer suas dificuldades. Amar Ibicaraí não é fechar os olhos para os problemas; é ter coragem de apontá-los e defender soluções.

Que os 74 anos não sejam apenas mais uma data no calendário, mas uma oportunidade para rever prioridades, corrigir caminhos e assumir compromissos concretos com a população.

Ibicaraí não pertence a um grupo político, a um prefeito ou a uma administração. Ibicaraí pertence ao seu povo.

E o povo, que trabalha, paga impostos e sustenta a cidade com seu esforço diário, merece respeito, serviços públicos de qualidade, obras bem executadas e respostas para suas necessidades.

André Luiz Evangelista Jornalismo, cidadania e compromisso com a população.

 

BARRO PRETO- A reforma e ampliação da Escola Olavo Clementino dos Santos tem forte avanço



FONTE Moura Notícias 

A reforma e ampliação da Escola Municipal Olavo Clementino dos Santos, em Barro Preto, segue em ritmo avançado. A obra tem como objetivo modernizar a estrutura da unidade de ensino, proporcionando melhores condições para alunos, professores, funcionários e toda a comunidade escolar.

Entre as intervenções previstas estão a construção de novas salas de aula, instalação de novas janelas, reforma e ampliação da cozinha, melhorias nos banheiros, substituição do telhado e renovação da instalação elétrica, além de outros serviços necessários para recuperar e modernizar o espaço escolar.

Com a conclusão dos trabalhos, a expectativa é que a escola ofereça um ambiente mais estruturado, acolhedor, seguro e adequado às necessidades dos estudantes e profissionais da educação, contribuindo para o desenvolvimento das atividades pedagógicas e para a melhoria do ambiente de aprendizagem.

A reforma da Escola Olavo Clementino dos Santos integra um conjunto de obras e intervenções que vêm sendo realizadas em diferentes pontos de Barro Preto. O município mantém frentes de trabalho voltadas à recuperação e melhoria dos espaços públicos, buscando atender às demandas da população.

Investir na infraestrutura escolar é também investir no futuro das novas gerações. Com a modernização da unidade, a comunidade escolar terá a oportunidade de contar com um espaço renovado, preparado para acolher os estudantes e fortalecer a educação no município.

Barro Preto segue avançando com obras, melhorias e investimentos que contribuem para a qualidade de vida da população e para a construção de um futuro melhor por meio da educação.


terça-feira, 20 de outubro de 2026

DIREITA E ESQUERDA: COMO SURGIRAM, O QUE DEFENDEM E QUAL CAMINHO É MELHOR PARA O BRASIL?

 

Uma análise histórica, política e social sobre duas correntes ideológicas que influenciam os rumos do país e a vida de milhões de brasileiros.

 

Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA| Texto ftuto de estudo e pesquisa

 

Afinal, o que significa ser de direita ou de esquerda? Por que essas duas posições políticas provocam tantos debates, divergências e até conflitos entre familiares, amigos e cidadãos que vivem na mesma sociedade? Qual é a diferença entre suas ideologias? E, acima de tudo, qual delas pode oferecer as melhores condições para o desenvolvimento do Brasil?

 

Essas perguntas são fundamentais para quem deseja compreender a política para além das paixões partidárias, das propagandas eleitorais e das discussões nas redes sociais.

 

Direita e esquerda não são apenas rótulos utilizados para identificar candidatos, partidos ou governos. São correntes de pensamento que apresentam diferentes interpretações sobre a sociedade, a economia, a liberdade, a igualdade, o papel do Estado e a maneira como os recursos e as oportunidades devem ser distribuídos.

 

Para compreender essa disputa, precisamos voltar à história e conhecer as ideias que deram origem a essas duas expressões políticas.

 

COMO SURGIRAM A DIREITA E A ESQUERDA?

 

A origem histórica dos termos direita e esquerda na política remonta à Revolução Francesa, iniciada em 1789, um dos acontecimentos mais importantes da história moderna.

 

Naquela época, a França vivia sob uma monarquia, enfrentava uma grave crise econômica e mantinha uma sociedade marcada por profundas desigualdades e privilégios. Enquanto a nobreza e o clero desfrutavam de vantagens sociais, grande parte da população enfrentava impostos, dificuldades econômicas e limitações de participação política.

 

Durante as reuniões da Assembleia Nacional francesa, os parlamentares passaram a ocupar posições diferentes no salão conforme suas tendências políticas.

 

À direita do presidente da Assembleia sentavam-se, em geral, aqueles que defendiam a manutenção da monarquia e das estruturas tradicionais ou desejavam conter as mudanças revolucionárias. À esquerda ficavam os parlamentares que defendiam transformações mais profundas na organização política e social.

 

Foi dessa disposição física que nasceram as expressões políticas direita e esquerda, que, ao longo dos séculos seguintes, ganharam novos significados e passaram a representar diferentes ideologias.

 

A história, entretanto, é mais complexa do que uma simples divisão entre bons e maus. As correntes políticas mudaram ao longo do tempo, e seus integrantes nem sempre defenderam as mesmas ideias.

 

A direita e a esquerda nasceram de disputas sobre os rumos da sociedade, mas suas ideologias foram se transformando conforme as mudanças econômicas, sociais e históricas.

 

O QUE É A DIREITA E QUAL É A SUA IDEOLOGIA?

 

A direita reúne diferentes correntes políticas que, em geral, valorizam a preservação de determinadas tradições, a propriedade privada, a iniciativa individual, a liberdade econômica, a segurança e a estabilidade das instituições.

 

É importante esclarecer que a direita não é um pensamento único. Existem diferentes vertentes, com propostas distintas para organizar a sociedade e administrar o Estado.

 

A direita liberal, por exemplo, costuma defender a livre iniciativa, a concorrência, o empreendedorismo, a redução de barreiras econômicas e uma menor intervenção estatal em determinadas atividades.

 

A direita conservadora dá maior ênfase à preservação de tradições, aos costumes, à família, à religião para aqueles que a valorizam e à continuidade de instituições consideradas importantes para a sociedade.

 

Há também correntes de direita que defendem um Estado forte na segurança pública, na defesa nacional e na aplicação das leis, mesmo quando defendem menor intervenção governamental na economia.

 

Para que serve a direita?

 

Em uma democracia, a direita oferece propostas e participa do debate público sobre como gerar riqueza, estimular investimentos, organizar os serviços públicos, preservar as instituições e garantir a segurança.

 

Seus defensores argumentam que a liberdade econômica, a iniciativa privada, a responsabilidade fiscal e o incentivo ao empreendedorismo podem contribuir para a criação de empregos, o aumento da produtividade e o crescimento econômico.

 

Também sustentam que o Estado precisa administrar os recursos públicos com responsabilidade, evitando desperdícios e gastos que não possam ser sustentados pelas receitas disponíveis.

 

Essas são contribuições importantes para o debate nacional. Afinal, nenhum país consegue manter políticas públicas de qualidade indefinidamente sem uma economia produtiva, receitas suficientes e uma administração responsável.

 

Entretanto, as propostas identificadas com a direita também precisam ser avaliadas criticamente.

 

Uma redução excessiva da atuação do Estado, por exemplo, pode prejudicar a população quando compromete serviços essenciais, como saúde, educação, saneamento e assistência social. A liberdade econômica, por si só, não garante que todos tenham as mesmas oportunidades.

 

A questão central é saber como conciliar iniciativa privada, crescimento econômico, responsabilidade fiscal e proteção dos direitos fundamentais.

 

O QUE É A ESQUERDA E QUAL É A SUA IDEOLOGIA?

 

A esquerda reúne correntes políticas que, em geral, dão maior prioridade à redução das desigualdades sociais e econômicas, à ampliação dos direitos, à proteção dos trabalhadores e à criação de oportunidades para os grupos que enfrentam maiores dificuldades.

 

Suas ideias foram influenciadas por diferentes movimentos históricos, incluindo o Iluminismo, as lutas por direitos políticos, os movimentos operários e o desenvolvimento do socialismo nos séculos XVIII e XIX.

 

Com a industrialização, milhões de trabalhadores passaram a enfrentar jornadas extensas, baixos salários, ambientes de trabalho perigosos e condições precárias de vida. Nesse contexto, ganharam força movimentos que reivindicavam direitos trabalhistas, melhores condições de trabalho, organização sindical e maior participação política.

 

A esquerda também não é homogênea.

 

A social-democracia, por exemplo, geralmente defende a democracia representativa, a economia de mercado regulada, a tributação capaz de financiar serviços públicos e políticas de redução das desigualdades.

 

Outras correntes socialistas defendem transformações mais profundas na propriedade e no controle dos meios de produção. Já o comunismo, em suas diferentes interpretações históricas, propõe uma sociedade sem classes sociais e com formas coletivas de propriedade dos meios de produção.

 

Portanto, ser de esquerda não significa necessariamente defender o fim da propriedade privada, assim como ser de direita não significa necessariamente rejeitar toda política social.

 

Para que serve a esquerda?

 

Em uma democracia, a esquerda apresenta propostas voltadas à proteção social, à ampliação de direitos, à valorização do trabalho e à redução das desigualdades que dificultam o acesso da população a uma vida digna.

 

Seus defensores argumentam que o Estado precisa atuar para que o acesso à saúde, à educação, à alimentação, à moradia e às oportunidades não dependa exclusivamente da renda ou das condições de nascimento de cada pessoa.

 

Essa visão considera que a liberdade formal não é suficiente quando uma pessoa não dispõe de condições materiais mínimas para exercer seus direitos.

 

Afinal, de que adianta garantir legalmente o direito à educação se uma criança não tem alimentação adequada, transporte escolar ou uma escola com estrutura suficiente para aprender?

 

Da mesma maneira, de que adianta assegurar direitos trabalhistas na legislação se a fiscalização é insuficiente e o trabalhador permanece exposto à exploração?

 

Essas questões ajudam a compreender por que a esquerda costuma defender políticas públicas de inclusão social, programas de transferência de renda, valorização do salário mínimo, fortalecimento de serviços públicos e proteção aos trabalhadores.

 

Mas as políticas associadas à esquerda também precisam ser avaliadas com rigor.

 

Programas sociais mal planejados, desperdício de recursos, corrupção, endividamento insustentável e intervenções econômicas ineficientes podem comprometer os resultados esperados. Boas intenções não substituem planejamento, transparência e avaliação dos resultados.

 

A questão central é garantir que as políticas sociais realmente melhorem a vida das pessoas, sem ignorar a necessidade de financiamento sustentável e de uma economia capaz de gerar empregos e renda.

 

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS ENTRE DIREITA E ESQUERDA?

 

Embora existam muitas variações dentro de cada campo político, algumas diferenças ajudam a compreender o debate.

 

Na economia: setores da direita tendem a enfatizar a iniciativa privada, a concorrência e a liberdade econômica. Setores da esquerda tendem a enfatizar a regulação do mercado, a proteção social e a redução das desigualdades.

 

No papel do Estado: a direita liberal frequentemente defende limitar a intervenção estatal em atividades econômicas, enquanto a esquerda costuma atribuir ao Estado um papel mais ativo na oferta de serviços públicos e na proteção social. Há exceções importantes dos dois lados.

 

Na desigualdade social: a direita geralmente destaca o crescimento econômico, o mérito, o empreendedorismo e a igualdade de oportunidades. A esquerda enfatiza também a necessidade de enfrentar desigualdades estruturais e ampliar as condições materiais para que as oportunidades sejam efetivamente acessíveis.

 

Nos costumes e nas tradições: setores conservadores da direita valorizam a preservação de costumes e instituições tradicionais. Setores progressistas da esquerda tendem a defender mudanças sociais e a ampliação de direitos. Contudo, existem correntes religiosas, conservadoras e progressistas em diferentes campos políticos.

 

No trabalho: a esquerda historicamente deu grande destaque à organização dos trabalhadores, aos sindicatos e aos direitos trabalhistas. A direita apresenta posições variadas, desde a defesa de maior flexibilidade nas relações de trabalho até a valorização de proteções e benefícios considerados compatíveis com a atividade econômica.

 

Essas diferenças não significam que todos os políticos de direita pensem da mesma forma ou que todos os políticos de esquerda compartilhem as mesmas propostas.

 

A realidade é muito mais complexa do que os rótulos utilizados nas disputas eleitorais.

 

E NO BRASIL? COMO ESSA DISPUTA SE MANIFESTA?

 

No Brasil, a disputa entre direita e esquerda está relacionada a questões fundamentais para a vida da população: emprego, salário, inflação, impostos, segurança pública, educação, saúde, programas sociais, desenvolvimento econômico e distribuição de oportunidades.

 

A Constituição Federal de 1988 estabelece direitos fundamentais, reconhece a livre iniciativa, valoriza o trabalho e prevê objetivos como a construção de uma sociedade livre, justa e solidária e a redução das desigualdades sociais e regionais.

 

Isso significa que o país possui compromissos constitucionais que precisam ser considerados por qualquer governo, independentemente de sua orientação ideológica.

 

Um governo identificado com a direita pode priorizar concessões, investimentos privados, redução de determinadas despesas, incentivos empresariais e reformas econômicas.

 

Um governo identificado com a esquerda pode priorizar programas sociais, valorização salarial, ampliação de serviços públicos e políticas de inclusão.

 

Ambas as orientações precisam responder à mesma pergunta: quais são os resultados concretos de suas decisões para a população brasileira?

 

Não basta anunciar crescimento econômico se a renda não chega às famílias. Da mesma forma, não basta anunciar benefícios sociais se a política adotada não possui financiamento sustentável ou não alcança quem realmente necessita.

 

O Brasil precisa de crescimento econômico, mas também precisa combater a pobreza. Precisa de empresas competitivas, mas também de trabalhadores protegidos contra abusos. Precisa de responsabilidade fiscal, mas não pode ignorar as necessidades básicas de milhões de cidadãos.

 

O desafio consiste em encontrar soluções que conciliem esses objetivos.

 

AFINAL, QUAL É A MELHOR: DIREITA OU ESQUERDA?

 

Essa é a pergunta que alimenta debates em todo o país. Mas a resposta responsável não consiste em declarar que um dos lados está sempre certo e o outro está sempre errado.

 

A melhor orientação política para o Brasil é aquela que, submetida à democracia, à Constituição e à avaliação dos resultados, consegue melhorar de forma consistente a vida da população.

 

Se um governo adota medidas que estimulam investimentos, ampliam a produtividade, geram empregos de qualidade e fortalecem a economia, seus resultados merecem reconhecimento, independentemente de sua posição política.

 

Se outro governo consegue reduzir a fome, ampliar o acesso à educação e à saúde, diminuir desigualdades e proteger pessoas em situação de vulnerabilidade, seus resultados também devem ser reconhecidos.

 

Entretanto, nenhuma dessas conquistas deve ser presumida apenas pelo nome do partido ou pela ideologia declarada. É necessário verificar os dados, os custos, os benefícios e os efeitos reais das políticas públicas.

 

Um governo precisa ser avaliado pelo que faz, pelo que entrega, pela maneira como utiliza o dinheiro público e pela capacidade de respeitar os direitos dos cidadãos.

 

A direita tem contribuições importantes quando valoriza a produção, a iniciativa privada, a eficiência administrativa, a responsabilidade fiscal e a segurança dentro da lei.

 

A esquerda tem contribuições importantes quando chama atenção para a pobreza, a desigualdade, a proteção dos trabalhadores, os direitos sociais e a necessidade de ampliar oportunidades.

 

Isso não significa que os dois campos sejam idênticos, nem que todas as propostas sejam igualmente eficazes. Significa que cada medida precisa ser analisada com seriedade, considerando seus princípios, seus custos e seus resultados.

 

O Brasil não precisa escolher entre crescimento econômico e justiça social como se fossem objetivos necessariamente incompatíveis. Precisa construir políticas capazes de aproximá-los.

 

O POVO PRECISA DE CONSCIÊNCIA POLÍTICA, NÃO DE ÓDIO PARTIDÁRIO

 

Uma das maiores dificuldades da democracia brasileira é transformar a divergência política em um debate produtivo.

 

Há pessoas que defendem políticos como se fossem donos da verdade e rejeitam qualquer informação que contrarie suas preferências. Outras compartilham notícias sem verificar a origem, repetem acusações sem provas e confundem críticas a um governo com ataques pessoais a seus eleitores.

 

Esse comportamento enfraquece a democracia e impede que a sociedade discuta os problemas reais do país.

 

O cidadão tem o direito de ser de direita, de esquerda, de centro ou de não se identificar com nenhuma dessas correntes. O que não deveria abrir mão é da liberdade de pensar, questionar, comparar propostas e cobrar resultados.

 

Não é porque um político pertence ao campo ideológico com o qual nos identificamos que devemos concordar com todas as suas decisões. Da mesma maneira, não é porque uma boa proposta vem de um adversário político que devemos rejeitá-la automaticamente.

 

A democracia exige oposição, fiscalização, imprensa livre, instituições independentes, participação popular e respeito às regras constitucionais.

 

O eleitor precisa compreender que seu papel não termina na urna. É necessário acompanhar os mandatos, fiscalizar os gastos públicos, cobrar promessas, denunciar irregularidades com responsabilidade e exigir transparência.

 

A política não deve ser tratada como uma guerra permanente entre brasileiros. Ela deve ser compreendida como um espaço de disputa de ideias, projetos e interesses, no qual a população precisa ter condições de escolher seus representantes e cobrar o cumprimento de suas responsabilidades.

 

CONCLUSÃO: O BRASIL ACIMA DAS PAIXÕES PARTIDÁRIAS

 

Direita e esquerda são expressões de diferentes visões sobre a organização da sociedade. Surgiram em um contexto histórico específico, desenvolveram ideologias distintas e continuam influenciando as decisões que afetam a vida de milhões de pessoas.

 

Conhecer suas origens e compreender suas propostas é uma forma de exercer a cidadania com mais consciência.

 

O Brasil precisa de liberdade, trabalho, produção, investimentos, educação, saúde, segurança, justiça social, instituições fortes e responsabilidade na administração dos recursos públicos.

 

Precisa de governos que respeitem a Constituição, combatam a corrupção, apresentem resultados e compreendam que o dinheiro público pertence à sociedade.

 

A pergunta mais importante, portanto, não deveria ser apenas se determinado político é de direita ou de esquerda. A pergunta deve ser: o que ele está fazendo para melhorar a vida do povo brasileiro?

 

É preciso avaliar quem governa, fiscalizar quem legisla, cobrar quem administra e reconhecer os resultados positivos, sem esconder os erros de ninguém.

 

Porque a democracia não se fortalece quando o cidadão deixa de pensar para defender um partido. Ela se fortalece quando o cidadão conhece a história, compreende as ideias, questiona o poder e decide com consciência.

 

No fim das contas, o Brasil não pertence à direita nem à esquerda. O Brasil pertence ao seu povo. E o povo merece governos comprometidos com a liberdade, a dignidade humana, a justiça, o desenvolvimento e o bem comum.

 

Blog Ibicaraí Política — informação, reflexão e cidadania.

 



segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Projeto Amor de Maria chega à sua 5ª edição em Barro Preto e mantém vivo o sonho de sua idealizadora

 


Por Moura Notícias 

Em Barro Preto, uma história de amor, união familiar e solidariedade continua emocionando e fazendo a diferença na vida de muitas crianças. O Projeto Amor de Maria nasceu de um sonho de Maria Marques, que desejava realizar uma festa especial no mês de outubro para presentear as crianças e proporcionar momentos de felicidade.


Infelizmente, Maria faleceu antes de conseguir realizar esse sonho. No entanto, o desejo de ver as crianças felizes não foi esquecido. Seus filhos Silvana, Silvia, Marcos e Marcelo decidiram dar continuidade à iniciativa, contando com o apoio de tios, primos e amigos que abraçaram a causa e ajudaram a transformar aquele sonho em realidade.

Assim nasceu uma tradição que, em 2026, chega à sua quinta edição, consolidando o Projeto Amor de Maria como uma iniciativa de carinho e dedicação às crianças de Barro Preto.

A primeira festa foi realizada em 2022, na residência do saudoso tio Zé Rui, figura bastante conhecida no município. Desde então, a família Marques vem unindo esforços para manter o projeto vivo, renovando anualmente o compromisso de proporcionar um dia especial para os pequenos.

A programação é marcada por muita alegria, distribuição de doces e brinquedos, cachorro-quente, refrigerantes e diversos sorteios, garantindo momentos de diversão e encantamento para as crianças.

Uma iniciativa feita com amor e recursos próprios

Um dos aspectos mais importantes do Projeto Amor de Maria é o espírito de união que o mantém de pé. A família Marques organiza a ação com recursos próprios, contando também com a colaboração de familiares e amigos que acreditam na importância de levar alegria às crianças.

A iniciativa não possui vínculo político. Trata-se de uma ação familiar, construída com dedicação, solidariedade e o desejo sincero de manter viva a memória de Maria Marques por meio de um gesto concreto de amor ao próximo.

Mais do que uma festa, o projeto representa a continuidade de um sonho que ultrapassou a ausência física de sua idealizadora. A cada edição, a família demonstra que o amor deixado por alguém especial pode florescer em atitudes capazes de transformar vidas e fortalecer os laços de uma comunidade.

Portal Moura Notícias destaca a importância da iniciativa

O Portal Moura Notícias se sente feliz e grato por conhecer e acompanhar iniciativas como o Projeto Amor de Maria, que demonstram a força da solidariedade e o compromisso de pessoas que se dedicam a fazer o bem em Barro Preto.

Parabenizamos Silvana, Silvia, Marcos, Marcelo, toda a família Marques e os amigos envolvidos por manterem vivo esse lindo legado. Histórias como essa merecem ser reconhecidas, valorizadas e divulgadas, pois mostram que, mesmo diante da saudade, o amor pode continuar presente por meio de gestos de generosidade e cuidado com o próximo.

Que o Projeto Amor de Maria continue crescendo e levando sorrisos, esperança e felicidade às crianças de Barro Preto por muitos e muitos anos. Afinal, quando um sonho nasce do amor, ele pode continuar vivo no coração de muitas pessoas.

FINAL DO CAMPEONATO MUNICIPAL DE FUTSAL DE BARRO PRETO ACONTECE NESTE SÁBADO COM DISPUTA ENTRE ESPANHA E MSN

 


Fonte Moura Notícias 

O Campeonato Municipal de Futsal de Barro Preto chega ao seu momento mais aguardado! Neste sábado, dia 17 de outubro, a partir das 19h, a cidade vai conhecer o grande campeão da competição, em uma partida decisiva entre as equipes Espanha e MSN.

Ao longo da competição, o campeonato proporcionou momentos de alegria, entretenimento e integração para a população de Barro Preto, valorizando o esporte local e incentivando a participação dos atletas e o envolvimento da comunidade.

Além da disputa dentro de quadra, o campeonato se destacou como uma oportunidade de reunir famílias, amigos e torcedores em torno de uma paixão que movimenta a cidade: o futsal. A expectativa é de uma grande presença do público para acompanhar a decisão e prestigiar os finalistas.

O prefeito Juraci da Saúde convida toda a população de Barro Preto para participar desse grande momento esportivo e agradece a todos que contribuíram para a realização do campeonato.

“Quero convidar toda a população de Barro Preto para participar conosco da grande final do Campeonato Municipal de Futsal, neste sábado. Foi uma competição que trouxe alegria, entretenimento e momentos especiais para nossa cidade, fortalecendo o esporte e a união da nossa comunidade.

Agradeço a todos os atletas, às equipes participantes, à organização, aos profissionais envolvidos e a cada torcedor que acompanhou e prestigiou os jogos ao longo do campeonato. Cada pessoa teve sua importância para que essa competição acontecesse.

O esporte é uma ferramenta importante de inclusão, lazer e valorização dos nossos talentos. Por isso, esperamos vocês neste sábado para prestigiar essa grande final e celebrar juntos mais esse momento do esporte de Barro Preto. Muito obrigado a todos!”


sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Há pessoas que passam a vida tentando parecer aquilo que nunca tiveram coragem de ser

 


Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA

Dignidade, autenticidade e personalidade. Três virtudes que não se compram, não se fingem por muito tempo e não se conquistam com aplausos.

Há pessoas que passam a vida tentando parecer aquilo que nunca tiveram coragem de ser. Copiam comportamentos, vestem máscaras e mudam de princípios conforme os próprios interesses.

Ter dignidade é não negociar os próprios valores. Ter autenticidade é não precisar fingir para ser aceito. Ter personalidade é não abandonar quem você é para agradar a quem quer que seja.

No fim das contas, nem todo mundo compreenderá a sua postura, respeitará as suas convicções ou aceitará a sua maneira de ser. E tudo bem!

Quem tem essência não precisa de plateia para saber o próprio valor. Afinal, caráter não se anuncia: revela-se nas atitudes.

quinta-feira, 15 de outubro de 2026

LULA E A ASCENSÃO SOCIAL DOS MAIS POBRES: É ISSO QUE INCOMODA TANTA GENTE!

 



Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA

O Partido dos Trabalhadores (PT), ao longo dos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, promoveu mudanças importantes no cenário social brasileiro. Desde a chegada de Lula à Presidência, em 2003, milhões de brasileiros passaram a enxergar novas possibilidades de acesso à educação, ao crédito, à alimentação, ao emprego e à inclusão social.

Antes de questionar, é preciso olhar para a história e reconhecer os avanços que permitiram a muitos brasileiros de baixa renda sonhar com uma realidade diferente daquela que parecia predestinada às suas famílias.

Durante os governos petistas, políticas de ampliação do acesso às universidades, expansão do ensino técnico, financiamento estudantil, fortalecimento de programas sociais e valorização do salário mínimo contribuíram para abrir portas que, durante muito tempo, permaneceram praticamente fechadas para parcelas significativas da população.

A educação superior, por exemplo, passou a fazer parte dos sonhos de muitos jovens cujos pais jamais tiveram condições de frequentar uma universidade. O acesso ao crédito e às oportunidades de empreendedorismo também ajudou trabalhadores a construir pequenos negócios, conquistar autonomia financeira e melhorar suas condições de vida.

E é justamente essa possibilidade de ascensão social que merece ser debatida com seriedade. Quando o filho de uma família humilde consegue se formar, conquistar uma profissão, abrir uma empresa ou ocupar espaços antes inacessíveis, toda a sociedade ganha.

O pobre não quer tomar o lugar de ninguém. Quer ter oportunidade de construir o próprio caminho!

Na saúde, na educação, na assistência social e no acesso ao crédito, existem políticas públicas que precisam ser avaliadas pelos seus resultados, sem ignorar dificuldades, falhas e desafios que ainda persistem. O Brasil continua enfrentando desigualdades profundas, mas isso não apaga a importância de iniciativas que ampliaram oportunidades para milhões de pessoas.

E há outro ponto que merece atenção: o agronegócio brasileiro também recebe expressivos volumes de recursos por meio do Plano Safra, com linhas de financiamento destinadas a diferentes segmentos do setor rural. Os governos Lula mantiveram e ampliaram instrumentos de apoio à produção agrícola, incluindo o agronegócio empresarial e a agricultura familiar.

Portanto, é preciso abandonar a ideia de que apoiar os mais pobres significa ser contra os produtores rurais, os empresários ou quem construiu patrimônio. Um país pode — e deve — incentivar a produção e fortalecer.

IBICARAÍ COMPLETA 74 ANOS DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA: UMA DATA PARA COMEMORAR OU PARA REFLETIR?

  Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 0006515/BA Neste dia 22 de outubro de 2026, o município de Ibicaraí, no sul da Bahia, completa...