Corrida ecológica

quinta-feira, 2 de abril de 2026

Prefeitura de Salvador corta serviço de avaliação vascular nas UPAs e expõe pacientes a risco de amputação

 


Uma decisão da Prefeitura de Salvador mudou, de forma imediata, a rotina de atendimento de pacientes com problemas vasculares nas Unidades de Pronto Atendimento da capital. Desde 1º de abril, foi suspensa a oferta de avaliação vascular especializada que era realizada no âmbito da gestão municipal e que ajudava a definir a conduta em casos delicados, como pé diabético com necrose, comprometimento de circulação e risco de perda de membro.


A interrupção foi comunicada oficialmente à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) em ofício da Diretoria de Regulação, Controle e Avaliação da Secretaria Municipal da Saúde, assinado em 31 de março. No documento, a Prefeitura de Salvador informa que o serviço deixaria de ser ofertado já no dia seguinte e admite não haver previsão de retomada.

O efeito prático recai diretamente sobre quem procura atendimento de urgência. A avaliação vascular é o suporte especializado acionado quando o paciente chega sem a presença do especialista, mas apresenta sinais que exigem definição rápida sobre tratamento e encaminhamento. É esse olhar técnico que diz se o caso pode ser estabilizado, se há necessidade de transferência imediata ou se há risco de agravamento em curto prazo.

A diretora do Serviço Estadual de Regulação (SER), Rita Santos, explica que sem essa retaguarda nas UPAs municipais, pacientes que antes tinham o caso analisado por médicos da prefeitura de Salvador, passam a depender exclusivamente dos serviços estaduais. A tendência é de aumento da pressão sobre serviços já altamente demandados, especialmente em Salvador, onde os casos vasculares têm volume expressivo e frequentemente envolvem feridas complexas e alterações circulatórias importantes.

O próprio ofício da prefeitura solicita apoio da regulação estadual para garantir a continuidade do atendimento. Para a população, o que essa decisão representa é mais incerteza na urgência e maior possibilidade de demora em casos que exigem definição especializada. Em quadros vasculares, essa demora pode significar piora clínica, risco de infecção e, em situações extremas, amputações que poderiam ser evitadas com avaliação em tempo oportuno.

BAHIA - Ao lado de Lula, Jerônimo autoriza nova etapa do VLT e avanço do metrô em Salvador

 


SECOM- Bahia 

O Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) avança em mais uma etapa e amplia a perspectiva de mudança no transporte público da capital baiana. Nesta quinta-feira (2), o governador Jerônimo Rodrigues, acompanhado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Casa Civil, Rui Costa, autorizou a publicação do edital para a Expansão Oeste do sistema, no trecho Baixa do Fiscal–Retiro, além de emitir a ordem de serviço para o início das obras do Tramo IV da Linha 1 do metrô.

Durante a agenda, as autoridades visitaram as obras do VLT na Praça Onze de Dezembro, onde um dos trechos já está em fase de testes operacionais. O projeto conta com cerca de R$ 1,1 bilhão em investimentos do Governo Federal, que também participa da implantação dos sistemas de telecomunicação e sinalização e de estudos para expandir o transporte sobre trilhos na Região Metropolitana, incluindo Simões Filho, Camaçari e Alagoinhas.

Para quem vive no Subúrbio Ferroviário, a expectativa já faz parte do dia a dia. O ambulante José Carlos Santos, de 38 anos, acompanha de perto o avanço das obras e vê nelas uma mudança concreta. “A gente sempre teve dificuldade com transporte aqui. Quando vê uma obra dessa andando, dá esperança. Vai facilitar muito pra trabalhar, estudar, se deslocar pela cidade. Eu fico só imaginando como vai ser quando estiver funcionando”, contou.

Jerônimo Rodrigues destacou a integração entre os modais como um dos principais ganhos das intervenções. “Estamos estruturando um sistema que conecta diferentes regiões da cidade e oferece mais opções para a população. Isso impacta diretamente no tempo de deslocamento e na qualidade de vida”, afirmou.

Expansão do metrô

A ordem de serviço foi assinada para o Tramo IV da Linha 1, que vai ligar a Estação da Lapa à futura Estação Campo Grande, com cerca de 1,1 km de extensão. O investimento previsto é de R$ 1,5 bilhão em recursos federais para as obras. O presidente Lula ressaltou a retomada de investimentos em infraestrutura no país. “Obras como essa mostram que é possível melhorar a vida das pessoas com planejamento e investimento. Mobilidade também é inclusão”, disse.

Rui Costa chamou atenção para o impacto econômico das obras. “Além de melhorar o transporte, esses projetos geram emprego e movimentam a economia, trazendo benefícios que vão além da mobilidade”, pontuou.

Avanço histórico

O VLT terá cerca de 43,7 km e 50 paradas, dividido em três trechos em implantação desde 2024: o primeiro, liga a Ilha de São João à Calçada e ao Comércio (com cerca de 60% das obras concluídas); o segundo conecta Paripe a Águas Claras (com cerca de 40% e integração ao metrô); e o terceiro vai de Águas Claras a Piatã, ampliando o acesso ao miolo e à Orla. Quando concluído, o sistema deve integrar diferentes modais e facilitar o deslocamento na capital baiana.


Barro Preto é contemplado com ambulância do SAMU e reforça atendimento na saúde

 


FONTE  Moura Notícias 

A saúde pública de Barro Preto ganhou um importante reforço nesta última segunda-feira, em Salvador. O prefeito Juraci da Saúde recebeu uma nova ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), que irá fortalecer o atendimento de urgência e emergência no município.

A entrega do veículo foi realizada pelo governador Jerônimo Rodrigues, com a presença dos deputados Netto Carleto e Eduardo Salles, que também destacaram a importância do investimento para melhorar a qualidade dos serviços de saúde oferecidos à população.

A nova ambulância chega para ampliar a capacidade de resposta do município em situações emergenciais, garantindo mais agilidade, segurança e eficiência no atendimento aos moradores de Barro Preto.

O prefeito Juraci da Saúde ressaltou a relevância da conquista e agradeceu ao Governo do Estado e aos parlamentares pelo apoio, reforçando o compromisso de seguir trabalhando para oferecer uma saúde cada vez mais digna e acessível para todos.


quarta-feira, 1 de abril de 2026

Trump quer o fim da guerra (com ou sem petróleo)

 


FONTE The News 

O relógio está correndo. O presidente dos EUA sinalizou a assessores que está disposto a encerrar a guerra contra o Irã em até seis semanas, mesmo que signifique deixar o Estreito de Ormuz bloqueado.

Isso representa uma mudança na estratégia de Washington. Em vez de uma ocupação prolongada, Trump quer focar nos principais objetivos militares: enfraquecer a marinha iraniana e destruir a capacidade de mísseis do país, para então declarar vitória.

O que está por trás do movimento: Basicamente, Trump está ameaçando países europeus que negaram apoio aos EUA — como França, Itália, Reino Unido e Espanha.

Para o presidente, se os europeus não facilitam a logística da guerra, não devem esperar que os EUA garantam a segurança do combustível deles. No Truth Social, ele escreveu:

"Vão ao Estreito e simplesmente TOMEM-O. Os EUA não estarão lá para ajudar vocês mais, assim como vocês não estiveram lá por nós. Vão buscar seu próprio petróleo!".

Na prática, a cada aumento do preço dos combustíveis, a urgência fica maior. Desde o início da guerra, o preço da gasolina subiu 70% na Europa.

Mas tudo pode não passar de um blefe… Isso porque o bolso dos americanos também já está sentindo: pela  vez desde 2022, o preço médio da gasolina nos EUA ultrapassou os US$ 4 por galão.


terça-feira, 24 de março de 2026

Serei sempre contra a privatização

 


Por Arnold Coelho Jornalista MTB 0006515/BA

É curioso observar que muitas das mesmas pessoas que hoje reclamam do preço dos combustíveis foram as que defenderam (ou simplesmente se calaram) diante das privatizações de ativos estratégicos do país.

Em 2019, a BR Distribuidora (hoje Vibra Energia) foi vendida. Em 2021, foi a vez da Refinaria Landulfo Alves, aqui na Bahia, arrematada pelo fundo Mubadala Capital por US$ 1,65 bilhão e rebatizada como Refinaria de Mataripe, um valor amplamente questionado por especialistas, considerado abaixo do potencial da unidade.

O impacto dessas decisões não demorou a aparecer. Com a guerra e a instabilidade no mercado internacional de petróleo, os novos controladores passaram a adotar políticas próprias de preços. E aí está o ponto: a Petrobras já não tem o mesmo poder de intervenção sobre esses ativos.

O resultado? O consumidor sente diretamente na bomba. Preços mais altos, menor controle interno e maior exposição às variações do mercado externo.

Privatizar pode até ser uma estratégia em determinados contextos, mas é preciso discutir as consequências antes de vender, especialmente quando se trata de setores essenciais como energia e combustíveis.

Por isso, antes de reclamar, é importante lembrar: decisões políticas têm efeitos práticos. E, muitas vezes, o preço dessas escolhas chega, inevitavelmente, no bolso de todos nós.

Na prática o que fizeram foi: vender a casa própria e com o dinheiro da venda, alugar a mesma casa para morar de aluguel e sem ter direitos sobre a casa que antes era sua...ou nossa!

Isso é privatizar! Então não vale reclamar!


Arnold Coelho

Privatizar nossas riquezas é um ato de burrice ou de mal caratismo

segunda-feira, 23 de março de 2026

Turma da Caminhada realiza a Quarta Caminhada Noturna em Ibicaraí


 POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446

Subir a Montanha Mágica já é, por si só, uma experiência única. Mas quando a subida acontece à noite, tudo ganha um tom ainda mais especial. É algo difícil de explicar (só vivendo a aventura no meio da escuridão para entender) a intensidade do momento.

Entre o silêncio da madrugada, os sons da mata e os medos naturais que a noite traz, encarar a montanha se torna um verdadeiro desafio. E a recompensa vem logo depois: o espetáculo inesquecível do nascer do sol.

Na madrugada de sábado para domingo, 31 aventureiros (entre eles alguns novatos) aceitaram o desafio. Mesmo sendo a quarta edição da caminhada noturna, a sensação se renova a cada subida. Ao alcançar o topo da serra, o grupo se depara com um cenário marcante: Ibicaraí pulsando luzes ao fundo, como se acompanhasse, à distância, cada passo dado.

Pouco tempo depois, o céu começa a mudar de cor, anunciando um novo dia. Ao longe, as cidades de Barro Preto e Itabuna parecem piscar, compondo um cenário que emociona e convida à contemplação. Só quem participa consegue traduzir a grandiosidade desse momento.

O percurso segue entre descidas e subidas, passando por nascentes, trechos de mata fechada e roças de cacau, um verdadeiro mergulho na natureza. Após cerca de sete horas de caminhada e aproximadamente 25 quilômetros percorridos, a turma retorna a Ibicaraí.

O cansaço é inevitável. Alguns chegam exaustos, outros com pequenos machucados, mas todos carregando a mesma sensação: satisfação plena e o desejo de viver tudo novamente.

E como toda boa aventura deixa saudade, o grupo já tem um novo destino em mente: o Balneário de Gilson, na região do Luxo/Jacarandá. Agora, é só definir a data para mais um capítulo dessa história.

O sentimento que fica é de contemplação e gratidão, a Deus e a cada aventureiro que aceitou o desafio de viver essa experiência intensa e inesquecível.


Arnold Coelho

Feliz e agradecido

terça-feira, 17 de março de 2026

Trump tenta se livrar de um problema chamado… Irã

  


FONTE The News 

O presidente americano não tem escondido sua irritação com países aliados. A razão se deve à fraca adesão ao pedido de ajuda para proteger o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta.

Segundo ele, os EUA passaram quatro décadas protegendo aliados, mas agora estariam praticamente sozinhos.

Desde o início da guerra no Irã, Washington tenta montar uma coalizão internacional para garantir a navegação no estreito. O problema é que vários países simplesmente disseram “não”.

  • 🇩🇪 O ministro da Defesa alemão afirmou que “essa não é a nossa guerra” e que o conflito não tem relação com a Otan.

  • 🇯🇵 🇮🇹 🇦🇺 Japão, Itália e Austrália também se recusaram a participar.

  • 🇫🇷 🇬🇧 França e Reino Unido adotaram uma postura cautelosa, sem tomar partido.

Mas por que isso importa?

Estreito de Ormuz é uma região vital da economia global, sendo passagem para 20% do petróleo e 33% dos fertilizantes do mundo — ok, sabemos que você já sabe disso.

Mas o grande medo de Trump, agora, é que essa bola de neve econômica comece a aumentar. Desde o início do conflito em 28/02, o tráfego caiu 97%, empurrando o barril de petróleo para os US$ 100 e alimentando o temor de uma recessão global.

A continuidade da alta no preço do petróleo tende a aumentar o custo de vida nos EUA, e isso pode pesar nas eleições legislativas no fim do ano, abrindo espaço para uma derrota republicana e enfraquecendo o governo.

Prefeitura de Salvador corta serviço de avaliação vascular nas UPAs e expõe pacientes a risco de amputação

  Uma decisão da Prefeitura de Salvador mudou, de forma imediata, a rotina de atendimento de pacientes com problemas vasculares nas Unidades...