Corrida ecológica

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Dois pesos e duas medidas

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Defendo há cerca de duas décadas, em Ibicaraí, a preservação do nosso corredor de montanhas, das nossas matas e das nascentes que ali existem e são protegidas pela cobertura vegetal. São mais de 110 nascentes que, a cada 24 horas, disponibilizam cerca de cinco milhões de litros de água - volume suficiente para abastecer o município por até 72 horas.

Toda essa água é captada, tratada e distribuída para milhares de moradias de Ibicaraí, entre sede e distritos. Nossa cidade fornece, em média, dez metros cúbicos (ou dez mil litros de água por mês) para cada residência. E cobra taxas que partem de R$ 15,00 nos quatro distritos e chegam próximo aos R$ 50,00 no centro da cidade.

Um preço relativamente baixo para tanta água.

Se compararmos, por exemplo, com a cidade vizinha de Floresta Azul, que disponibiliza cerca de seis mil litros por mês, ou com a grande São Paulo, onde a média gira em torno de três mil litros mensais (e o que ultrapassa esse volume gera taxa extra) percebemos o quanto pagamos pouco. Mas por que estou falando de água e usando Ibicaraí como exemplo?

Simples: a água é um bem comum. Não compramos a água que chega à nossa torneira; pagamos apenas pela captação, tratamento, insumos, serviço (mão de obra) e distribuição. E tudo isso tem um custo elevado. Por isso defendo que pagamos pouco pela água que consumimos, e corremos o risco, por falta de investimentos na autarquia e pela ausência do Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), de sofrer, em um futuro breve, com a falta de água nas torneiras.

Já participei de inúmeros debates sobre o tema e sempre encontro pessoas que consideram alto o valor pago mensalmente pelo líquido precioso e pelo serviço oferecido pela autarquia.

Ontem, terça-feira, 10 de fevereiro, passando pela rodoviária de Itabuna eu precisei comprar uma garrafinha de 500 ml de água por R$ 3,00. Em momento algum reclamei. Simplesmente pedi, paguei, recebi minha água e fui embora. Outras pessoas fizeram o mesmo.

Resolvi então fazer um cálculo simples.

Se uma garrafinha com 500 ml custa R$ 3,00, um litro custa R$ 6,00. Multiplicando por mil litros, chegamos ao valor de R$ 6.000,00. E se multiplicarmos por dez (afinal, recebemos mensalmente 10 mil litros de água) o valor seria de R$ 60.000,00 (sessenta mil reais) por mês.

Seria esse super valor que eu pagaria caso resolvesse “mudar de fornecedor” de água. Um valor infinitamente superior aos pouco mais de R$ 40,00 que pago mensalmente.

A pergunta que fica é: por que reclamamos tanto do valor da água barata que cai na nossa torneira e não reclamamos da água supercara vendida nos bares, lanchonetes, shoppings, mercados e rodoviárias?

A água é um bem comum. É essencial à vida e à sobrevivência humana. Como iremos cuidar das nossas nascentes, que nos fornecem água diariamente, se consideramos cara uma taxa irrisória cobrada para manter a captação e o sistema funcionando?

Precisamos sair do discurso raso e avançar para uma discussão mais ampla. É necessário pensar em uma cobrança adicional destinada a investimentos na autarquia; implementar o Pagamento por Serviço Ambiental (PSA), remunerando o dono da terra (o verdadeiro “agricultor de água”) para que proteja e conserve as nascentes; criar mecanismos de fiscalização, com guardas ambientais que monitorem cada nascente e denunciem desmatamentos; buscar investimentos na esfera estadual e federal e instituir um conselho municipal que acompanhe, mensalmente, a arrecadação e a aplicação dos recursos captados.

Ou priorizamos esse tema agora, ou, em um breve futuro, estaremos importando água de outros municípios a preços surreais. Precisamos cuidar e valorizar a água que “ainda” temos no nosso município.


*Arnold Coelho*

Precisamos cuidar da nossa água

Fim da escala 6x1: A próxima pauta em Brasília

 


FONTE The News 

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que pretende colocar a proposta em votação pelo fim da escala 6x1 até maio, gesto lido como uma clara ajuda ao governo Lula, que deseja que a pauta seja aprovada ainda neste ano.

Como funciona hoje? A Constituição permite até 44 horas por semana, sem definir a divisão dos dias, o que viabiliza modelos como o 6×1 — 6 dias de trabalho para 1 de folga —, comum no comércio e em serviços.

O que está em debate: A proposta reúne textos apresentados pelos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erika Hilton (PSOL-SP), que defendem a redução da jornada de trabalho para 36 horas semanais.

O problema é que o assunto divide opiniões

👍 Apoiadores da medida afirmam que a mudança poderia melhorar a qualidade de vida dos 48 milhões de CLTs, aumentando a produtividade e alinhando o Brasil a tendências globais de jornadas mais curtas.

👎 Já críticos alertam para possíveis impactos econômicos. Um estudo do CLP estima que até 640 mil empregos poderiam ser afetados, muito por conta da nossa baixa produtividade, que cresce 0,5% ao ano — abaixo da média global de 1,5%.

Olhando para frente… Embora a tendência é de que o projeto seja aprovado, a mudança não deve ocorrer de maneira imediata. O texto prevê uma transição gradual, começando com 40h/semana e chegando às 36h/semana ao longo de alguns anos.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Barro Preto amplia acesso à internet gratuita em espaços públicos por meio do Conecta Bahia

 


ASCOM Barro Preto 

O município de Barro Preto ampliou o acesso à internet gratuita em espaços públicos, fortalecendo a inclusão digital e oferecendo mais conectividade à população. O serviço, que já funcionava na Praça João de Sousa Leal (Praça da Prefeitura), agora está ativo também em dois novos pontos estratégicos da cidade: a Praça Hermes Souza Brandão (Praça do Mercadão) e a Praça Manoel Palmeira (Praça do Rasga Caçola).



A ampliação do serviço acontece por meio do Conecta Bahia, iniciativa do Governo do Estado da Bahia, sob a liderança do governador Jerônimo Rodrigues, que tem como objetivo democratizar o acesso à internet, promover inclusão digital e garantir mais liberdade de navegação para a população baiana.

Com a expansão dos pontos de acesso, moradores e visitantes passam a contar com conectividade gratuita em locais de grande circulação, facilitando o acesso à informação, à educação, aos serviços digitais e à comunicação no dia a dia. A iniciativa também contribui para tornar os espaços públicos mais funcionais, modernos e acessíveis.

A chegada dos novos pontos de internet em Barro Preto é resultado de articulações institucionais realizadas pelo município, por meio dos poderes Executivo e Legislativo, em agendas na capital do estado, reforçando o compromisso da gestão em buscar parcerias que tragam benefícios concretos para a cidade.

A ampliação do serviço representa mais um avanço para Barro Preto, conectando pessoas, aproximando oportunidades e fortalecendo o uso dos espaços públicos como ambientes de convivência, acesso e cidadania.

Não são só os EUA que têm se preocupado com o caso Epstein

 


FONTE The News 

Atravessou o Atlântico. O escândalo envolvendo Jeffrey Epstein está fazendo o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, enfrentar a sua maior crise política desde que assumiu o cargo, em 2024.

Isso porque a divulgação de novos documentos sobre o magnata reacendeu polêmicas envolvendo Peter Mandelsonnomeado por Starmer como embaixador britânico em Washington.

  • Os arquivos indicam que Epstein enviou US$ 75 mil a Mandelson entre 2003 e 2004, além de revelar que os dois mantinham contato após a condenação do financista em 2008.

Por que você deve saber disso? Starmer é nada menos que o 5° premiê britânico dos últimos 10 anos. O Reino Unido tem tentado restaurar a credibilidade política do país, mas a notícia pode ser o início de mais uma crise em Londres.

Tanto que, com a repercussão, o diretor de comunicação do governo e o chefe de gabinete de Starmer renunciaram aos seus cargos na última semana.

A oposição conservadora passou a pressionar pela saída do premiê, enquanto alas do próprio Partido Trabalhista discutem possíveis sucessores. Contudo, o primeiro-ministro afirmou que não pretende renunciar.

Zoom out: Os investidores estão com certo temor sobre uma eventual turbulência política no país, que tem a sexta maior economia do mundo.

sábado, 7 de fevereiro de 2026

A decisão que está agitando Brasília

 


FONTE The News 

Penduricalhos. O ministro Flávio Dino, do STF, determinou que Executivo, Legislativo e Judiciário revisem, em até 60 dias, todos os chamados “penduricalhos” pagos a servidores públicos. Mas, afinal, o que são esses penduricalhos?

Na prática, são benefícios e indenizações usados para aumentar salários acima do teto do funcionalismo, hoje no mesmo nível do salário de ministros do Supremo (cerca de R$ 47 mil). Entre eles estão:

  • Auxílio-saúde e auxílio-educação, fornecido mesmo sem comprovação de gastos;

  • Auxílio-combustível e locomoção, pago, inclusive, a quem não comprova que se locomove para trabalhar;

  • Gratificações por acúmulo de funções, exercida na mesma jornada de trabalho;

  • Venda de férias e folgas de 1 a cada 3 dias trabalhados, além dos descansos de sexta-feira a domingo;

  • “Auxílio-peru” e “Auxílio-panetone”, gratificações natalinas ou bônus de fim de ano pagos em determinadas categorias do funcionalismo público ou tribunais.

Segundo Dino, muitos desses pagamentos têm natureza salarial disfarçada de indenização, o que violaria a Constituição. O tema pesa principalmente no Judiciário, que gastou R$ 6,7 bilhões acima do teto em 2024.

Para se ter ideia da relevância do tema, em geral, os tribunais brasileiros consomem 1,6% do PIB, bem acima da média de países emergentes (0,5%) e desenvolvidos (0,3%).

A decisão de Dino ocorreu dois dias após o Congresso aprovar um projeto que prevê pagamentos de até R$ 77 mil a servidores do Legislativo, furando o teto. No fim, a medida representa mais uma etapa das farpas entre Supremo e Congresso.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Felicidade, parte dois

 


POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA

Já escrevi um texto sobre o assunto e hoje bateu a vontade de tocar mais uma vez nesse tema tão importante na vida do ser humano. 

Para muitos, a felicidade é um estado de bem-estar interior, um momento de comunhão com coisas boas, que nasce quando existe equilíbrio entre o que você sente, o que vive e o que valoriza. Estar feliz independe de ser rico ou pobre, bonito ou feio, preto ou branco, alto ou baixo, gordo ou magro.

A felicidade se faz presente quando você está em paz com a sua consciência, com saúde, em harmonia com a família e cercado de pessoas amigas. No meu caso específico, soma-se a tudo isso o contato com a natureza e o meio ambiente.

No início da minha trajetória de vida, eu colocava a felicidade como um conjunto de conquistas e realizações pessoais. Hoje, percebo que a felicidade não se compra, não tem preço. Digo isso porque conheço pessoas ricas que se empanturram de drogas lícitas e ilícitas na tentativa de encontrar essa tal felicidade. Alguns convivem, de forma silenciosa, com a doença do século XXI: a depressão.

Como bom cristão, condiciono a minha felicidade à minha relação com Deus, ao convívio com a minha família (filhos, esposa, netos e outros parentes), aos amigos, a uma boa dose diária de treinos na academia, às corridas pelo menos três vezes por semana e às minhas intermináveis caminhadas e trilhas pela zona rural. Tudo isso aliado a uma pitada de trabalho, para garantir o sustento e pagar as contas.

Precisei passar dos 50 anos para descobrir que a felicidade não se compra, pois ela não tem preço fixo. E que um dos grandes vilões da felicidade é não saber administrar o próprio tempo, deixando sempre para amanhã o que pode ser feito hoje.

Por isso, aprendi a reservar meu tempo de lazer e a cultivar a minha felicidade, fazendo o que gosto, ao lado de quem eu gosto.


Arnold Coelho

Seja feliz sempre.

Tour pelas principais manchetes da quinta-feira

 


FONTE The News 

Layoff em D.C. O Washington Post anunciou a demissão de 1/3 de seus funcionários, desmantelando departamentos inteiros como o de notícias internacionais e esportes. O jornal de Jeff Bezos justifica os cortes pela queda drástica no tráfego online e no número de assinantes.

Diplomacia sob pressão. Após ameaçarem abandonar o diálogo, os EUA recuaram e aceitaram retomar as negociações nucleares com o Irã, em Omã. A decisão ocorreu após apelos urgentes de nove líderes árabes que temem uma escalada militar.

Crise em Rafah. Novos ataques e operações militares em Rafah intensificam a pressão humanitária na Faixa de Gaza. A operação interrompeu o fluxo de ajuda pelo principal corredor humanitário, deixando centenas de milhares sem acesso a mantimentos e combustível.

Aposta na AI. A Alphabet (Google) anunciou o resultado de 2025, registrando uma receita de quase US$ 403 bi e um lucro de US$ 132 bi — alta anual de 32%. Ainda assim, as ações da BIG TECH caíram cerca de 2% pelo fato da empresa ter dito que vai investir até US$ 185 bi em 2026, bem acima dos US$ 65 bi esperados.

Eixo Washington-Pequim. Em ligação entre Trump e Xi Jinping realizada nesta quarta-feira, o presidente americano pressionou pela retomada das compras chinesas de soja e energia dos EUA, além de discutir soluções para as guerras na Ucrânia e no Irã.

Dois pesos e duas medidas

  POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446/BA Defendo há cerca de duas décadas, em Ibicaraí, a preservação do nosso corredor de montanhas, d...