Corrida ecológica

terça-feira, 24 de março de 2026

Serei sempre contra a privatização

 


Por Arnold Coelho Jornalista MTB 0006515/BA

É curioso observar que muitas das mesmas pessoas que hoje reclamam do preço dos combustíveis foram as que defenderam (ou simplesmente se calaram) diante das privatizações de ativos estratégicos do país.

Em 2019, a BR Distribuidora (hoje Vibra Energia) foi vendida. Em 2021, foi a vez da Refinaria Landulfo Alves, aqui na Bahia, arrematada pelo fundo Mubadala Capital por US$ 1,65 bilhão e rebatizada como Refinaria de Mataripe, um valor amplamente questionado por especialistas, considerado abaixo do potencial da unidade.

O impacto dessas decisões não demorou a aparecer. Com a guerra e a instabilidade no mercado internacional de petróleo, os novos controladores passaram a adotar políticas próprias de preços. E aí está o ponto: a Petrobras já não tem o mesmo poder de intervenção sobre esses ativos.

O resultado? O consumidor sente diretamente na bomba. Preços mais altos, menor controle interno e maior exposição às variações do mercado externo.

Privatizar pode até ser uma estratégia em determinados contextos, mas é preciso discutir as consequências antes de vender, especialmente quando se trata de setores essenciais como energia e combustíveis.

Por isso, antes de reclamar, é importante lembrar: decisões políticas têm efeitos práticos. E, muitas vezes, o preço dessas escolhas chega, inevitavelmente, no bolso de todos nós.

Na prática o que fizeram foi: vender a casa própria e com o dinheiro da venda, alugar a mesma casa para morar de aluguel e sem ter direitos sobre a casa que antes era sua...ou nossa!

Isso é privatizar! Então não vale reclamar!


Arnold Coelho

Privatizar nossas riquezas é um ato de burrice ou de mal caratismo

segunda-feira, 23 de março de 2026

Turma da Caminhada realiza a Quarta Caminhada Noturna em Ibicaraí


 POR Arnold Coelho Jornalista MTB 0006446

Subir a Montanha Mágica já é, por si só, uma experiência única. Mas quando a subida acontece à noite, tudo ganha um tom ainda mais especial. É algo difícil de explicar (só vivendo a aventura no meio da escuridão para entender) a intensidade do momento.

Entre o silêncio da madrugada, os sons da mata e os medos naturais que a noite traz, encarar a montanha se torna um verdadeiro desafio. E a recompensa vem logo depois: o espetáculo inesquecível do nascer do sol.

Na madrugada de sábado para domingo, 31 aventureiros (entre eles alguns novatos) aceitaram o desafio. Mesmo sendo a quarta edição da caminhada noturna, a sensação se renova a cada subida. Ao alcançar o topo da serra, o grupo se depara com um cenário marcante: Ibicaraí pulsando luzes ao fundo, como se acompanhasse, à distância, cada passo dado.

Pouco tempo depois, o céu começa a mudar de cor, anunciando um novo dia. Ao longe, as cidades de Barro Preto e Itabuna parecem piscar, compondo um cenário que emociona e convida à contemplação. Só quem participa consegue traduzir a grandiosidade desse momento.

O percurso segue entre descidas e subidas, passando por nascentes, trechos de mata fechada e roças de cacau, um verdadeiro mergulho na natureza. Após cerca de sete horas de caminhada e aproximadamente 25 quilômetros percorridos, a turma retorna a Ibicaraí.

O cansaço é inevitável. Alguns chegam exaustos, outros com pequenos machucados, mas todos carregando a mesma sensação: satisfação plena e o desejo de viver tudo novamente.

E como toda boa aventura deixa saudade, o grupo já tem um novo destino em mente: o Balneário de Gilson, na região do Luxo/Jacarandá. Agora, é só definir a data para mais um capítulo dessa história.

O sentimento que fica é de contemplação e gratidão, a Deus e a cada aventureiro que aceitou o desafio de viver essa experiência intensa e inesquecível.


Arnold Coelho

Feliz e agradecido

terça-feira, 17 de março de 2026

Trump tenta se livrar de um problema chamado… Irã

  


FONTE The News 

O presidente americano não tem escondido sua irritação com países aliados. A razão se deve à fraca adesão ao pedido de ajuda para proteger o Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais importantes do planeta.

Segundo ele, os EUA passaram quatro décadas protegendo aliados, mas agora estariam praticamente sozinhos.

Desde o início da guerra no Irã, Washington tenta montar uma coalizão internacional para garantir a navegação no estreito. O problema é que vários países simplesmente disseram “não”.

  • 🇩🇪 O ministro da Defesa alemão afirmou que “essa não é a nossa guerra” e que o conflito não tem relação com a Otan.

  • 🇯🇵 🇮🇹 🇦🇺 Japão, Itália e Austrália também se recusaram a participar.

  • 🇫🇷 🇬🇧 França e Reino Unido adotaram uma postura cautelosa, sem tomar partido.

Mas por que isso importa?

Estreito de Ormuz é uma região vital da economia global, sendo passagem para 20% do petróleo e 33% dos fertilizantes do mundo — ok, sabemos que você já sabe disso.

Mas o grande medo de Trump, agora, é que essa bola de neve econômica comece a aumentar. Desde o início do conflito em 28/02, o tráfego caiu 97%, empurrando o barril de petróleo para os US$ 100 e alimentando o temor de uma recessão global.

A continuidade da alta no preço do petróleo tende a aumentar o custo de vida nos EUA, e isso pode pesar nas eleições legislativas no fim do ano, abrindo espaço para uma derrota republicana e enfraquecendo o governo.

sexta-feira, 13 de março de 2026

Governo zera tributos e taxa exportação de petróleo

 


FONTE The News 

O governo federal anunciou um pacote de medidas para segurar o preço dos combustíveis. Lula assinou decretos que zeram as alíquotas de PIS e Cofins sobre o diesel e, em contrapartida, elevam o imposto sobre a exportação de óleo bruto.

A ideia é criar um "colchão" financeiro:

  • De um lado, o governo abre mão de R$ 30 bilhões, somando os impostos que parou de cobrar e uma ajuda de custo que dará aos importadores para baixar o preço na bomba.

  • Do outro, espera recuperar os mesmos R$ 30 bilhões criando um imposto de 12% sobre as empresas que vendem petróleo para fora.

Por que o diesel e por que importa? O Brasil ainda é muito dependente das estradas. Diferente de outros países que usam muito trem para levar carga, por aqui, quase tudo anda sobre rodas — lembra daquela história da relevância dos caminhoneiros para a economia?

É o diesel que abastece o caminhão que traz a comida, ou também que abastece o trator que planta a safra. Se ele sobe, o preço do arroz, do feijão e de diversos outros produtos vai atrás.

O corte nos impostos vem justamente depois do diesel ter atingido um aumento de 7% aqui no Brasil, como consequência da guerra e do fechamento do Estreito de Ormuz.

O próprio Lula afirmou: “Estamos fazendo uma engenharia econômica para evitar que os efeitos da irresponsabilidade das guerras cheguem ao povo. Vamos fazer tudo o que for possível”

De olho também no posto… Além dos impostos, o governo anunciou medidas para punir o "armazenamento injustificado" e garantir que a queda de R$ 0,64 por litro (estimada pelo Planalto) realmente chegue à bomba, e não fique no bolso das distribuidoras.

terça-feira, 10 de março de 2026

Preço do petróleo sofre forte volatilidade com Guerra

 


FONTE The News 

Com novos desdobramentos na guerra do Oriente Médio — como os ataques a refinarias e a definição do Líder Supremo no Irã — o resultado foi uma nova disparada no preço do petróleo.

O barril Brent, que já vinha sob pressão, rompeu a barreira dos US$ 100 pela 1ª vez em 4 anos. Ontem, chegou a bater US$ 120, um salto de quase 30% em um único dia.

Diferente de outras crises, o problema agora é logístico e irreversível no curto prazo. Como o Estreito de Ormuz ainda bloqueado, o petróleo não tem para onde ir.

Países como Iraque, Kuwait, Emirados Árabes e Catar estão tendo que segurar suas produções de petróleo e gás por já estarem com seus armazenamentos lotados.

Com a urgência, os ministros do G7 se reuniram às pressas, mas decidiram não liberar suas reservas estratégicas agora — o que aumentaria a oferta e controlaria os preços. O grupo optou por guardar esse "trunfo" para um estágio ainda mais crítico.

Em um movimento inesperado, o preço do barril de petróleo voltou a cair no meio da tarde de ontem, chegando abaixo de US$ 90.

As declarações de Donald Trump de que a guerra vai terminar e de que os Estados Unidos poderiam “fazer muito” pelo funcionamento do Estreito de Ormuz mudaram os ânimos do mercado. Veja alguns trechos da entrevista dele.

Além disso, sistemas de rastreamento indicaram navios desligando seus radares para passar o Estreito no “modo invisível” e depois religando eles — um movimento arriscado, mas que dificulta muito o Irã a realizar ataques a eles.

 E o Brasil nessa história?

A variação do preço pode impactar diretamente no valor da gasolina. Se sobe no mercado internacional, a defasagem começa a impactar as margens do setor, que tende a reprecificar.

Como o Brasil importa cerca de 25% do diesel e parte da gasolina que consome, se o preço sobe muito, o setor privado não consegue absorver a diferença entre o preço lá fora e o praticado internamente.

quarta-feira, 4 de março de 2026

Barro Preto dá passo histórico com assinatura da ordem de serviço para requalificação das duas principais praças da cidade



ASCOM Barro Preto 

A Prefeitura Municipal de Barro Preto realizou, nesta terça-feira (03 de março), a cerimônia oficial de assinatura da ordem de serviço para a requalificação das duas principais praças do município: a Praça João de Sousa Leal (Praça da Prefeitura) e a Praça Antônio Osório, da Igreja Nossa Senhora da Conceição.

O investimento ultrapassa a marca de R$ 1 milhão, consolidando uma das maiores intervenções urbanas já realizadas na área central da cidade. A obra será executada com recursos próprios do município, somados ao resultado de articulações políticas realizadas pela gestão em Brasília, com apoio do deputado federal Neto Carletto.

Durante a cerimônia, o prefeito Juraci da Saúde destacou que a conquista é fruto de planejamento, união e compromisso coletivo.

“Nada disso seria possível sem o empenho de toda a equipe da gestão. Cada planejamento, cada articulação e cada passo dado foram construídos com muito trabalho e responsabilidade. Essa obra é resultado de um esforço conjunto, pensando no futuro de Barro Preto”, afirmou o prefeito.

A requalificação das praças representa mais do que uma intervenção estrutural. O projeto prevê modernização dos espaços, valorização paisagística, melhorias na acessibilidade e criação de ambientes mais seguros e acolhedores para as famílias barropretenses.

As duas praças são pontos históricos e simbólicos do município, locais de encontro da população, celebrações religiosas, eventos culturais e convivência social. Com a requalificação, a gestão municipal reforça seu compromisso com a valorização dos espaços públicos e o fortalecimento da identidade urbana da cidade.

A Prefeitura segue investindo com responsabilidade fiscal, planejamento estratégico e articulação política eficiente, demonstrando que trabalho sério gera resultados concretos para a população.


Prefeitura Municipal de Barro Preto

Cidade que avança. Um povo que prospera!

O bilionário mercado das "tomadas" automotivas

 


FONTE The News 

Modo turbo ativado. O setor de recarga para carros elétricos já movimenta entre 1 e 2 bilhões de reais por ano, com potencial para romper a casa dos R$ 3 bi em um curto prazo.

  • Esse boom vem principalmente de São Paulo, que aprovou uma lei que garante aos moradores de condomínios o direito de instalar carregadores individuais em suas vagas.

Antes, síndicos e assembleias barravam as instalações por falta de clareza técnica. Agora, o morador tem o direito assegurado, seguindo as normas de segurança — o que deve fazer as instalações em prédios cresceram até 60% ao ano.

O Brasil já conta com mais de 21 mil pontos de recarga públicos e semipúblicos, um avanço expressivo puxado principalmente pelos carregadores rápidos, que cresceram 166% no último ano.

Ao todo, 2.294 municípios no país já têm alguma infraestrutura para a tecnologia, o que representa cerca de 40% das cidades brasileiras.

Com a frota em expansão, a proporção atual é de 18,7 veículos plug-in para cada eletroposto disponível  considerando carros 100% elétricos ou híbridos que precisam de tomada.

Em 2017, a Noruega aprovou uma lei semelhante à lei paulista, o que fez com que a posse de carregadores residenciais saltasse de 13% para 90% em 8 anos. Hoje, por lá, só 2 a cada 100 carros novos vendidos não são elétricos.

Serei sempre contra a privatização

  Por Arnold Coelho Jornalista MTB 0006515/BA É curioso observar que muitas das mesmas pessoas que hoje reclamam do preço dos combustíveis f...