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sábado, 31 de agosto de 2013

Ex-assessor da Casa Civil chega a Curitiba, e local de prisão é sigiloso

Gaievski é investigado por estupro de vulneráveis e foi preso neste sábado.
Advogados de defesa afirmam que já solicitaram a liberdade do ex-assessor.

Do G1 PR

Ao chegar em Curitiba, Eduardo André Gaievski  negou acusações (Foto: Luiza Vaz/RPC TV)Ao chegar em Curitiba, Eduardo André Gaievski negou acusações (Foto: Luiza Vaz/RPC TV)
O ex-assessor especial da Casa Civil, do Governo Federal, e ex-prefeito de Realeza, no sudoeste do Paraná, Eduardo André Gaievski, chegou a Curitiba na tarde deste sábado (31), após ser preso em Foz do Iguaçu, no oeste do estado. Ele ficará detido na capital paranaense, contudo, de acordo com a Polícia Civil, por segurança, o local não será divulgado.

Assim que chegou ao 3º distrito de Curitiba, Gaievski negou as acusações e disse que jamais teria cometido os abusos. “Tudo vai ser esclarecido”.

O ex-assessor é suspeito de estupro de vulnerável e foi preso por volta das 6h. O processo contra Gaievski tramita em segredo de justiça, contudo, o advogado Natalício Faria, que representa a família de três das supostas vítimas, afirmou que o ex-assessor teve ajuda de mulheres mais velhas para levar meninas de 13 a 14 anos de idade para motéis. As vítimas eram atraídas com promessas de cargos na prefeitura e dinheiro. O mandado de prisão preventiva foi expedido no dia 23 de agosto. Até este sábado, ele era considerado foragido.

Segundo o delegado Rafael Vianna, Gaievski foi preso no apartamento de um familiar e não resistiu à prisão. “Ele não teve resistência nenhuma, se entregou, colaborou em tudo que foi solicitado. Tranquilo”, afirmou o delegado. Vianna disse ainda que, durante a viagem, Gaievski negou todas as denúncias e que ele está tranquilo e sereno. Policiais civis de Curitiba, de Foz do Iguaçu, de Realeza e também a Polícia Civil do Distrito Federal e de Santa Catarina auxiliaram no processo investigativo para a localização do suspeito.

Também neste sábado, a ministra-chefe Casa Civil, Gleisi Hoffmann, afirmou, por meio de nota oficial, que lamenta profundamente a situação.
“Tenho uma história de vida, não só política, em defesa da mulher e seus direitos, mas também de crianças e adolescentes. As acusações imputadas a Eduardo Gaievski são da mais alta gravidade e têm que ser apuradas levando-se às últimas consequências. Jamais compactuei ou compactuarei com crimes, ignorando-os ou acobertando-os”.
Ainda conforme a nota, para contratar Gaievski, a Casa Civil levou em consideração a avaliação que o ex-assessor teve no período em que ficou à frente da Prefeitura de Realeza. De acordo com a Casa Civil, antes da nomeação, foi feito um levantamento que não indicou as acusações que hoje Gaievski responde.

Os advogados do ex-assessor afirmaram que solicitaram, na quinta-feira (29), junto ao Tribunal de Justiça (TJ) do Estado do Paraná a revogação da prisão preventiva. Eles alegam que o ex-prefeito está sendo vítima de perseguição. "Isso é uma armação. Ainda no ano passado, quando o Eduardo se quer tinha conhecimento desse processo, ele foi procurado por uma suposta vítima que disse ter sido induzida a dar um depoimento. Essa vítima deixou bem claro que ela jamais manteve qualquer relação com o prefeito, que jamais foi procurada por ele para tal finalidade e que foi induzida a dar um depoimento falando o contrário", garantiu Rodrigo Biezus.

Segundo o outro defensor de Gaievski, Rafael Antônio Seben, foram apresentadas ao TJ várias provas da inocência do ex-assessor da Casa Civil. "Eduardo André Gaievski é inocente e isso será demonstrado", destacou ao alegar que os depoimentos de outras supostas vítimas também podem ser falsos. "Durante os dois mandados de prefeito, ele foi conhecido por combater arduamente a corrupção e fazer fortes denúncias. Isso pode ter despertado algo em alguém que possa ter arquitetado essa história fantasiosa."

Eles reforçam ainda que Gaievski não estava foragido como a polícia já havia informado. "Ele estava de viagem na casa de familiares quando foi preso sem oferecer nenhuma resistência. Ele não estava se escondendo. Apesar do mandado de prisão ter sido expedido, ele não havia sido intimado oficialmente", comentou Biezus.

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