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sexta-feira, 13 de maio de 2011

Patrocínio: o calcanhar de Aquiles do basquete e do vôlei brasileiro

Agência Estado


Por Eduardo Esteves, especial para o Yahoo! Brasil
Lembram-se de quando Ronaldo chegou ao Corinthians, que o clube passou meses sem um patrocinador master, bancando altos salários e, quando fechou, foi o maior do país? E Ronaldinho Gaúcho, que foi apresentado no Flamengo em janeiro e até hoje o clube não conseguiu um parceiro para a camisa? Os salários seguem sendo pagos.
Quis ilustrar esta situação para transportar vocês ao mundo dos outros esportes, como vôlei e o basquete, onde tais exemplos são inimáginaveis.
Entre 2009 e 2010 o vôlei brasileiro acompanhou diversas equipes sendo obrigadas a fechar as portas devido a saída dos seus principais patrocinadores. O São Caetano perdeu o patrocínio da Blausiegel Medicamentos, que alegou reestruturação interna e falta de interesse no esporte. Seguiu com o acordo na Stock Car e GT3 Brasil.
O caso mais preocupante ocorreu com o Finasa/Osasco em 2009. Participante de oito finais de SuperLiga, tri campeã, o banco deixou a cidade por mudanças estratégicas e foco em competições globais, como F1 e Libertadores. A equipe ficou nas mãos da prefeitura e empresários da cidade. Quatro meses depois, a Nestlé fechou com a cidade e neste ano já anunciou a renovação até 2012.
O basquete masculino passou por momentos difíceis até a criação da NBB em 2008. Uma gestão séria, liga estruturada, calendário fixo e equipes equilibradas, tornaram-se um prato cheio para que as empresas tivessem segurança em investir. Consequência disso? Três anos que a liga se mantêm firme e forte no cenário brasileiro.
Dei estes exemplos para ilustrar a fragilidade dos acordos em ambos esportes, que por motivos distintos, empresas decidem cortar o investimento. Outro importante obstáculo que as equipes enfrentam são os vetos da TV Globo ao nome das empresas. Por contrato, a maioria das equipes colocam o nome do patrocinador aliado ao nome da cidade (como ex. Sollys/Osasco), paga-se pelo direito, mas a Globo em suas transmissões acaba vetando e citando apenas a cidade.
Ainda assim, as empresas não deixam de ativar seu patrocínio perante a região que se encontram. Mas a visibilidade e exposição alcançadas são fundamentais para que o acordo tenha alcance nacional e ao mensurar os resultados, eles sejam satisfatórios. Depois do futebol, o vôlei é o esporte mais midiático do país.
Ambos esportes não penam mais por melhores condições de trabalho e valorização, pois contam com projetos sérios, estrutura e gestões competentes.  Mas as equipes, e naturalmente seus parceiros, necessitam da exposição que levam a melhores e mais seguros contratos.  
E o futebol segue com seus milhões anuais...

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