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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Para Dilma, país deve ser medido pelo que faz por crianças e não por PIB

Presidente participou da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança.
O Banco Central reduziu a projeção do PIB de 3,5% para 2,5%.

Priscilla Mendes Do G1, em Brasília

Dilma participa da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR) 
Dilma participa da 9ª Conferência Nacional dos
Direitos da Criança e do Adolescente
(Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)
A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quinta-feira (12) que não é o Produto Interno Bruto (PIB) que deve medir o país, mas sim as ações do governo voltadas para crianças e adolescentes. Ela participou da 9ª Conferência Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, que está sendo realizada em Brasília, entre 11 e 14 de julho.
“Uma grande nação deve ser medida por aquilo que faz pelas suas crianças e seus adolescentes. Não é o Produto Interno Bruto, é a capacidade de o país, do governo e da sociedade, de proteger o que é o seu presente e o seu futuro, que são suas crianças e seus adolescentes”, afirmou a presidente arrancando muitos aplausos da plateia formada majoritariamente por adolescentes.
A previsão oficial do Ministério da Fazenda para o crescimento da economia brasileira neste ano está em 4%. Entretanto, o ministro Guido Mantega tem se comprometido com o objetivo de crescer mais do que 2011 (2,7%). Já o Banco Central reduziu a projeção do PIB de 3,5% para 2,5% neste ano. Já o mercado financeiro projeta uma expansão da economia ao redor de 2% em 2012.

A presença de Dilma na conferência nesta manhã foi muito aguardada pelos jovens que vieram a Brasília.
Isso porque a presidente acabou frustrando a expectativa de quem esperava vê-la durante a abertura da conferência, na tarde desta quarta-feira, e cancelou em cima da hora sua ida. O motivo, segundo informou o Planalto, teria sido incompatibilidade de agenda.
Durante discurso, a presidente destacou as ações de seu governo voltadas para áreas sociais, sobretudo aquelas cujo foco são jovens e adolescentes, como o “Brasil Carinhoso”. Ela lembrou que, durante muito tempo o país “conviveu com uma situação lamentável e terrível”.
“Milhões e milhões de crianças ficaram relegadas a um plano absolutamente impensável, sem cuidado, sem carinho e sem proteção do Estado e também sem condições de viver com suas famílias porque o país não protegia sua população”, afirmou.
“Nós mudamos isso”, disse a presidente antes de afirmar que tem orgulho de ter participado do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de destacar o programa de transferência de renda, Bolsa Família.
 
Ensino integral
Dilma prometeu que, até o final de 2014, o país terá 60 mil escolas de ensino fundamental e médio em turno integral. Atualmente, há 33 mil escolas deste tipo. A presidente ponderou, no entanto, que mais tempo na escola não pode servir apenas para ter atividades extracurriculares, mas também para ter aulas de reforço.
“Escola de tempo integral não é só para tirar nossos jovens da rua, mas é para garantir ensino de padrão de primeiro mundo pros nossos jovens e nossas crianças”. Dilma disse ainda que seu governo ficará “atento” para a qualidade do ensino em dois turnos.
“Nós temos de ter um país com jovens, adultos e crianças com grande nível de escolaridade porque nós vamos disputar sim o que é a economia moderna, que é a economia do conhecimento, aquela que agrega valor, a internet, as tecnologias de informação”, afirmou.
Para Dilma o Brasil “vai ser um país desenvolvido quando todas as crianças desse país e seus jovens tiverem acesso a educação de qualidade”.

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