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sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Dilma diz que governo vai bancar plano de diminuição de energia

Medida será necessária por conta da recusa de SP, MG e PR.
Segundo presidente, a proposta não foi feita com 'chapéu alheio'.

Priscilla Mendes e Fábio Amato Do G1, em Brasília

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quinta-feira (6) que o governo vai usar recursos do tesouro para ampliar o barateamento da conta de luz a partir do ano que vem. A medida será necessária por conta da recusa dos governos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná de aceitar as condições para participar do plano de diminuição dos custos da energia lançado pelo governo federal.
Dilma discursou durante cerimônia, no Palácio do Planalto, de anúncio de investimentos no setor portuário. Dilma não citou diretamente os governos estaduais que se recusaram a aderir ao plano, mas afirmou que há “não-colaboradores” na intenção do governo de reduzir a tarifa de energia elétrica.
Preço da energia - 4/12 (Foto: Editoria de Arte/G1)Preço da energia - 4/12 (Foto: Editoria de Arte/G1)
“Tivemos não-colaboradores nessa missão [de reduzir a conta de luz] e quando você tem não-colaboradores, eles deixam no seu rastro uma falta de recursos. Essa falta de recursos vai ser bancada pelo Tesouro do governo federal. Agora, a responsabilidade por não ter feito isso é de quem decidiu não fazer. Não tem como tergiversar”, disse a presidente.
Nesta terça (4), o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, informou que a redução da tarifa da conta de luz deve ficar em 16,7% em vez dos 20,2% em média prometidos por Dilma no último dia 7 de setembro. Ele disse que a redução menor que a pretendida se deve à recusa das empresas Cesp (São Paulo), Cemig (Minas Gerais) e Copel (Paraná) de aceitar as condições para participar do plano de diminuição dos custos da energia lançado pelo governo federal.
A presidente ficou exaltada ao afirmar que o governo não está “fazendo graça com chapéu alheio” ao propor redução das tarifas.
“Essa proposta não foi feita com chapéu alheio. Esse chapéu que estamos usando é de todos os brasileiros. É deles a energia. Eles pagaram por isso. Não estamos tirando de ninguém. É um equívoco.
Estamos é devolvendo”, disse, sendo bastante aplaudida em seguida.
Dilma mandou ainda um recado: “Quem não foi capaz de perceber que o Brasil tem hora pra tudo, tem hora pra gente não prorrogar e tem hora pra gente prorrogar. A hora de prorrogar passou agora é hora de devolver”.
O potencial hidrelétrico do Brasil, de acordo com a presidente, deveria fazer com que o Brasil tivesse uma das energias elétricas mais baratas do mundo. “Temos de ter energia elétrica uma das mais baratas do mundo. Mas a boa notícia é que podemos ter. Podemos caminhar para isso. E o governo deu um passo. Não pensem que é o maior passo. Ainda tem muita energia hidrelétrica que vai vencer no futuro”, afirmou.
“A nossa energia é fundamentalmente hídrica, hidrelétrica. Esse patrimônio permite que a gente amortize a energia elétrica, as hidrelétricas antes de elas terem seus prazos de vencimento atingido. Até porque ninguém sabe hoje qual é o prazo de vencimento de uma hidrelétrica. São todas com vocação de velhas senhoras, centenárias”, declarou a presidente arrancando risos da plateia.

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