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quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Procuradoria quer endurecer em negociações com Eduardo Cunha


Pedro Ladeira/Folhapress
BRASILIA, DF, BRASIL, 12-09-2016, 21h00: O deputado Eduardo Cunha, se defende em sessao na Camara dos Deputados, que vai decidir se o seu mandato sera cassado. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)
O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) discursa durante sessão na Câmara que cassou seu mandato




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Um dia após a cassação de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), membros da PGR (Procuradoria-Geral da República) indicaram que devem endurecer as negociações de um eventual acordo de delação premiada do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

A avaliação de procuradores ouvidos reservadamente pela Folha é de que tratativas com um dos principais alvos da Operação Lava Jato podem desgastar a imagem da PGR.

Com a cassação, Cunha perde foro privilegiado, e as ações a que responde no STF (Supremo Tribunal Federal) e demais investigações da Lava Jato devem seguir para a primeira instância.

Sob o risco de ser preso por ordem do juiz Sergio Moro, Cunha discutiu estratégias de defesa com seus advogados nesta terça-feira (13), entre elas a possibilidade de delatar. Publicamente, ele tem negado a possibilidade.

Na análise de integrantes da PGR, um acordo não seria positivo para a instituição neste momento, a não ser que Cunha apresente um grande volume de provas documentais, restitua o dinheiro que, segundo as investigações, desviou da Petrobras —mais de R$ 150 milhões, nas contas dos procuradores— e cumpra alguns anos de prisão em regime fechado.

Outro ponto que pesa contra o peemedebista são os sucessivos embates diretos travados entre ele e o procurador-geral, Rodrigo Janot.

Cunha admitiu em entrevista à Folha que "errou" ao "confrontá-lo exageradamente" e, na opinião de aliados, a declaração foi espécie de senha para que iniciasse conversas com a PGR.

Na discussão sobre possível acordo, procuradores destacam, por exemplo, o contexto das conversas com a Odebrecht. Num primeiro momento, havia resistência pelo fato de a empreiteira ser combativa em sua defesa em relação à Lava Jato e Moro, mas aceitou negociar depois.

Cunha sabe das dificuldades que vai encontrar na PGR. Ao mesmo tempo, indica que vai lançar mão de "dossiês" sobre figuras importantes do mundo político, inclusive do centro do governo Temer.

'ALÍVIO E PREOCUPAÇÃO'
Quem esteve com o ex-deputado após a cassação diz que ele se diz "decepcionado" pelo feto de o Planalto não tê-lo ajudado. Numa conversa privada, disse a amigo que era "hora de agir".

Diante dos recados que Cunha tem mandado ao Planalto, ministros de Temer afirmam que a cassação do peemedebista foi vista com "alívio e preocupação". Interlocutores do presidente dizem ser "ruim" Cunha cair atirando na direção do governo.
No entanto, avaliam que seria muito pior ficar "refém" do ex-presidente da Câmara caso ele conseguisse adiar a sessão de cassação.
Nas palavras de um assessor do presidente, só iria perdurar o "clima de indefinição" na Câmara dos Deputados, o que contribuiria para atrasar ainda mais votações de interesse do governo.
Agora, o discurso no Planalto é tratar o assunto como "página virada" e aproveitar que a pauta da Câmara ficará mais livre para votar temas como a criação do teto de gastos públicos, considerada essencial para a retomada da confiança na economia.
Internamente, Temer tem dito que nunca abandonou Cunha, mas que também não tinha condições de trabalhar para salvá-lo. Uma resposta às queixas do ex-aliado de que o presidente não fez nada por ele, o que pode sinalizar retaliações à vista.

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