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quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Dono do avião que levava Chape, piloto queria voar com a seleção brasileira


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Ricardo Senra

Em São Paulo

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  • Arquivo Pessoal
    Miguel Quiroga, piloto da Lamia
    Miguel Quiroga, piloto da Lamia
Miguel Quiroga, piloto do avião que caiu nesta terça-feira levando jornalistas, jogadores e dirigentes da Chapecoense, era também um dos dois sócios da microcompanhia aérea Lamia, que tinha apenas 15 funcionários - entre parentes e amigos. Depois do acidente, restaram só 8.
Depois de tentativas frustradas de entrar no circuito de voos comerciais para África e Europa, sua empresa se especializou em transportar times de futebol em voos fretados - entre os clientes estão seleções (Bolívia, Argentina e Colômbia) e times sul-americanos (como o Nacional da Colômbia, o Olímpia, do Paraguai, e a própria Chapecoense, que já havia usado os serviços da Lamia em outubro).
"Há dois meses, ele me procurou pedindo para eu intermediar um contato com a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), porque ele tinha interesse em transportar mais times, inclusive a Seleção Brasileira", contou Osvaldo Quiroga, primo do piloto, em entrevista por telefone à BBC Brasil.
Quiroga foi procurado porque tinha contato com ex-jogadores da seleção, mas conta que a negociação não chegou a se concretizar. "Infelizmente não deu tempo."
À reportagem, Gustavo Vargas, diretor-geral da companhia e amigo de Miguel, confirmou o foco em times de futebol e disse que o avião que levava a equipe brasileira para Medellín, na Colômbia, estava decorado com escudos e flâmulas da Chapecoense.
"Para cada time que levávamos, personalizávamos o avião. Colocávamos o escudo e símbolos para tornar a viagem mais agradável."
Ele nega boatos de que a empresa praticasse preços baixos para ganhar competitividade no mercado de voos fretados.
"Nosso serviço é um pouco mais caro, mas é mais rápido", diz Vargas. "Há muitas razões (para os times voarem com a Lamia). A equipe pode ir e voltar no mesmo dia, no horário que quiser. Podemos chegar a locais onde não há voos regulares. Podemos fazer quantas escalas forem necessárias."

Família de aviadores

Aos 36 anos, Miguel Quiroga, conhecido pela família como Micky, havia tido a terceira filha há três meses. Vivia com a mulher e os filhos (além do bebê, um menino de 13 anos e uma de 9) em uma casa de classe média no lado acreano da fronteira com a Bolívia.
"Somos uma familia grande, meu avô vinha da indústria aeronáutica, era encarregado da Lloyd Aereo Boliviano (companhia aérea extinta em 2007)", conta o primo.
"O pai dele, Eduardo, também foi piloto e sofreu um acidente que o impossibilitou de continuar voando. Mudou-se para o Brasil para se recuperar."
Segundo o familiar, o interesse de Micky pela aviação foi fruto das conversas familiares. "Ele estudou em colégio militar na Bolivia, fez faculdade na Força Aérea Boliviana, onde virou piloto e adquiriu o grau de capitão", relata.
Antes de se tornar sócio da Lamia, o piloto havia montado uma escola de aviação, onde era instrutor. "Era a paixão dele a vida inteira. Quando surgiu a oportunidade de comprar uma empresa aérea, ele aproveitou para adquiri-la."
Visto como herói e vilão, Quiroga é alvo de especulações nas redes sociais. Durante a entrevista, o primo pede respeito ao luto dos familiares.
"Falam que ele demorou para informar sobre falta de combustível para não receber multa. Ora, nenhum piloto vai expor a própria vida, nem a das pessoas que está carregando. Não faria sentido colocar a própria vida em risco, ele havia acabado de ser pai."
"Os boatos ferem a família", diz Osvaldo Quiroga.
"Um amigo de rede social chamou meu primo de mafioso. Ele nem o conhece. O conteúdo das caixas-pretas nem foi divulgado."

Avião

Em 2014, a empresa foi comprada de um empresário venezuelano por Micky e um amigo, o também piloto Marco Rocha Venegas, e conseguiu licença para operar na Bolívia em julho do ano passado.
A empresa original é cercada de polêmicas. Foi criada na Venezuela em 2010 pelo empresário e suposto lobista Ricardo Albacete Vidal, com parte do financiamento vindo de empresas chinesas.
Em cinco anos, a Lamia Venezuela tentou iniciar suas operações em dois Estados do país, sempre sem sucesso.
Tanto Vidal quando o diretor Gustavo Vargas afirmam que hoje não há qualquer vínculo com a antiga Lamia venezuelana.
"Temos capital 100% boliviano", diz Vidal.
O avião Avro RJ85, que caiu perto de Medellin e deixou 71 mortos e seis feridos, era o único em funcionamento da companhia.
"Temos outros dois, que estão em manutenção e nunca foram usados", disse o diretor à reportagem.
À BBC Brasil, o dirigente diz não ter ideia sobre as causas do acidente e afirma que empresa tomava todos os cuidados.
"Já havíamos feito um voo de Santa Cruz de la Sierra até Medellin sem problemas. Nunca tivemos nenhum acidente."

Combustível?

A análise das caixas pretas do voo ainda não foi divulgada por autoridades colombianas. Falta de combustível e pane elétrica são os principais pontos de especulação, a partir de áudios entre o piloto e a torre de controle do aeroporto de Medellin.
A autonomia do quadrimotor Avro RJ-85 era de cerca de 3 mil quilômetros, praticamente a mesma distância entre as cidades de Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia.
Para especialistas, é pouco usual que autoridades permitam um voo de uma aeronave cujo autonomia é equivalente à distância percorrida entre os pontos de partida e de chegada.

Decisão do STF legaliza o aborto até o terceiro mês da gravidez? Entenda


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Fernando Cymbaluk
Do UOL, em São Paulo

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O ministro Luis Roberto Barroso durante sessão plenária do STF
  • Pedro Ladeira/Folhapress
    O ministro Luis Roberto Barroso durante sessão plenária do STF
A decisão da primeira turma do STF (Supremo Tribunal Federal) de quepraticar aborto nos três primeiros meses de gestação não é crime cria um precedente para que juízes deem sentenças equivalentes em outros processos sobre o aborto, mas isso não descriminaliza a prática no Brasil.
Isso porque a decisão não foi tomada pelo plenário do STF como um todo, o que teria dado força de lei à medida. O julgamento foi feito por uma turma formada por cinco dos onze ministros do Supremo. 
A sentença, no entanto, é importante pois pela primeira vez o Supremo descriminaliza a interrupção voluntária da gestação.
Juízes podem não considerar crime o aborto feito no início da gravidez mencionando essa decisão do STF, mas não estão obrigados a seguí-la." 
Celso Ferenczi, especialista em direito constitucional da PUC-SP
Contudo, decisões que não veem crime no aborto podem ser revistas por juízes de segunda instância e até mesmo pelo próprio STF.
Para André Augusto Salvador Bezerra, juiz do Tribunal de Justiça de São Paulo e presidente da Associação Juízes para a Democracia, a decisão pode influenciar muitos juízes de instâncias inferiores, que costumam citar jurisprudência do STF em suas decisões.  "Existe novo precedente, até então inédito, que descriminaliza o aborto." 

Entenda o caso

Na terça-feira (29), a 1ª turma do STF revogou a prisão preventiva de cinco pessoas que trabalhavam numa clínica clandestina de aborto em Duque de Caxias (RJ).
A questão girava em torno da existência de requisitos legais para as prisões. Mas, em seu voto, o ministro Luís Roberto Barroso trouxe uma novidade. Para ele, as prisões não deveriam ser mantidas porque os próprios artigos do Código Penal que criminalizam o aborto no primeiro trimestre de gestação violam direitos fundamentais da mulher.
Outros dois ministros, Rosa Weber e Edson Fachin, concordaram com Barroso.Para eles, não haveria crime na prática do aborto. O relator, ministro Marco Aurélio, e Luiz Fux não se manifestaram sobre a descriminalização.

Juízes podem descriminalizar

A decisão da turma do STF é vista por especialistas como inédita. De acordo com o Código Penal, aborto pode ser realizado por um médico apenas quando a gravidez representa risco à vida da gestante ou quando ela resulta de estupro. 
Em 2012, os ministros do STF consideraram que o aborto de feto anencéfalo também não constitui crime. Eles entenderam que o feto sem cérebro é "juridicamente morto". Agora, pela primeira vez há na Corte uma decisão com o entendimento de que não há crime em abortos feitos nos três primeiros meses de gestação. Essa decisão pode ser usada como orientação por juízes de outras instâncias, que tenham o mesmo entendimento sobre o aborto. 

Médicos se sentirão seguros para realizarem abortos?

Em hospitais e consultórios, médicos enfrentam dilemas éticos frente a situações vividas por mulheres. Para Mauro Aranha, presidente do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), a decisão da turma do STF não deixa o médico em situação mais tranquila. "Não alivia e não cria segurança porque não tem poder vinculante, não é generalizável", diz.
O médico explica que o código de ética da medicina proíbe procedimentos que não sejam legais, ao mesmo tempo que diz que o médico não pode se omitir em situação que colocam em risco a mulher.
Existem situações dramáticas, em que a mãe não tem condições socioeconômicas, saúde mental ou ambiente familiar adequados, e procura um médico para realizar um aborto. O médico vai continuar em conflito porque lei não mudou" 

Pane seca foi decisiva para queda de avião, diz "Anac" colombiana



1Gustavo Franceschini


Do UOL, em Medellín (Colômbia)
As autoridades colombianas confirmaram nessa quarta-feira (30) que o avião da delegação da Chapecoense voava com menos combustível do que mínimo exigido pela lei. E que isso deve ter causado uma "pane seca" e levado a aeronave a cair, matando 71 pessoas e ferindo outras seis.
A constatação veio depois que os investigadores verificaram que entre os destroços do avião não havia combustível. Ela foi apoiada pela informação de que o primeiro sinal de perigo dado pela tripulação aos controladores foi um alerta de falta de combustível.
"Uma das hipóteses que trabalhamos é que [o avião] não contava com combustível e que, por isso, tenha apagado subitamente os motores. Motores são a fonte elétrica. Você pode ter uma turbina adicional, mas se não tinha combustível, vai ter uma pane elétrica", afirmou Fredy Bonilla, secretário de Segurança Aérea da Aeronáutica Civil da Colômbia, órgão com funções semelhantes às da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), agência que regula voos no Brasil.
"As normas internacionais exigem que qualquer aeronave deve viajar com combustível suficiente para chegar ao aeroporto de destino, mais 30 minutos e ainda mais 5 minutos ou 5% da distância, que é o combustível reserva. Neste caso, lamentavelmente, a aeronave não contava com combustível suficiente. Vamos investigar para saber por que a tripulação não contava com combustível suficiente", completou ele, em entrevista coletiva nesta noite.
Bonilla também relatou a sequência de acontecimentos que levaram à queda da aeronave da Chapecoense. Ao se aproximar do aeroporto de Medellín, havia outros dois voos com preferência de aterrissagem, um deles um de carreira da VivaColombia que tinha declarado emergência por um vazamento de combustível.
O piloto da Lamia disse não ter problema algum e deu meia volta para esperar sua vez. Em cima da hora, então, ele avisa a torre de controle que está com pouco combustível, declara emergência, pane elétrica e cai. Bonilla afirmou que o aeroporto ainda tentou contornar a situação, passando o avião à frente na fila de preferência, mas já era tarde.

Autoridades da Bolívia também já haviam sugerido pane seca

Trata-se da confirmação de uma informação já passada pela autoridade aeronáutica da Bolívia, país de operação da Lamia, empresa dona e controladora da aeronave que caiu. O voo trágico saiu de Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, e tinha destino ao aeroporto internacional de Medellín, mas caiu em uma região montanhosa de seus arredores.
Nesta mais quarta, mais cedo, o UOL Esporte já havia revelado que o avião voava com menos combustível do que o exigido pela lei boliviana.
Para cumprir os regulamentos de tráfego aéreo da Bolívia, a aeronave deveria ter combustível nos tanques para voar, no mínimo, por mais uma hora. A regulamentação de aviação civil boliviana prevê que, além do combustível necessário para fazer a rota prevista, aviões a jato tenham uma reserva da mais 5% (no Brasil são 10%) do tempo total de viagem, o necessário para chegar a um aeroporto de alternativa e o suficiente para outros 30 minutos de voo

Prefeita de Floresta Azul tem contas aprovadas pelo 7º ano consecutivo‏



Texto e foto: Ascom Floresta Azul

O Tribunal de Contas dos Municípios da Bahia, sediado em Salvador, aprovou no início da tarde de terça-feira, 29, as contas da Prefeitura de Floresta Azul, sob a gestão da prefeita Dra. Sandra Cardoso Marcelino, (DEM), referente ao exercício financeiro de 2015. O TCM votou pela aprovação das contas relativas ao exercício financeiro de 2015.

Pela sétima vez consecutiva a gestora de Floresta Azul tem as suas contas aprovadas, uma vez que os exercícios financeiros de 2009, 2010, 2011, 2012, 2013 e 2014 também mereceram a aprovação do Tribunal de Contas. Segundo Sandra, este resultado traduz uma parte importante do esforço que ela e a sua equipe empreenderam ao longo desses últimos oito anos em Floresta Azul.

Dra. Sandra disse que foi eleita e reeleita assumindo o compromisso de regatar a moralidade pública do município. Segundo ela as suas duas administrações foram pautadas pelo respeito à população, e conduzindo com austeridade e responsabilidade todas as atribuições que lhe foram confiadas.

"Recebi a notícia da aprovação das contas com serenidade e humildade. Agradeço a Deus em primeiro lugar, agradeço de igual modo ao povo de minha amada terra, que nunca faltou com a confiança em nosso trabalho. Quero de maneira especial ressaltar a parceria com o vice-prefeito, Jaconias Gusmão, que sempre colaborou para o êxito da nossa administração; aos vereadores Guga, Pedro da Sulba, Gerônimo, Marcio de Congá e Jorginho, que desde sempre demonstraram compromisso com Floresta Azul. Enfatizo a minha gratidão. Por fim compartilho com a minha equipe de governo o sucesso dessa nova conquista, que é fruto de muito trabalho, respeito, dedicação, amor, compromisso e competência", disse a prefeita.

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Polícia confirma 76 mortos em acidente com o avião da Chapecoense

  • Reprodução/Twitter
    Avião da Chapecoense sofreu acidente durante a viagem à Colômbia
    Avião da Chapecoense sofreu acidente durante a viagem à Colômbia
As autoridades colombianas confirmaram a morte de 76 pessoas no acidente aéreo com a delegação da Chapecoense na madrugada desta terça-feira (29), na cidade de La Unión, próximo a Medellín, na Colômbia. A informação foi inicialmente divulgada pelo general José Acevedo Ossa, membro da polícia local e responsável pelo resgate, e foi posteriormente confirmada pelo prefeito de Medellín Federico Guitiérrez Zuluaga. Ainda não há confirmação oficial do nome das vítimas.
Segundo Ossa, inicialmente somente seis pessoas tinham sobrevivido à tragédia - o número oficial caiu a cinco, pois um deles morreu a caminho do hospital. Três deles são jogadores da Chapecoense: o lateral esquerdo Alan Ruschel, além dos goleiros Danilo e Follmann. O jornalista Rafael Henzel e a comissária de bordo Ximena Suarez também foram resgatadas com vida. As informações são de hospitais da região e de familiares dos jogadores.
"Estamos trabalhando também para resgatar os corpos dos mortos e entregar às suas famílias. Conseguimos resgatar cinco pessoas com vida. Quando amanhecer, vamos retirar os corpos e iniciar o processo para enviar ao país de origem das pessoas. O procedimento do resgate de corpos estará a cargo da polícia", disse Ossa.
"Não há mais sobreviventes. 76 pessoas falecidas. Estamos falando de cinco sobreviventes. Socorristas trazem a informação deste lugar de muito difícil acesso. Estou fazendo a coordenação dos transladados dos corpos e chamando a polícia legal. São quase cinco da manhã. Vamos trabalhar toda a noite. Expressamos nossa solidariedade às famílias, estamos de luto. Algumas vítimas têm diferentes nacionalidades. Prestamos solidariedade total. Lamento muito, estamos solidários. É muito duro. Não cabe tanta gente que está querendo trabalhar nos resgastes. Não cabe mais ambulância, mais carros. Temos que valorizar o trabalho de toda essa gente", disse Zuluaga.
O presidente do Atlético Nacional destacou solidariedade à Chapecoense à Telemedellín, TV colombiana. "Estamos falando com todos os departamentos administrativos e de crise que temos para ajudar e estamos trabalhando junto aos organismos de socorro. No momento podemos nos solidarizar. Desejamos o melhor. Creio que não temos cabeça no momento (para falar de jogo)", comentou.
No voo estavam 81 pessoas, incluindo 72 passageiros e nove tripulantes. No total, eram 48 membros da Chapecoense, incluindo 22 jogadores, 21 jornalistas e três convidados, além da tripulação.
O modelo do avião é o Avro Regional Jet 85, também conhecido como Jumbolino, de matrícula CP-2933, produzido pela British Aerospace. O avião tem lugar para 95 pessoas, mas segundo as autoridades colombianas, tinha 72 passageiros e 9 tripulantes no momento do acidente.
Alguns atletas da Chapecoense não viajaram com a delegação. A lista inclui os seguintes jogadores: Neném, Demerson, Marcelo Boeck, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima. Eles não vinham sendo utilizados pelo treinador Caio Júnior. Entre todo o time, o goleiro Nivaldo é o mais antigo do elenco e está no grupo desde que a equipe estava na Série D.
Na lista de convidados da Chapecoense para a viagem à Colômbia, o prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, não estava no voo. Outros dois membros da delegação, Rodrigo Ernesto e Pablo Castro, também não estavam com o restante da equipe. Ambos cuidam da logística do time, chegaram antes a Medellín e estavam no aeroporto para o receptivo.

Três jogadores da Chapecoense são resgatados com vida de acidente aéreo


Do UOL, em São Paulo


  • Guillermo Ossa/Reuters
Três jogadores da Chapecoense ficaram feridos e estão entre os cinco sobreviventes da queda do avião que levava o time a Medellín: o lateral esquerdo Alan Ruschel e os goleiros Danilo e Follmann. As informações são de hospitais da região e de familiares dos jogadores, como a irmão de Alan (veja abaixo). O jornalista Rafael Henzel também foi resgatado com vida. A outra sobrevivente é a comissária de bordo Ximena Suarez.
O avião que transportava a delegação da Chapecoense, para Medellín, local do primeiro jogo da decisão da Copa Sul-Americana, desapareceu do radar e sofreu um acidente em Cerro Gordo, nas cercanias da cidade de La Unión na madrugada desta terça-feira. No voo estavam 81 pessoas, incluindo 72 passageiros e nove tripulantes. As buscas já foram encerradas e ainda não há confirmação oficial do nome das vítimas.
Alguns atletas da Chapecoense não viajaram com a delegação. A lista inclui os seguintes jogadores: Neném, Demerson, Marcelo Boeck, Andrei, Hyoran, Martinuccio, Nivaldo e Rafael Lima. Eles não vinham sendo utilizados pelo treinador Caio Júnior. Entre todo o time, o goleiro Nivaldo é o mais antigo do elenco e está no grupo desde que a equipe estava na Série D.
"Alan Ruschel tem uma fratura de luxação na coluna e do membro superior direito. Estão passando por cirurgia e posteriormente passará por exames mais completos. Rafael tem um trauma de tórax e fratura de perna esquerda. E aguarda os procedimentos. Há mais feridos em uma outra clínica e no hospital São Vicente de Paula", disse uma autoridade do hospital em entrevista transmitida pelo canalSporTV.
A mulher de Alen Ruschel, Amanda, escreveu no Instagram que o estado de saúde do marido é estável. "Graças a Deus o Alan está no hospital, estado estável. Estamos orando por todos que ainda não foram socorridos, e força para todos os familiares. Situação complicada, difícil. Só Deus para dar força mesmo", escreveu a esposa do defensor.
O prefeito de Chapecó, Luciano Buligon, também não estava no voo. Ele estava na lista como convidado do clube para a viagem à Colômbia. Mais dois integrantes da lista, Rodrigo Ernesto e Pablo Castro, também não estavam na aeronave. Ambos cuidam da logística do time, chegaram antes e estavam no aeroporto para o receptivo. 
O avião tem lugar para 95 pessoas, mas, segundo as autoridades colombianas, tinha 72 passageiros e nove tripulantes no momento do acidente. No total, eram 48 membros da Chapecoense, incluindo 22 jogadores, 21 jornalistas e três convidados, além da tripulação.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Advogados de Cunha apresentam perguntas a Temer sobre Lava Jato

Presidente é uma das testemunhas de defesa de Eduardo Cunha. 

Temer pediu ao juiz Sérgio Moro para responder as perguntas por escrito.

Adriana Justi e Fernando Castro
Do G1 PR e da RPC Curitiba
O vice-presidente da república Michel Temer conversa com o presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha durante homenagem póstuma ao ex-deputado Paes de Andrade na Câmara dos Deputados, em Brasília, em julho de 2015 (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)O presidente Michel Temer é uma das testemunhas de defesa arroladas por Cunha no processo em que responde no âmbito da Lava Jato (Foto: Marcello Casal/Agência Brasil)
Os advogados do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) protocolaram um documento no sistema eletrônico da Justiça Federal do Paraná com 41 perguntas que desejam que sejam respondidas por escrito pelo presidente Michel Temer (PMDB), que é uma das testemunhas de defesa do processo em que Cunha responde no âmbito da Lava Jato.
Preso, em 19 de outubro, Cunha é acusado de receber propina de contrato de exploração de Petróleo no Benin, na África, e de usar contas na Suíça para lavar o dinheiro.
Os advogados de Cunha negaram as acusações e criticam o Ministério Público Fedederal (MPF), dizendo que os procuradores não explicaram qual seria a participação do ex-deputado no esquema descoberto na Petrobras.
Além do presidente Michel Temer, Cunha também arrolou como testemunhas de defesa, entre outras pessoas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), o ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró e o deputado federal Mauro Lopes (PMDB-MG). As audiências começaram no dia 23 de novembro.
Veja as perguntas protocoladas pela defesa de Cunha: 
1 – Quando da nomeação do Sr. Jorge Zelada na Petrobrás, qual era a função exercida por Vossa Excelência?


2 – No início de 2007, no segundo governo do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, houve um movimento na bancada de deputados federais do PMDB visando a sua pacificação e isso incluiu a junção dos grupos antagônicos. Vossa Excelência tem conhecimento se isso incluiu o apoio ao candidato do PT à presidência da Câmara com o compromisso de apoiá-lo como candidato no segundo biênio em 2009?
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