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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Não está tão ruim: grama do Maracanã precisa de 30 dias para ser recuperada

Imagem aérea do Maracanã assustou torcedores. Imagem: REUTERS/Nacho Doce
Fotos aéreas do Maracanã geraram preocupação. Image
Em meio ao imbróglio em torno do abandono do Maracanã, há uma crescente preocupação com o estado do gramado por conta do aspecto todo amarelado mostrado nas fotos aéreas. Mas uma avaliação preliminar da empresa Greenleaf é de que o campo pode ser recuperado em um prazo de até 30 dias. Isso, óbvio, se o trabalho no campo não demorar para começar.
Assim como o restante do estádio, o gramado do Maracanã não está recebendo nenhum tratamento no momento. Isso porque a Greenleaf não recebe da concessionária Maracanã (Odebrecht) que se recusa a reassumir o estádio, apesar de ter uma ordem judicial neste sentido.
Mas um funcionário da Greenleaf entrou recentemente no estádio para pegar equipamentos da empresa. Por lá, ele avaliou o estado do campo, e constatou que o dano era menor do que o esperado.
Segundo o seu exame, a grama não estava morta, estava apenas amarelada pela falta de cuidado. Ou seja, não seria necessário um replantio integral que levaria mais tempo. Até porque o gramado atual é recente, plantado em novembro, e portanto só morreria se houvesse um acidente.
Para a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro), a empresa informou que o prazo inicial de recuperação seria de 45 dias, mas que isso poderia ser facilmente reduzido para um mês em condições ideias. Para a concessionária, a empresa deu uma avaliação mais otimista: disse que o prazo máximo seria de 40 dias, e o mínimo de 20 dias. Consultada, a Greenleaf confirmou a informação de que o campo pode ficar pronto em um mês.
Ou seja, se fosse pelo gramado, o Maracanã poderia ser recuperado ainda para as semifinais da Taça Guanabara, e certamente estaria pronto para jogos da Libertadores do Flamengo em março.
Uma outra preocupação maior é em relação à segurança da cobertura. A Concessionária alega não ter recebido um laudo do Comitê Rio-2016 atestando se houve dano na cobertura. O comitê informou já ter entregue o documento.
Pior do que isso é a resolução do imbróglio jurídico e político em relação à gestão, mesmo que provisória, do estádio. A Odebrecht se recusa a cumprir o mandato judicial. A Ferj não sabe os custos do estádio tanto que adiou uma reunião entre os clubes para tratar do assunto. O Flamengo, potencial interessado em gerir a arena, também não sabe o tamanho dos custos. Esse tipo de trava é o maior empecilho para iniciar a recuperação do campo do estádio em si.

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