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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Mulher concorreu a vereadora de SP sem saber; MP investiga conta de campanha

Advogada soube que movimentaram R$ 5 milhões em conta aberta em seu nome. Ela foi cobrada pela Justiça Eleitoral para 'prestar contas'

Por G1 São Paulo

Ministério Público Eleitoral investiga irregularidades em campanha de vereadores em SP
Uma mulher concorreu a uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo Partido Trabalhista Nacional (PTN) sem saber que era candidata, informou o Bom Dia São Paulo desta quarta-feira (4). O Ministério Público Eleitoral suspeita de movimentação irregular de caixa de campanha.

Em 2008, a advogada Vanda Maria Duo se candidatou a vereadora, mas perdeu a eleição e desistiu da política. Em 2012 ela soube que havia se candidatado e se surpreendeu quando o Tribunal Regional Eleitoral informou que ela deveria provar que não sabia.

“Disseram que eu era candidata e eu falei: ‘Mas eu não sou’. Então disseram: ‘Ah, mas pelos registros a senhora é e vai ter que provar que não é’. Eu falei: ‘Isso é impossível!'", contou Vanda.

Em seguida, ela soube que movimentaram R$ 5 milhões em uma conta de campanha aberta no Banco do Brasil em seu nome e foi cobrada pela Justiça Eleitoral para "prestar contas de sua candidatura". A assinatura de Vanda em todos formulários, inclusive para abertura de uma conta-bancária para financiamento da campanha, havia sido falsificada.

Partido processado

Vanda processa PTN por danos morais. “Eu não fui candidata, eu não fiz campanha, eu não fiz nada. Não aconteceu nada comigo, eu não sei de nada, e a Justiça pede essa prestação de contas”, afirma Vanda.

O Ministério Público Eleitoral determinou a abertura de um inquérito policial para investigar o caso.

O PTN informou que a direção do partido foi renovada em 2014, que os dirigentes na época do ocorrido tinham total autonomia para montagem da chapa e que davam conta da correção dos procedimentos.

A movimentação financeira indevida acrescentou um dado novo a um fenômeno que ocorreu nas duas últimas eleições municipais - os candidatos-fantasmas estariam ajudando os partidos a cumprir as quotas eleitorais e servindo de laranjas para lavar dinheiro sujo.

Os promotores eleitorais dizem que as pessoas estão sujeitas a fraudes porque a Justiça exige apenas que os partidos apresentem os documentos dos candidatos, sem necessidade da presença física deles.

Outros casos

No estado de São Paulo, na última eleição, 32% dos candidatos a vereador eram mulheres, mas as mulheres foram eleitas para apenas 12% das vagas.

A cidade de Cajamar, na região metropolitana, foi a que teve o maior número de candidatas sem voto no estado: foram 18 entre 72 que estavam aptas a concorrer.


Já o maior percentual registrado no estado foi na cidade de Lucianópolis, perto de Bauru, onde sete candidatas concorreram. Dessas, cinco não receberam nenhum voto. Ou seja, 71% das candidatas aptas não tiveram nenhum voto no município.

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