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quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Dólar opera em queda e chega a R$ 3,11, após votações no Congresso

Na véspera, moeda perdeu 0,83% frente ao real, vendida a R$ 3,1411.

No mês de agosto, o dólar cai 3,1%; em 2016, moeda perde 20,4%.

Do G1, em São Paulo
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Dólar (Foto: André Paixão / G1)Dólar chegou a ser vendido a R$ 3,11 nesta quarta-feira (Foto: André Paixão / G1)
O dólar opera em queda nesta quarta-feira (10), em linha com o exterior e após o Senado aprovar o relatório da Comissão Especial do Impeachment que recomenda que a presidente afastada Dilma Rousseff seja levada a julgamento pela Casa. A queda era limitada por preocupações depois da aprovação na Câmara do texto principal do projeto de lei sobre a renegociação das dívidas estaduais.
Às 12h10, a moeda norte-americana caía 0,2%, vendida a R$ 3,1347. Veja a cotação do dólar hoje.
Acompanhe a cotação ao longo do dia:
Às 9h09, queda de 0,63%, a R$ 3,1213
Às 9h39, queda de 0,77%, a R$ 3,1168
Às 9h49, queda de 0,44%, a R$ 3,1273
Às 10h39, queda de 0,44%, a R$ 3,1274
Às 11h20, queda de 0,26%, a R$ 3,1328


A moeda norte-americana chegou a R$ 3,1132 na mínima da sessão, o menor nível intradia desde 14 de julho de 2015 (R$ 3,1114), segundo a Reuters.
Cenário externo
"O dólar não para de cair em todo o mundo e o Brasil não é exceção", resumiu à Reuters o superintendente de câmbio da corretora Intercam, Jaime Ferreira.
A demanda por ativos de alto risco nos mercados globais tem permanecido forte desde sexta-feira passada, quando dados mais fortes que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos alimentaram otimismo sobre a recuperação econômica global.
Desde então, outros indicadores econômicos em países como EUA e China vêm sustentando o bom humor e a percepção de que, mesmo com o ritmo atual de recuperação econômica, os juros norte-americanos não devem subir tão cedo.

Política continua sob as atenções
A perspectiva de que o impeachment seja confirmado em julgamento no fim deste mês tem animado investidores, que vêm recebendo bem as promessas de contenção de gastos do presidente interino Michel Temer, ainda segundo a Reuters. Alguns, no entanto, se preocupam com os recentes recuos do governo em relação ao ajuste fiscal, como a retirada do bloqueio a reajustes salariais ao funcionalismo público estadual em troca da renegociação da dívida dos estados.
Ainda predomina a leitura de que o governo só terá margem de manobra suficiente para encabeçar os esforços fiscais no Congresso Nacional quando o impeachment for confirmado, no que analistas da corretora Lerosa Investimentos descreveram como uma "atitude mais pró-ativa".
"Com isso, o fluxo está garantido e as cotações podem sim romper os patamares de R$ 3,10 no curto prazo", escreveram eles em nota a clientes.

Intervenção do BC
O Banco Central anunciou novamente leilão de até 10 mil swaps reversos, que equivalem à compra futura de dólares, e vendeu totalmente a oferta. Na véspera, o BC vendeu novamente a oferta total de até 10 mil swaps reversos, que servem para minimizar a queda da moeda no mercado.

Último fechamento
Na terça-feira (9), o dólar caiu 0,83%, a R$ 3,1411. Foi o menor patamar desde 15 de julho de 2015, quando o dólar foi cotado a R$ 3,1360 no fechamento, segundo a Reuters.
No mês de agosto, a moeda dos EUA acumula queda de 3,1%. No ano, o dólar tem variação negativa de 20,4%.
Dólar 09.08 (Foto: Arte/G1)

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