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domingo, 25 de dezembro de 2022

Mais um Natal de angústia e preocupação

 


Por Arnold Coelho Jornalista MTB 6446/BA

Pelo segundo ano consecutivo passo o Natal preocupado, pensativo e com receio do que irá acontecer no dia seguinte. A data, que sempre foi momento de alegria, união, confraternização e amor entre as famílias, parentes, amigos e desconhecidos, virou momento de pura apreensão no sul da Bahia nos últimos anos, com chuvas torrenciais que têm caído entre os meses de novembro e dezembro, deixando milhares de desabrigados em toda a região cacaueira. 

Rio Salgado em Ibicaraí (na pancadinha)

A cada nuvem escura que aparece no céu, chuva que cai, barulho de trovão, ou noticiário jornalístico informando os enormes volumes de água para a nossa região, o medo e a apreensão apertam o peito com medo de uma nova cheia nos rios Salgado, Colônia e Cachoeira. 

O dia 25 de dezembro de 2021 foi um dos dias mais tristes que vivi em Ibicaraí. O prolongamento da avenida São Vicente de Paula, rua Paraguaçú, General Osório e as ruas próximas ao Rio Salgado e nos distritos, viraram verdadeiros ‘cenários de guerra’, com pessoas chorando, móveis destruídos e casa alagadas ou destruídas. Basta chover forte que volto no tempo e não consigo relaxar.

Lembro que encontrei o meu filho todo molhado, ajudando as pessoas. Naquele dia Murilo virou a noite carregando móveis dos vizinhos e amigos. Ele só não conseguiu salvar o que tinha. Ao me ver, Murilo me abraçou e chorou no meu ombro. Senti uma tristeza enorme e ao mesmo tempo muito orgulho dele. Vi ali um ser humano bom, com sentimento e sentindo a dor do seu semelhante.

Ontem, na hora que sentei à mesa com minha esposa Fátima e minha filha Gabriela, eu agradeci a Deus pelo alimento na mesa e a casa segura que construí e pedi que Ele pudesse levar alimentos para todos que sentem fome e que fizesse uma intervenção divina por toda a população ribeirinha que tanto sofre e tem sofrido com as constantes cheias dos rios que cortam a nossa região.

Acordei hoje cedo e fui direto para o celular para buscar notícias sobre as chuvas e os nossos rios. Graças a Ele, as chuvas deram uma trégua e estão baixando. Continuo apreensivo, mas agradeci por mais um Natal e por tudo ter corrido bem. Que venha 2023, com muita saúde, paz e prosperidade para todos.


Arnold Coelho

Um ser, acima de tudo, humano

IBICARAÍ - O casal Adelino Junior e Dahiana Maira deram um grande exemplo de solidariedade natalina

 

Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 6515/BA

Tudo começou, na noite do Sábado (24), véspera do Natal, quando foram distribuídas 150 (cento e cinquenta) marmitas de ceia natalina. Pois Adelino Junior e Dahiana Maira resolveram fazer uma comemoração de Natal diferente, e, assim procederam com a produção de 150 (cento e cinquenta) marmitas com alimentos para ceia de Natal que foram distribuídas no Bairro Corina Batista e Bairro do Luxo (Praça São Jorge).

Já neste Domingo (25),  o casal organizou uma tarde de brincadeiras e cachorro quente com refrigerante, no Bairro do Luxo, (Praça São Jorge) onde as crianças daquela localidade se divertiram na cama elástica, pula-pula inflável e tobogã. Como foi feito 500 (quinhentos) cachorro-quente (preparados por Dahiana Maira e Nirane Fernandes. Foram dois dias de preparaçãode alimentos entre janta e cachorro quente) a ação conseguiu alcançar, a Praça São Jorge, a Saloméia e o Corina Batista.

Era nítida a felicidade no rosto da criançada, e os organizadores da boa ação era pura emoção e explosão de alegria em ver os pequenos se divertirem sem moderação, em conversa com Junior ele falou, “quero agradecer em primeiro lugar a Deus, por me permitir condições para realizar este tipo de evento, agradecer a minha esposa Dahiana Maira que sempre me apoia e dar força em meus projetos, e, este projeto Deus colocou em nossos corações, quero agradecer à equipe da prefeitura pela liberação do  espaço, à secretaria de infraestrutura pelo apoio técnico e limpeza do local para ser realizado o projeto, a Nara Nogueira e Lidiane Oliveira pelo voluntariado a Neide Farias, Nirane Fernandes, meus filhos e sobrinhos pelo suporte, e apoio moral, a Vanessa Dias (Posto 2 de Julho), Adilson Cardoso, Suelem Crispim e Givaldo Cardoso (Panificadora Pão de Acucar), pelo apoio dispensado e também aos moradores do Bairro do Luxo, tenho certeza que Deus nos dará forca e capacidade para que outros momentos como este se repitam, quero deixar bem claro que esta ação nada tem haver com política, pois como eu disse,  é algo que Deus plantou em nossos corações. Tenho certeza que conseguiremos alcançar outras localidades, fazendo o bem sem olhar a quem, principalmente fazendo por nossas crianças que são o futuro de nossa cidade, estado e nação.” Finalizou transbordando em emoção Adelino Junior.

Então disse Jesus: "Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam; pois o Reino dos céus pertence aos que são semelhantes a elas".  Mateus 19:14

sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

ITAJU DO COLÔNIA- Equipes da Prefeitura estão atentas para atender as vitimas da enchente

 


ASCOM Itaju do Colônia 

Em decorrência das fortes chuvas no município e na região, o Prefeito Djalma Orrico mobilizou equipes da Prefeitura Municipal, através do Comitê de operações emergenciais e da Defesa Civil Municipal para uma ação integrada para atender a população nesse período crítico de fortes chuvas no município. 

O Comitê pede a compreensão e colaboração da população para receber as equipes da secretaria de assistência social que já estão realizando um trabalho preventivo,  realocando alguns moradores que se encontram em áreas de risco, garantindo assim, a segurança dessa população.

Em caso de necessidade, a comunidade poderá entrar em contato com a Defesa Civil de Itaju (coordenador Neto Nunes) através do telefone: (73) 981015400

O futebol é injusto com o continente africano


Por Arnold Coelho Jornalista MTB 6446/BA

Marrocos entrou para a história das Copas do Mundo por ser a primeira seleção africana a chegar a uma semifinal da competição. A seleção marroquina ficou em quarto lugar na Copa do Catar e todo o continente africano vibrou com tal feito e o mundo, de uma forma hipócrita (para não dizer irônica), bateu palmas para essa “evolução” do futebol africano.

Vou tentar ser breve e mostrar, com a ajuda do Google, que existe uma enorme injustiça com o futebol e o continente Africano. Negros ou afrodescendentes (de origem africana) jogam bola, participam de Copas do Mundo por outras nações e ganham esses torneios. A África, apesar de não ter seleções campeãs, sempre produziu, exportou ou gerou campeões.

Em 1938, na terceira Copa do Mundo, um brasileiro, de origens africanas, como todo negro no Brasil, foi o “cara” daquela Copa, sagrando-se artilheiro e levando o Brasil ao terceiro lugar. Leônidas da Silva, ou o Diamante Negro, simplesmente popularizou o gol de bicicleta no mundo.

Em 1950, na Copa do Brasil, o país jogou a culpa - pela perda da copa dentro do Maracanã lotado (para o Uruguai) - no goleiro Barbosa. Muitos dizem que precisava ter um culpado e a escolha foi pelo goleiro, que por ironia, era negro. Tínhamos outros negros no plantel. O mundo ali começou a conhecer a força do negro afrobrasileiro no futebol. 

Em 1958 veio o primeiro título mundial do Brasil (na Suécia) e os protagonistas foram Pelé, Garrincha, Djalma Santos e o maestro Didi (Folha Seca), todos negros e com sangue de origem africana nas veias. Em 1962 a história se repetiu e o negro brasileiro (com DNA africano) virava protagonista e herói de uma nação e o futebol “negro” do Brasil passou a ser idolatrado na África, parando até uma guerra.

Em 1966, na Inglaterra, o mundo conheceu o Pantera Negra Eusébio, jogador português nascido na então Província Ultramarina de Moçambique durante a época colonial. O negro Eusébio desbancou Pelé naquela Copa e foi o artilheiro da competição, colocando Portugal no cenário internacional do futebol.

Os negros afrobrasileiros voltaram a ser protagonistas em 1970 com o Rei Pelé e sua trupe, formada por Jairzinho, Brito, Marco Antônio, Paulo César e Zé Maria. O DNA africano ganhava mais uma Copa e um afrodescendente se imortalizava como Rei do Futebol.

Em 1994 ganhamos o tetra com os negros, morenos ou de origem afrodescendente (termo que surgiu para amenizar o racismo no Brasil). Romário, Márcio Santos, Aldair, Mazinho, Cafú, Mauro Silva, Ronaldão, Paulo Sérgio, Müller, Ronaldinho e Viola trouxeram o quarto caneco para o país “mais negro” fora do continente africano.

Em 1998 a seleção francesa ganhou o seu primeiro título mundial com um time cheio de negros, ou multiétnicos, como eles gostam de denominar. Na época parte da imprensa francesa e opinião pública olharam com desconfiança para a conquista, pela grande quantidade de descendentes de imigrantes do continente africano. Em 1998 grande parte dos jogadores dos Azuis eram negros, entre eles Thuram, Desailly, Karembeu, Vieira, Trezeguet e Henry. 

O Ronaldinho de 94 virou Ronaldo, o Fenômeno de 2002, e mais uma vez a seleção brasileira - recheada de afrodescendentes - voou em campo asiático e ganhou o penta, comandada por Ronaldo e a sua turma do pagode, formada ainda por Ronaldinho Gaúcho, Rivaldo, Cafú, Roberto Carlos, Edilson, Denilson, Roque Júnior, Vampeta, Júnior, Dida, Gilberto Silva e Kléberson.

A história se repetiu esse ano na Copa do Catar e os “negros maravilhosos” da seleção francesa (frase dita pelo locutor Luis Roberto), apesar do vice-campeonato mundial, mais uma vez encantaram o mundo do futebol. 

A França mais uma vez montou uma seleção recheada de afrodescendentes, como Areola, Mandanda, Konaté, Koundé, Varane, Disansi, Saliba, Upamecano, Camavinga, Tchouaméni, Fofana, Coman, Marcus Thuram, Dembélé, Kolo Muani e Mbappé, que caminha para ser o sucessor de Pelé. O menino de pele escura é filho de um camaronês radicado na França.

Poderia citar negros africanos em outras seleções europeias (Holanda, Bélgica, Alemanha, Portugal, Suíça) que participaram dessa e de outras copas e marcaram a história do futebol, mas o artigo ficaria tão grande quanto o continente africano.

Então, o mundo do futebol é ou não é injusto com a África? O continente pode não ter uma seleção campeã, mas tem muitos campeões mundiais de origem negra com DNA africano.


Arnold Coelho

De pele branca e origem negra

segunda-feira, 19 de dezembro de 2022

Caminhar é preciso

 


Por André Luiz Evangelista Jornalista MTB 6515/BA

Começo este texto, com o coração transbordando de alegria e gratidão à Deus. A um pouco mais de um ano eu estava sedentário, com obesidade mórbida, pesando mais de 165 kg (cento e sessenta e cinco quilos).

Hoje um pouco mais de 70 kg (setenta quilos) a menos e percorrendo 16 km (dezesseis quilômetros) diariamente me sinto um vencedor em Cristo Jesus.

A mudança começou no dia 03 de outubro de 2021, quando na residência do casal de amigos Adelino Júnior e Dahiana Maira, em meio a uma conversa informal sobre dieta, eu fui desafiado a perder peso e topei o desafio, que a princípio seria de dois meses ou do dia 03 de outubro até o Natal de dezembro de 2021.

Promovi uma mudança drástica (radical), no meu estilo de vida, logo de início cortei do meu cardápio quase que 100% dos carboidratos,  com ajuda e orientação da naturopata Sinara Martins fiz uma desintoxicação alimentar (coisa que passou a ser rotina na minha vida), passei a fazer jejum intermitente chegando a jejuar por 04 (quatro) dias seguidos, hoje faço jejum diário de 16 (dezesseis) horas as vezes um pouco mais, (o jejum intermitente me acompanhará por toda minha existência) me alimento até no máximo às 17h (dezessete horas).

Depois de um ano de dieta e 60kg ( sessenta quilos) a menos no dia 11 de outubro  do corrente ano, comecei a fazer caminhadas de 4km (quatro quilômetros) e confesso foi terrível mas não desisti, eu preciso deixar aqui registrado, o meu agradecimento ao amigo Arnold Coelho, que sempre me incentivou a fazer caminhadas (e só de falar eu já me cansava), fui aumentando gradativamente de acordo a necessidade do corpo, e, com a orientação de Deus o criador dos céus e da terra, pois é tudo pela fé, e hoje já estou caminhando 16km (dezesseis quilômetros) e já eliminei mais de 70kg (setenta quilos), estas caminhadas tem sido prazerosas, verdadeiramente curativas, indico para todos.

Caminhar faz bem para o corpo e para alma, eu caminho conversando com Deus,  as vezes sai uma rajada de línguas estranhas, e quem vai passando por perto não deve entender nada, (por isso começo minha caminhada antes das quatro da manhã).

Quero deixar registrado o meu agradecimento  à Adelino Junior, Dahiana Maira, Arnold Coelho e a Sinara Martins, pelos incentivos e conselhos,  acima de tudo e de todos minha mais empenhada gratidão a Deus pela proteção e companhia diária, pois, sem Ele eu nada seria, É TUDO PELA FÉ.

Assim como navegar, caminhar também é preciso.

Salmos Cap. 91.1

1 Aquele que habita no esconderijo do Altíssimo, à sombra do Onipotente descansará.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2022

ITAJU DO COLÔNIA- II Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente

ASCOM Itaju do Colônia 

A Prefeitura de Itaju do Colônia, através da Secretaria de Assistência Social e do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, realizaram nesta quarta-feira (14), a II Conferência Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente com o tema: “A situação dos direitos humanos de crianças e adolescentes em tempos de pandemia de Covid- 19: violações e vulnerabilidades, ações necessárias para reparação e garantia de políticas de proteção integral, com respeito à diversidade.”

A Conferência contou com a participação da equipe da Secretaria de Assistência Social, do Conselho Tutelar de Itaju e demais autoridades e representantes de secretarias municipais como saúde e educação, além de crianças e adolescentes do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. 

O evento contou com apresentações culturais e ao final da conferência foram confeccionadas diversas propostas no âmbito municipal, estadual e federal para a melhoria do atendimento e proteção das crianças e adolescentes em Itaju do Colônia.

Confrades da AGRAL participa da posse da diretoria e dos novos acadêmicos da ALJUSBA

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