TV

TV

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Ex-dono de hospital é suspeito de enviar dinheiro a Abdelmassih

Amigo do ex-médico, Ruy Marco Antônio era dono do Hospital São Luiz.

Fantástico tentou entrar em contato, mas ele não atendeu as ligações.

Do G1 São Paulo
O médico Ruy Marco Antônio, ex-dono do Hospital São Luiz, uma das principais instituições da área em São Paulo, está sendo investigado pela polícia por suspeita de enviar dinheiro ao ex-médicoRoger Abdelmassih, que estava foragido e foi preso esta semana no Paraguai, informa reportagem do Fantástico. Ruy Marco Antônio foi procurado para comentar a acusação, mas ele não atendeu as ligações ou retornou os recados deixados.

Abdelmassih foi condenado em 2010 a 278 anos de prisão por 48 ataques sexuais a 37 mulheres em sua clínica de fertilização, entre 1995 e 2008. Ele estava foragido desde 2011 após conseguir um habeas corpus que lhe deu o direito de aguardar em liberdade o julgamento dos recursos apresentados pela defesa.

Carro de homem de confiança de Abdelmassih é flagrado na Ponte da Amizade (Foto: Reprodução/TV Globo)
Carro de homem de confiança de Abdelmassih é
flagrado na Ponte da Amizade
(Foto: Reprodução/TV Globo)
De acordo com as investigações, Ruy Marco Antônio, amigo de Abdelmassih, entregava dinheiro vivo para Sérgio Molina Júnior, administrador da empresa Colamar, de produtos agropecuários. Uma das donas dessa empresa é Larissa Sacco, ex-procuradora e da repúbica e mulher de Abdelmassih.
A investigação mostrou que Molina depositava o dinheiro na conta da Colamar e que um homem de confiança de Roger Abdelmassih, Dimas Campelo Maria, era o responsável por sacá-lo e leva-lo até Foz do Iguaçu, no Paraná, fronteira com o Paraguai. Segundo o Ministério Público, Dimas foi nove vezes até Foz entre março do ano passado e maio deste ano.

O Fantástico obteve com exclusividade fotos que mostram o carro de Dimas na região. Em 1º de maio, o veículo cruzou a Ponte da Amizade, que liga os dois países, às 10h41, e voltou 37 minutos depois do Paraguai para o Brasil. A suspeita é que Dimas tenha se encontrado com Abdelmassih e entregado dinheiro vivo para o ex-patrão.

Roger Abdelmassih é fichado pela polícia paraguaia após ser preso em Assunção. Médico é condenado a 278 anos de prisão por estupro contra 39 pacientes (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai)
Roger Abdelmassih é fichado após ser preso em
Assunção (Foto: Divulgação/Secretaria Nacional
Antidrogas do Paraguai)
Por telefone, Dimas negou ao Fantástico que integrasse uma rede de favorecimento ao ex-médico. “O que eu posso dizer é que não é verdade. Nunca atravessei a Ponte da Amizade”, afirmou. E negou ter ido várias vezes até Foz do Iguaçu. “Não, não”, enfatizou, ao ser questionado sobre o assunto.
Ao ser informado que existem fotos do carro que ele utiliza na região da fronteira entre os dois países, Dimas respondeu: “Só se ele foi sozinho”. Em seguida, disse que estava em uma palestra e pediu para que a reportagem ligasse mais tarde. No entanto, não atendeu mais as ligações.
O Fantástico também tentou entrar em contato com o administrador da Colamar, Sérgio Molina Júnior, mas ele não atendeu as ligações ou retornou os recados deixados.

Prisão
Na terça-feira (19), Abdelmassih foi preso pela polícia paraguaia em Assunção, capital daquele país, após investigação iniciada pelo Ministério Público de Bauru, no interior de São Paulo, há cerca de 90 dias.

Os promotores suspeitavam que o ex-médico estivesse escondido em uma fazenda dele, também no interior de São Paulo, mas não conseguiram localizá-lo. Apesar disso, obtiveram informações de que ele teria fugido para o Paraguai, onde foi capturado três anos e 7 meses depois de sua fuga.
Logo após ser preso, Abdelmassih foi levado para Foz do Iguaçu, onde foi entregue à Polícia Federal, já na terça-feira. No dia seguinte, ele foi trazido para São Paulo, desembarcando em Congonhas, na Zona Sul de São Paulo, onde foi registrado um boletim de captura na delegacia do aeroporto.
Em seguida, ele prestou depoimento, esclarecendo alguns detalhes sobre a fuga. No início da noite, o ex-médico foi levado para a penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo.
À polícia, ele declarou que não pretendia fugir para o Líbano, país de origem dos pais dele e onde tem parentes. Abdelmassih contou que a rota de fuga foi de São Paulo a Presidente Prudente, no interior, e que depois seguiu direto para o Paraguai, com a mulher. Segundo a polícia, o casal entrou naquele país pela cidade Pedro Juan Caballero, fronteira com Mato Grosso do Sul.
A esposa estava grávida na ocasião, relatou aos policiais. “As crianças nasceram lá. As crianças são paraguaias”. Vizinhos falaram que Roger morava na casa do bairro San Cristóbal havia cerca de três anos.
“Ele mencionou que no primeiro momento o Paraguai seria uma solução imediata, que seria um temporário até que ele conseguisse fugir, primeiro momento, para o Líbano. Cogitou-se a Itália, mas também em razão das dificuldades, ter que ficar afastado muito tempo da família, ele desistiu e acabou ficando no Paraguai mesmo”, informou o delegado da Polícia Federal, Marcos Paulo Pimentel.


Brasileiro fará parte da 1ª turma de universidade cursada em seis países

Universidade Minerva tem modelo inovador que aboliu as aulas tradicionais.

Guilherme Nazareth, de 19 anos, trocou a UFRGS pela iniciativa americana.

Ana Carolina Moreno
Do G1, em São Paulo
Guilherme Nazareth, de 19 anos, vai fazer parte da primeira turma da Minerva, a universidade sem salas de aula (Foto: Divulgação/Universidade Minerva)Guilherme Nazareth, de 19 anos, vai fazer parte da primeira turma da Minerva, a universidade que aboliu as salas de aula (Foto: Divulgação/Universidade Minerva)
O gaúcho Guilherme Nazareth de Souza, de 19 anos, embarca na próxima quarta-feira (27) para São Francisco, nos Estados Unidos, para integrar a primeira turma da Universidade Minerva. O projeto, que pretende revolucionar o modelo de ensino superior praticado no mundo, inicia o primeiro semestre letivo em 8 de setembro com 32 alunos de 13 países, como China, Suécia, Trinidad e Tobago, Palestina e Estados Unidos. As aulas do primeiro ano acontecerão na Califórnia, seguido de um ano dedicado só a estágios. No ano letivo seguinte, os alunos viverão em Buenos Aires (Argentina) e Berlim (Alemanha). Depois, vão morar em outras quatro cidades em vários países, antes de conseguirem o diploma de graduação.
Guilherme, de Porto Alegre, é o único brasileiro a integrar a turma inaugural da instituição, que é reconhecida como uma universidade pelo governo americano, mas pretende ser completamente diferente de outras instituições do país e do mundo: tanto as aulas quanto as salas de aula foram abolidas pelos professores que desenharam o curso, a maioria com décadas de experiência nas mais conceituadas universidades americanas. Além disso, o campus é composto apenas dos dormitórios dos estudantes e a cada semestre eles mudarão de país para estudar dentro de realidades distintas.
"A Minerva só oferece seminários [formato de aula participativa, baseado mais na interação dos alunos do que na explicação do professor], e as salas têm até 19 alunos", explica o jovem. "Os alunos são obrigados a trabalhar antes, a estudar antes e ir para o seminário com o conhecimento."
O verbo "ir" é usado pelo brasileiro apenas por força do hábito, já que as atividades letivas acontecem nos quartos de cada estudante, e todos interagem com a "classe" pelo computador, conectados com a webcam e microfones. Para garantir que todos os alunos estejam acompanhando o curso, os professores optam por estimular a participação de todos no seminário e aplicar provas de surpresa. "Na Minerva você não só tem provas ao final do semestre, mas os alunos podem ser testados a cada momento, e o professor pode programar uma questão na própria aula."
Os alunos podem definir seu currículo dentro de cinco grandes áreas: ciências da computação, ciências sociais, artes e humanidades, ciências naturais e negócios. No primeiro ano, porém, todos os estudantes passarão por um ciclo básico destinado a ensinar os jovens a pensar de forma crítica, a se expressar e a desenvolver técnicas de liderança.
Como aluno da turma inaugural, Guilherme terá bolsa integral da anuidade do curso (de US$ 10 mil, cerca de R$ 22 mil), além de não precisar pagar pelo dormitório (com custo de US$ 12 mil, ou cerca de R$ 28 mil) nem no primeiro ano nem no segundo, caso decida estagiar em São Francisco. Os gastos com comida são estimados em US$ 6 mil dólares (cerca de R$ 13 mil). Mesmo sem saber se conseguiria bolsa, Guilherme explica que o valor da Minerva também foi um atrativo. "As melhores universidades dos Estados Unidos têm cursos que podem chegar a 60 mil dólares", disse ele.
Na Universidade Minerva, as salas de aula foram abolidas (Foto: Reprodução/Universidade Minerva)
Na Universidade Minerva, as salas de aula foram
abolidas (Foto: Reprodução/Universidade Minerva)
Selecionado dentro do próprio quarto
Até o processo seletivo, que tradicionalmente é padronizado nos Estados Unidos, tem inovações. Guilherme passou por todas as etapas dentro do próprio quarto. "Ele é completamente diferente, foi criado para ser acessível aos [candidatos] internacionais, não pede SAT [Scholastic Assessment Test, ou Teste de Avaliação Escolar]. O compromisso da Minerva é aplicar teste de QI nos seus candidatos para que ele mostre o resultado cognitivo", explicou o jovem.

Os testes de lógica, matemática e inglês são feitos pelos candidatos no seu próprio computador, com a webcam conectada aos selecionadores, que observam o comportamento e o raciocínio dos estudantes. A exigência de uma papelada de documentos também é menor: além do histórico escolar, eles pedem comprovações de atividades extra-curriculares, como participação em trabalho voluntário ou olimpíadas do conhecimento, e avaliam o perfil de liderança e empreendedorismo dos potenciais alunos.
A última etapa, segundo ele, é a mais difícil: uma entrevista via webcam com os selecionadores, onde, além de responder às perguntas, os candidatos precisam escrever uma redação em um site de compartilhamento de arquivos onde os professores acompanham seu processo criativo.
Ao contrário de muitos estudantes brasileiros interessados em estudar nos Estados Unidos, Guilherme não faz o perfil típico de exatas nem participou de olimpíadas. A matemática que o atrai é a aplicada à economia, curso que ele decidiu seguir ao concluir o ensino médio no Colégio Anchieta, em Porto Alegre, e ingressar na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Logo no início, porém, ele diz ter se desencantado com o curso. "Eu estava acostumado com a ideia de fazer a faculdade na federal. Entrei em março do ano passado [2013] e me senti bem pouco exigido, então decidi logo no primeiro mês que iria aplicar para universidades no exterior", contou ele.
Formação multinacional
As primeiras tentativas de conseguir uma vaga de graduação fora do país não deram certo, segundo Guilherme, porque o jovem manteve a matrícula na instituição federal gaúcha, o que, segundo ele, não é bem visto pelas instituições atrás de novos alunos. "Decidi trancar o curso para não perder o semestre. Foi uma coisa que prejudicou muito minha aplicação", explicou.

Meses depois, em outubro do ano passado, ele descobriu a Minerva e decidiu participar do processo seletivo. Depois de meses, foi um dos dois brasileiros que ganharam uma vaga –o outro acabou decidindo não fazer a matrícula, segundo a assessoria de imprensa da universidade.
Na Minerva vou conhecer o mundo ao mesmo tempo em que vou estudar. Vou poder conhecer problemas de outras partes do mundo, e também descobriram as soluções que deram para eles"
Guilherme Nazareth,
brasileiro aceito na Universidade Minerva
Guilherme acredita que a liderança que ele exerceu no grêmio estudantil do seu colégio foi um dos fatores, além das notas altas na escola, que garantiram sua vaga. "Espero muito trabalho, já estou sendo acostumado com a ideia de que vai ser um currículo muito rigoroso, como eu gostaria", diz.
Enquanto não embarca para os Estados Unidos, Guilherme aguarda com ansiedade os próximos anos vivendo em São Francisco e nas capitais argentina e alemã. Os demais destinos do terceiro e quarto anos ainda não estão definidos, mas as cidades onde a Minerva tem buscado locais para acolher os jovens são Hong Kong, Mumbai, Londres e Nova York.
Daqui a cinco anos, o gaúcho diz que espera receber o diploma depois de ter adquirido um conhecimento impossível de encontrar em outra universidade. "Eu sairia endividado, tendo que trabalhar direto, não teria tempo de conhecer o mundo. Na Minerva vou fazer isso ao mesmo tempo em que vou estudar. Vou poder conhecer problemas de outras partes do mundo, e também descobrir as soluções que deram para eles."

domingo, 24 de agosto de 2014

CEFA realiza passeio ciclístico em homenagem ao Dia do Estudante em Floresta Azul

 
Texto e fotos: Ascom Floresta Azul
 Em homenagem ao Dia do Estudante, comemorado no dia 11 de agosto, a comunidade florestense e os alunos do Colégio Educacional de Floresta Azul (CEFA) realizaram o 1º Passeio Ciclístico, que envolveu o Ensino Fundamental II (6º ao 9º ano). O evento aconteceu na manhã de sexta-feira (22), com um percurso de 6 quilômetros, percorrendo um trajeto entre as zonas urbana e rural da cidade. Para fazer a segurança dos participantes, o passeio contou com o apoio do 63º Batalhão da Polícia Militar de Ibicaraí. 
 O evento teve como principal objetivo comemorar o Dia do Estudante, integrando toda a comunidade escolar e incentivando a prática esportiva e educacional aos jovens, adultos, desportistas e praticantes de atividades da terceira idade.
O evento contou com o apoio da Prefeitura de Floresta Azul, através da Secretaria Municipal de Educação, e a Gerência de Esportes do Município.

Mega-Sena acumula e prêmio pode chegar a R$ 33 milhões

Confira as dezenas do concurso 1.629: 4 - 20 - 24 - 35 - 47 - 59.

Quina teve 92 acertadores, que receberão R$ 24.320,52 cada.

Do G1, em São Paulo
 
MEGA-SENA
CONCURSO 1629
4 20 24
35 47 59
Ninguém acertou as seis dezenas da Mega-Sena deste sábado (23), relacionadas ao concurso 1.629. Com isso, a estimativa é que o prêmio do próximo sorteio (27) chegue a R$ 33 milhões. O sorteio foi realizado nesta noite em um caminhão na cidade de Camaquã (RS).

Veja as dezenas: 4 - 20 - 24 - 35 - 47 - 59.

Noventa e duas pessoas acertaram a quina e cada uma delas vai levar R$ 24.320,52 para casa. Já a quadra teve 5.701 vencedores, que ganharam invididualmente R$ 560,67.

Para apostar
A Caixa Econômica Federal faz os sorteios da Mega-Sena duas vezes por semana, às quartas-feiras e aos sábados. As apostas podem ser feitas até as 19h (de Brasília) do dia do sorteio, em qualquer lotérica do país. A aposta mínima custa R$ 2,50.

Com paciência oriental, Brasil vence Japão e conquista deca do Grand Prix

Seleção brasileira obtém o triunfo que precisava por 3 sets a 0 e faz a festa em Tóquio, deixando claro que ela vai com tudo em busca do título mundial, na Itália

Por Tóquio, Japão
Comente agora

A seleção brasileira feminina de vôlei é realmente a principal fornecedora de alegria do esporte nacional. O motivo para celebrar muito neste domingo foi a conquista do décimo título do Grand Prix – os outros canecos vieram em 1994, 96, 98, 2004, 2005, 2006, 2008, 2009 e 2013. Atuais bicampeãs olímpicas, as meninas souberam usar a principal arma da rival, a paciência oriental, e alternar muito bem tranquilidade e agressividade para bater as japonesas por 3 sets a 0, com parciais de 25/15, 25/18 e 27/25, na Arena Ariake, em Tóquio, no Japão. A vitória levou o Brasil aos 13 pontos, superando as donas da casa, que ficaram com 12, na fase final disputada em sistema de pontos corridos.
Para obter o decacampeonato do Grand Prix, a seleção brasileira venceu 13 das suas 14 partidas, deixando claro que vai mais forte do que nunca em busca do único título que ela ainda não tem na elite do esporte: o mundial. E ele pode ser alcançado em breve, no Mundial da Itália, entre 23 de setembro e 12 de outubro. 
A maior pontuadora da partida foi a ponteira Sheilla, que assinalou 16 pontos, demonstrando mais uma vez que ela cresce em momentos decisivos. Fabiana (dez), Jaqueline(nove) e Thaisa (seis) também foram bem importantes no ataque. Merece destaque também a bela atuação da líbero Camila Brait, que defendeu bolas muito difíceis e armou vários contra-ataques. 
Brasil x Japão final Grand Prix vôlei (Foto: Divulgação/FIBV)Jogadoras da seleção brasileira vibram durante a vitória sobre o Japão (Foto: Divulgação/FIBV)
Poucos antes do embate entre Brasil e Japão, a Rússia assegurou a terceira colocação no Grand Prix ao bater a China, de virada, por 3 sets a 2 (21/25, 14/25, 25/22, 25/20, 15/13), na madrugada deste domingo (tarde no Japão). Com o resultado, as russas chegaram aos sete pontos, um a mais do que a China, que ficou com a quinta colocação. O quarto lugar ficou com a Turquia, que foi aos sete pontos após fechar a sua participação no Grand Prix com uma vitória sobre a Bélgica por 3 sets a 1 (24/26,  25/21, 25/23 e 25/20). As belgas perderam os seus cinco jogos na fase final e ficaram com a sexta colocação.
O JOGO
Embalada pela bela campanha na fase final e pelo fato de jogar em casa, as japonesas começaram o jogo demonstrando que iriam lutar muito para evitar a conquista brasileira. Se defendendo muito bem e eficiente no ataque, elas começaram pressionando as bicampeãs olímpicas. Porém, aos poucos a seleção, com paciência oriental, foi se soltando, acertando boas bolas e demonstrando que não basta apenas disposição para brecar uma máquina. Foi após uma cravada de Fabiana que o Brasil conseguiu abrir três pontos 8/5, antes do primeiro tempo técnico da partida. A parada fez bem para as meninas de ouro. Na sequência, o saque passou a entrar melhor, dificultando o passe do Japão. Quando isso acontece, a bola volta mais facilmente e dá-lhe ataque brasileiro, principalmente com Sheilla, além de preciosos pontos de bloqueio. 
Faltava apenas um pouco mais de velocidade no jogo, mas isso não comprometia o domínio da seleção, que tinha 16/11 antes da segunda parada técnica. Na reta final do set, as japonesas cometeram mais erros do que o normal e deixaram o Brasil crescer. Com o passe chegando na mão para o contra-ataque, as brasileiras fizeram ponto atrás de ponto e conseguiram abrir dez pontos 22/12 deixando claro que o primeiro set passara a ser um baile tupiniquim. Tanto que a vantagem foi mantida até o fim, quando Fernanda Garay atacou da linha dos três metros e não permitiu defesa para Saori: 25/15, em 26 minutos de partida.
Brasil x Japão final Grand Prix vôlei Sheilla (Foto: Divulgação/FIBV)Sheilla foi a maior pontuador da partida, com 16 pontos (Foto: Divulgação/FIBV)

Mantendo a calma, mas não deixando de lado a agressividade ao atacar, a seleção brasileira começou jogando muito bem o segundo set. O saque estava entrando muito bem, causando um temor enorme em uma equipe estruturada a partir da sua recepção. Sem receber o passe na mão, a levantadora Miyashita não conseguia municiar bem as suas principais atacantes, Ishii, Saori e Nagaoka. Assim, o Brasil abriu 5/1 e fez o técnico Masayoshi Manabe pedir logo um tempo. As nipônicas melhoraram e conseguiram aos poucos ir colando no placar. A vantagem que era de seis pontos, caiu para dois em 13/11. 
Zé Roberto parou o jogo e pediu que elas não deixassem de lado a paciência que ele havia tanto solicitado. As meninas entenderam o recado e conseguiram boas bolas, com destaque para dois ataques precisos e potentes de Jaqueline. Porém, as orientais tinham encontrando uma forma de pressionar o Brasil e não davam mais tanta moleza. O jeito foi dar pancadas e tentar dificultar ao máximo a defesa japonesa. E foi assim, forçando o erro rival, que a seleção brasileira fechou o segundo set em 25/18, em uma parcial que durou 28 minutos.
Brasil x Japão final Grand Prix vôlei Jaqueline Camila Brait (Foto: Divulgação/FIBV)Observada por Camila Brait, Jaqueline ataca na vitória brasileira (Foto: Divulgação/FIBV)
O terceiro set começou mais complicado para as brasileiras e acenou um equilíbrio que esperado, mas não foi visto nos dois primeiros sets. As japonesas conseguiram encaixar melhor o ataque, melhoraram a sua defesa e conseguiram liderar o placar pela primeira vez na partida. Finalmente era visto em quadra o time que fazia uma campanha fantástica na fase final do Grand Prix. E, assim, as nipônicas foram vencendo por 8/7 para a primeira parada técnica da partida. Era hora de o Brasil colocar a cabeça no lugar. Estava complicado, mas nada é tão complicado para as atuais bicampeãs olímpicas e a reação começou com uma bela passagem da levantadora Dani Lins pelo saque. Foram quatro pontos seguidos e a virada para 11/10. Quem também contribuía muito era a líbero Camila Brait, que defendia com muita qualidade. 
A partir daí, as rédeas da partida foram retomadas pela máquina de jogar vôlei que é essa seleção brasileira feminina. Mas nada de larga vantagem. Era lá e cá. Saori era a principal jogadora japonesa e Sheilla sobrava do lado brasileiro. A ponteira era a mais acionada por Dani Lins, pois quase não errava e conseguia desarticular a forte defesa das orientais. Os últimos pontos foram suados e conquistados a partir de belas defesas de Camila Brait e ataques precisos de Sheilla. O primeiro match point veio em 24/22, mas o Brasil desperdiçou, permitindo que o Japão fizesse dois pontos seguidos e empatasse em 24/24. E foram necessários mais três pontos para que, em uma largada de Jaqueline, a seleção brasileira pudesse fechar o set em 27/25 e o jogo em 3 sets a 0, liquidando a fatura e celebrando o seu décimo título do Grand Prix.
Brasil x Japão final Grand Prix vôlei Fabiana (Foto: Divulgação/FIBV)Fabiana ataca diante de bloqueio duplo na vitória brasileira (Foto: Divulgação/FIBV)


CAMPANHA DO BRASIL NA FASE FINAL DO GRAND PRIX
20/8 – Brasil 2 x 3 Turquia - (18/25, 23/25, 25/21, 25/19 e 12/15)
21/8 – Brasil 3 x 0 China - (25/23, 25/20 e 25/21)
22/8 – Brasil 3 x 0 Bélgica - (25/10, 25/12 e 25/12)
23/8 – Brasil 3 x 0 Rússia - (25/12, 25/21 e 25/20)
24/8 – Brasil 3 x 0 Japão - (25/15, 25/18 e 27/25)

BARRO PRETO - Na Rua do Cortume ja é possível ver os avanços levando uma boa realidade para os moradores da localidade

  FONTE MOURA NOTÍCIAS  A o bra representa a realização de um antigo sonho da comunidade e marca mais um avanço na infraestrutura do municíp...