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quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Rapaz preso por assassinato que não cometeu é libertado no Rio

Leonardo Nascimento estava preso há uma semana, acusado injustamente de matar Matheus Lessa, que se colocou na linha de tiro para proteger a mãe de um assalto. Polícia assumiu o erro.

Por G1
Preso por assassinato que não cometeu é libertado no Rio
Foi solto no fim da noite desta quarta-feira (23) do presídio de Benfica, no Rio de Janeiro, o DJ Leonardo Nascimento, preso há uma semana, acusado injustamente de assassinar Matheus Lessa, que tentou proteger a mãe de um assalto em um mercado, dia 15.

A família alegava que Leonardo era inocente – imagens de câmeras de segurança para tentar comprovar o álibi dele chegaram a ser mostradas. Na manhã de quarta, a polícia assumiu o erro e pediu à Justiça a revogação da prisão.

Ao deixar Benfica, Leonardo foi recebido por amigos e familiares na porta do presídio. Emocionado, disse que vai comemorar a soltura. "Eu só quero ficar com a minha família. Agradeço muito aos meus amigos, minha família, minha mãe", afirmou.

Dupla presa
A polícia solicitou a revogação da prisão após a investigação identificar a dupla que de fato assaltou o mercadinho em Pedra de Guaratiba no dia 15. Policiais da Delegacia de Homicídios da capital prenderam Yuri Gladstone Guimarães em Campo Grande, na noite desta terça-feira (22). Segundo a DH, Yuri confessou ter participado do assalto e entregou o comparsa, Adelito Santana de Oliveira.

O juiz Ricardo Coimbra da Silva Starling expediu os mandados de prisão de Yuri e de Adelito, que está foragido. O mesmo magistrado também revogou a prisão de Leonardo.
Inocente
Imagens de câmeras de segurança mostram Leonardo Nascimento em outro lugar na hora do crime — Foto: Reprodução/TV Globo

Para advogada de Leonardo, houve erro na hora do reconhecimento de Leonardo na delegacia.

A família nunca aceitou a versão e conseguiu imagens de câmeras de segurança que mostram o rapaz andando perto do condomínio onde mora na mesma hora do assassinato. A roupa que Leonardo aparece vestindo nas imagens também é diferente da relatada por testemunhas que viram o criminoso.

Nas imagens da rua, às 18h46 do dia 15, ele aparece caminhando em direção a um campo de futebol. Cerca de 20 minutos depois, às 19h09, aparece voltando para casa.
O assalto ao mercado aconteceu pouco antes da 19h, a 3 km dali. Testemunhas do crime contaram que o assassino estava de camisa branca. Nas imagens, Leonardo aparece com uma regata colorida.

Como foi o crime
Matheus Lessa tinha 22 anos — Foto: Redes sociais
Por volta das 19h do dia 15, dois ladrões chegaram ao estabelecimento, na Rua Francisco Furtado, e exigiram o dinheiro do caixa. Quando a mãe do estudante disse que não tinha mais nada, os bandidos a ameaçaram.

Nesse momento, Matheus se jogou na frente da mãe e acabou baleado - os bandidos fugiram logo em seguida. O jovem ainda foi socorrido, mas morreu a caminho do Hospital Municipal Rocha Faria, em Campo Grande.


Matheus havia acabado de se formar em psicologia e se preparava a festa de conclusão de curso. O estudante foi enterrado na última quinta-feira (17), no Cemitério de Campo Grande, na Zona Oeste.

Mourão diz que 'por enquanto' não é favorável à privatização dos Correios

Presidente em exercício participou de cerimônia dos Correios nesta quinta-feira (24). Durante a campanha, Bolsonaro disse que estatal tinha ‘grande chance’ de ser privatizada.

Por Guilherme Mazui — Brasília
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Mourão diz que ‘por enquanto’ não é favorável à privatização dos Correios
O vice-presidente Hamilton Mourão, presidente da República em exercício, declarou nesta quinta-feira (24) que “por enquanto” não é favorável à privatização dos Correios.
Mourão, que está na Presidência devido à viagem de Bolsonaro a Davos (Suíça), falou sobre o assunto ao ser indagado por jornalistas após um evento alusivo aos 356 anos dos Correios e de homenagem ao Dia do Carteiro.

Questionado se é a favor de privatizar a empresa, respondeu: “Por enquanto, não”.
Durante a campanha eleitoral de 2018, em entrevista à Band, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que a estatal “tinha grande chance” de ser privatizada caso ele fosse eleito.

“Os Correios têm grande chance de entrar sim [nas privatizações], até porque o seu fundo de pensão foi simplesmente implodido pela administração petista”, disse o então candidato. “Os Correios têm muitas reclamações, diferentemente do passado. Então, os Correios, tendo em vista a não fazer um trabalho, aquilo que eu acho que nós poderemos estar recebendo, podem entrar nesse radar da privatização”, acrescentou.
Os Correios são vinculados ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicação. Em dezembro, já anunciado como titular da pasta, o ministro Marcos Pontes declarou que a privatização da estatal "por enquanto" não estava na "pauta" do governo.

A administração de Bolsonaro dá continuidade ao programa de privatização e concessões na área de infraestrutura iniciado no governo de Michel Temer. A maior participação da iniciativa privada nesta área é uma das bandeiras de Bolsonaro.

O vice-presidente, Hamilton Mourão, ao chegar ao Planalto nesta quinta-feira (24) após participar de evento nos Correios — Foto: Guilherme Mazui/G1

Governo Temer
O ex-presidente Michel Temer, durante seu governo, chegou a avaliar a proposta de privatizar os Correios. Mas a ideia foi deixada de lado em maio do ano passado.

Antes, diante das dificuldades financeiras da estatal, o então ministro Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia) havia afirmado que "a privatização do todo ou de parte dos Correios" seria o caminho caso não fosse possível cortar gastos para sanear a empresa.
No momento em que o governo passado analisou a privatização, a estatal enfrentava situação financeira delicada e vinha de quatro anos seguidos de prejuízo. Apenas entre 2015 e 2016, as perdas da empresa somaram R$ 3,6 bilhões.


Em maio do ano passado, Kassab afirmou que o governo Temer havia desistido da privatização da estatal e que essa discussão ficaria para o próximo governo.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Fux deve decidir nos próximos dias se réus podem concorrer à presidência do Senado

Por Andréia Sadi e Mariana Oliveira

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nos próximos dias se senadores investigados, réus ou condenados podem concorrer à presidência do Senado.

A eleição está marcada para 1º de fevereiro, e Fux quer dar uma resposta em breve sobre os pedidos feitos ao Supremo.

Em 2016, a maioria dos ministros do Supremo entendeu que réus podem ocupar cargos na linha sucessória da Presidência da República, mas não podem assumir a chefia do país na ausência do presidente. O tema ainda precisa ser analisado definitivamente.

Segundo o blog apurou, a tendência é que a decisão de Luiz Fux não contrarie o que o plenário já discutiu sobre a questão.

Entenda
Um dos processos que será analisado por Fux foi apresentado pelo senador eleito Eduardo Girão (PROS-CE), que pediu ao STF para que senador indiciado, réu ou condenado não possa concorrer à presidência da Casa.
O pedido não citou nominalmente nenhum candidato à Mesa e afirma que a participação de políticos denunciados na eleição fere a moralidade.

Outro pedido que será analisado por Fux foi apresentado por Rubens Gatti Nunes, integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), que pediu para Renan Calheiros (MDB-AL) - investigado em 14 inquéritos no STF e denunciado em dois - ser barrado em respeito ao princípio da moralidade.

Nessa ação, houve uma decisão lançada no sistema do STF de que Fux havia determinado o envio do caso para a primeira instância por questão processual, por ser uma ação popular.

No entanto, a decisão foi cancelada por ter sido lançada por equívoco. O ministro ainda analisa a questão.


'Se ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar', diz Bolsonaro sobre Flávio

Presidente comentou a repercussão das notícias que envolvem seu filho Flávio Bolsonaro, para a agência Bloomberg, em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial.

Por G1 — Brasília

O presidente Jair Bolsonaro durante discurso nesta terça (22), no Fórum Econômico Mundial, em Davos — Foto: Fabrice Coffrini/AFP
Em entrevista nesta quarta-feira (23) para a agência de notícias Bloomberg, em Davos, na Suíça, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que se o seu filho mais velho, o senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), errou e for provado que errou, ele "vai ter que pagar" pelos atos dele.

Flávio Bolsonaro figura no noticiário nacional desde que um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) mostrou que Fabrício Queiroz, ex-assessor e ex-motorista do senador eleito, movimentou R$ 1,2 milhão em sua conta de maneira considerada "atípica".

"Se, por acaso, ele errou e isso ficar provado, eu lamento como pai, mas ele vai ter que pagar o preço por essas ações que não podemos aceitar", disse Bolsonaro à Bloomberg.
Bolsonaro está em Davos, na Suíça, onde participa do Fórum Econômico Mundial. Bolsonaro chegou à cidade nesta segunda-feira (21) e nesta terça (22) discursou na abertura da sessão plenária do Fórum.

Relatório do Coaf
Fabrício Queiroz figura em relatório do Coaf, que apontou operações bancárias suspeitas de 74 servidores e ex-servidores da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro abriu procedimento investigatório criminal para apurar o caso, mas a investigação foi suspensa temporariamente por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) em 17 de janeiro. Quem pediu a suspensão das investigações foi Flávio Bolsonaro.

A partir da investigação do MP, o Coaf produziu um novo relatório. O documento aponta movimentações bancárias suspeitas de Flávio Bolsonaro. Em um mês, foram feitos quase 50 depósitos em dinheiro numa conta do senador, no total de R$ 96 mil.

O documento traz informações sobre movimentações financeiras de Flávio Bolsonaro entre junho e julho de 2017. São 48 depósitos em espécie na conta do senador eleito, concentrados no autoatendimento da agência bancária que fica dentro da Assembleia Legistativa do Rio (Alerj), e sempre no mesmo valor: R$ 2 mil.

Nesta terça-feira (22), uma força-tarefa do Ministério Público e da Polícia Civil do Rio de Janeiro contra milícia que age em grilagem de terras prendeu o major Ronald, que foi homenageado em 2004 por Flávio Bolsonaro, com uma moção de louvor na Alerj.


A mãe e a mulher de outro denunciado na operação desta terça-feira (22) trabalharam no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Aeronáutica abre concurso para 227 vagas para curso de formação de sargentos

Concurso é para formação nas especialidades de mecânica de aeronaves, material bélico, guarda e segurança, equipamento de voo e controle de tráfego aéreo.
Por G1

A Aeronáutica divulgou edital do concurso para o Exame de Admissão ao Curso de Formação de Sargentos para o 1º semestre do ano de 2020 (EA CFS 1/2020). No total, são oferecidas 227 vagas.

As oportunidades são para formação nas especialidades de:

·         mecânica de aeronaves (50)
·         material bélico (13)
·         guarda e segurança (30)
·         equipamento de voo (6)
·         controle de tráfego aéreo (128)

Os candidatos devem ter nível médio reconhecido por órgão oficial de ensino competente. É exigido ainda não ter menos de 17 anos e nem completar 25 anos de idade até 31 de dezembro de 2020.

As inscrições estarão abertas de 18 de fevereiro a 19 de março pelo site http://ingresso.eear.aer.mil.br. A taxa é de R$ 60

O Curso de Formação de Sargentos da Aeronáutica (CFS) é ministrado sob regime de internato militar na Escola de Especialistas da Aeronáutica (EEAR), em Guaratinguetá-SP, com duração aproximada de 2 anos e abrange instruções nos campos geral, militar e técnico-especializado.

O processo seletivo terá provas escritas, inspeção de saúde, exame de aptidão psicológica, teste de avaliação do condicionamento físico e validação documental.

As provas escritas serão aplicadas na data provável de 2 de junho, nas cidades de Belém, Recife, Natal, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo, São José dos Campos (SP), Campo Grande, Canoas (RS), Santa Maria (RS), Curitiba, Brasília, Manaus, Porto Velho e Boa Vista.

Aeronáutica
·         Vagas: 227
·         Inscrições: 18 de fevereiro a 19 de março
·         Taxa: R$ 60

·         Provas: 2 de junho

Sisu 2019 abre inscrições nesta terça; tire suas dúvidas e saiba como funciona

Candidatos devem usar nota do Enem para pleitear vagas em universidades públicas.
Por G1

Página inicial do Sisu — Foto: Reprodução

O Sistema de Seleção Unificada (Sisu) abriu as inscrições nesta terça-feira (22) aos candidatos que desejam disputar uma vaga nas universidades públicas participantes. Por meio da nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), serão selecionados 235.461 estudantes para 129 instituições.
É possível se inscrever até sexta-feira, dia 25.

Abaixo, veja as principais dúvidas sobre o Sisu:

Quem pode participar do Sisu?
Para participar, é necessário ter feito o Enem 2018 e tirado nota acima de zero na redação. Os resultados individuais do exame foram divulgados na última sexta (18) e podem ser consultados na página do participante. Basta digitar o CPF e a senha cadastrada no sistema.

Para que serve o Sisu?
O Sisu oferece 235.461 vagas em diversas universidades públicas. Deixa de ser necessário fazer um vestibular para cada uma – por esse sistema, o candidato usa a nota do Enem para pleitear uma vaga nas 129 instituições de ensino participantes.

Como funciona?
O Sisu é um sistema que usa a nota do Enem para selecionar alunos que desejam estudar em universidades públicas do país. Ele funciona assim:

·         a partir do dia 22 de janeiro, o candidato deve entrar no site do Sisu (http://sisu.mec.gov.br/)

·         na página do sistema, é possível fazer uma busca por universidade, curso ou município. Por exemplo: "odontologia" em "Curitiba". O sistema exibirá todas as instituições na capital paranaense que dispõem de vagas nessa graduação.
·         o candidato deve escolher duas vagas para disputar e confirmar a inscrição para elas. Atenção: é preciso indicar a ordem de preferência.

Feito isso, o ideal é que o candidato fique atento até sexta-feira, dia 25, quando o sistema fechará as inscrições. É possível mudar as opções de curso no decorrer da semana, com base nas notas de corte parciais que são divulgadas.

O que são essas notas de corte?
O Sisu divulga, uma vez por dia, uma nota de corte parcial para cada modalidade e curso. Ela é uma referência para ajudar o estudante a se inscrever em uma opção na qual realmente tenha chances de aprovação.

Ela é calculada da seguinte forma: supondo que sejam 30 vagas de ampla concorrência no curso de educação física, na universidade X. No primeiro dia, 60 candidatos se inscrevem para essa opção. Entre eles, vão ser aprovados os que tiverem as 30 maiores notas no Enem. Ou seja: a nota de corte será a 30ª mais alta. Exemplo: 642 pontos.

Se, no dia seguinte, alunos com desempenho melhor se inscreverem, esse patamar vai subir. Por isso, é importante ficar atento e selecionar opções em que haja chance real de aprovação. Se a nota do candidato for de 450, dificilmente ele será selecionado em um curso cuja pontuação mínima seja 642. Vale procurar outra opção.

É bom repetir: a nota de corte é só uma referência. Mesmo após a última ser divulgada, na sexta-feira, outros participantes podem se inscrever até o fim do dia - o que muda a nota mínima. Consequentemente, só é possível saber se realmente foi aprovado quando os resultados forem publicados (28/01).

O que acontece se eu passar só na segunda opção?
Se o candidato for selecionado somente na segunda opção de curso, essa será sua única oportunidade de se matricular pelo Sisu. Ele não poderá participar da lista de espera.

O que acontece se eu não passar em nenhuma das opções? Participo da lista de espera?
Caso o candidato não seja aprovado, precisará manifestar interesse em participar da lista de espera. Ele deverá escolher uma das opções de curso para tentar novamente.
Cada universidade disponibilizará um determinado número de vagas com base nas que não foram ocupadas na 1ª chamada.

Por que minha nota do Enem é diferente em cada universidade?

As universidades atribuem um peso à nota de cada prova do Enem. Não basta somar o desempenho em cada componente (ciências da natureza + ciências humanas + linguagens + matemática + redação) e dividir por 5.

Por exemplo: um curso de medicina na faculdade X pode calcular uma média em que a disciplina de ciências da natureza tenha mais importância do que a de linguagens.

O que significa "ampla concorrência"?
São as vagas que não entram no sistema de cotas e de políticas afirmativas em geral.

Como participar das cotas?
Pela Lei de Cotas, todas as universidades participantes do Sisu devem reservar uma parcela das vagas para estudantes que cursaram o ensino médio na rede pública. Dessas, metade será destinada a candidatos com renda familiar mensal por pessoa de até 1,5 salário mínimo.

As instituições têm o direito também de criar ações afirmativas próprias. Podem, por exemplo, dar um bônus na nota de candidatos autodeclarados pretos, pardos ou indígenas.
Mesmo me inscrevendo no Sisu, posso participar do Prouni?

O candidato inscrito no Sisu também pode fazer a inscrição no Programa Universidade para Todos (Prouni), caso atenda aos critérios do programa. Se for aprovado em ambos, deve escolher somente uma opção.

Boa Nova: um novo destino, uma nova aventura

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