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domingo, 3 de julho de 2016

Fabiana Murer voa, bate seu recorde e assume ponta do ranking mundial

Brasileira do salto com vara voa na disputa do Troféu Brasil com marca de 4,87m

Por São Bernardo do Campo, SP
Fabiana Murer havia dito que esperava melhorar sua marca da temporada neste domingo, no Troféu Brasil de Atletismo, em São Bernardo do Campo (SP). O objetivo da vice-campeã mundial era passar por mais de 4,70m. No entanto, com clima a seu favor e confiança às vésperas da Rio 2016, a brasileira foi além. Aos 35, saltou mais alto do que em toda a sua carreira. Com 4,87m, assume a liderança do ranking mundial em 2016 e bate seu próprio recorde sul-americano. 
- Foi um salto muito bom em um lugar que eu gosto muito de saltar. Estou feliz, estava treinando bem e consegui - disse após a prova.
Fabiana Murer Troféu Brasil de Atletismo (Foto: Wagner Carmo CBAt)Fabiana Murer celebra  marca histórica em sua carreira (Foto: Wagner Carmo CBAt)
Fabiana entrou na disputa com o sarrafo a 4,50m, passando sem menor dificuldade. Também passou de primeira a 4,65m e 4,75m. Com sua melhor marca pessoal da temporada, tentou então superar seu próprio recorde, que era de 4,85m. Foi com essa marca que Murer foi campeã e vice-campeão do mundo. Superou 4,87m na sua terceira e última tentativa. Ela ainda tentou passar pelos 5m, mas após falhar em duas tentativas encerrou a disputa.
- Foi a primeira fez que eu tentei 5m em competição. Em treino, já tentei. Fico feliz de ter experimentado e começado a achar o caminho para tentar os 5m - diz. 
Fabiana Murer Troféu Brasil de Atletismo (Foto: Wagner Carmo CBAt)Fabiana Murer no Troféu Brasil 
de Atletismo (Foto: Wagner Carmo CBAt)
Em 2016, a melhor marca do ano em pista aberta, validada, era da grega Ekaterini Stefanidi, com 4,86m. No entanto, no Campeonato Russo, que não é homologado,Isinbayeva alcançou 4,90m após três anos afastada para ser mãe.
Essa foi a última competição nacional da carreira de Fabiana Murer, que pretende se aposentar ao fim desta temporada. A atleta de mais peso no atletismo brasileiro atualmente, foi vice-campeã do mundo no ano passado. Em 2011, foi ouro no Mundial. Ela disputou os Jogos Olímpicos de 2008 e 2012, mas não conseguiu avançar para a briga por pódio. 
Fabiana agora embarca para um período Europa, onde disputará duas etapas da Diamond League antes da Olimpíada do Rio, em Mônaco e Londres. Nas competições internacionais, terá novas oportunidades de competir ao lado das principais adversárias da prova. 
Mais índices olímpicos
O salto com vara do Troféu Brasil de Atletismo também teve mais um índice olímpico para o Brasil. Com salto de 4,50m, Joana Ribeiro da Costa será outra representante do país na prova durante os Jogos do Rio. No salto triplo, Nubia Soares saltou 14,17m e fez o índice olímpico que era de 14,15m. Ela e Keila Costa serão as representantes do Brasil na prova.
Mais dois atletas correram abaixo do índice nos 200m. Representante do Brasil nos 100m, Vitor Hugo alcançou também a marca estabelecida na distância maior, com 20s50. No entanto, quem levou a melhor foi Jorge Vides, com 20s40. 
Pinheiros é campeão do Troféu Brasil
Mesmo com o ouro de Fabiana Murer, o São Caetano do Sul não conseguiu superar o Pinheiros, que acabou com uma hegemonia de 14 anos do clube do ABC paulista e conquistou o título do Troféu Brasil, neste domingo, em São Bernardo do Campo. A vitória da agremiação da capital paulista foi apertada, por 463 pontos a 460,4.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

PF prende doleiro ligado a Cunha e mira empresa do grupo dono da JBS

Sépsis é nova etapa da Lava Jato. PF cumpriu mandados em SP, RJ, PE e DF.

Apuração é sobre propina para liberação de financiamentos com FGTS.

Do G1, em Brasília
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta-feira (1º) a Operação Sépsis, uma nova etapa da Operação Lava Jato. Um dos alvos foi o doleiro Lúcio Bolonha Funaro, preso em São Paulo.
Segundo delatores da Lava Jato e a Procuradoria-Geral da República (PGR), Funaro é ligado ao presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele deverá ser transferido na segunda-feira (4) para Brasília, onde ficará detido na Superintendência da PF, à disposição dos investigadores.
Ao todo foram cumpridos na operação 19 mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Distrito Federal.
Os mandados foram autorizados pelo ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato noSupremo Tribunal Federal (STF), a pedido da PGR.
O objetivo da operação é investigar um suposto esquema de pagamento de propina para liberação de recursos do Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS), administrado pela Caixa Econômica Federal.
A operação teve como base delações do ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal Fábio Cleto e de Nelson Mello, ex-diretor da empresa Hypermarcas (leia outras informações mais abaixo).
De acordo com investigadores, Fabio Cleto informava os nomes das empresas que pediam financiamento com recursos do FGTS a Lúcio Funaro, que procurava as empresas e pedia propina para agilizar a liberação do dinheiro. Segundo os investigadores, a propina era dividida entre Funaro, Cleto e Cunha.
O presidente da Caixa, Gilberto Occhi, afirmou que o banco revisará todas as operações de empresas apontadas por Cleto na delação. Por meio de nota oficial, a Caixa informou que não houve prejuízo ao FI-FGTS (leia ao final desta reportagem nota divulgada pela instituição).
O FI-FGTS é um fundo de investimento bilionário administrado pela Caixa Econômica Federal que aplica recursos do trabalhador em projetos de infraestrutura. No final de 2015, o patrimônio do fundo acumulou patrimônio de R$ 31,9 bilhões. No ano passado, auditores da KPMG informaram que do total de R$ 21,65 bilhões em investimentos do FI-FGTS, R$ 4,12 bilhões foram para projetos de empresas investigadas na Lava Jato ou companhias ligadas a elas.
Lúcio Funaro em depoimento à CPI dos Correios, em 2006 (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)Lúcio Funaro, em 2006, em depoimento à CPI dos
Correios (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)
Veja os principais alvos da operação:
- Lúcio Funaro, doleiro que, segundo delatores, é ligado a Eduardo Cunha
- Joesley Batista, um dos sócios do grupo J&F
- Eldorado, braço de celulose da J&F Investimentos (a J&F Investimento é dona daJBS e é de propriedade da família Batista)
- Milton Lira, lobista
- Cone Multimodal, empresa de infraestrutura industrial e logística multimodal
- Henrique Constantino, empresário
Mandados
Um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em uma unidade, em São Paulo, da Eldorado, braço de celulose da J&F Investimentos, grupo dono da JBS e comandado pela família Batista. A JBS é dona da Friboi.
A casa de Joesley Batista, presidente do conselho de administração da JBS e diretor-presidente da J&F, também foi alvo de buscas.
Outro alvo de busca e apreensão da Sépsis foi a casa do empresário Henrique Constantino, em São Paulo.
A Polícia Federal cumpriu ainda um mandado de busca e apreensão em uma casa de Vargem Grande do Sul, cidade do interior de São Paulo onde Lúcio Funaro tem família. Não há detalhes do que foi levado da residência.
Em Brasília, a polícia fez busca e apreensão na casa do lobista Milton Lira.
Em Pernambuco, os alvos das buscas foram a Cone Multimodal, que tem o Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS) como um dos sócios, e os imóveis dos empresários Marcos José Roberto Moura Dubeaux e Marcos Roberto Bezerra de Melo Moura Dubeaux, pai e filho. O primeiro é presidente da Moura Dubeux, que já foi sócia da Cone. O segundo é o presidente da Cone. Na casa de Marcos José Moura Dubeux, os agentes federais encontraram 30 mil euros e US$ 53 mil. Também foi recolhido um notebook.
No estado de São Paulo, além da prisão, houve 12 buscas e apreensões. No Distrito Federal, foram duas buscas e apreensões, assim como no Rio de Janeiro. No Recife, houve três mandados de busca e apreensão.
Delações motivaram operação
A ação na manhã desta sexta se baseia nas informações da delação premiada de Fábio Cleto, ex-vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa Econômica Federal e que também seria aliado de Eduardo Cunha.
No mês passado, Cunha afirmou que deu apoio à indicação de Cleto pela bancada do PMDB do Rio. Em dezembro do ano passado, Cleto foi exonerado da Caixa por determinação da atualmente presidente afastada Dilma Rousseff.
Às autoridades, Fábio Cleto relatou que o presidente afastado da Câmara recebeu propina por negócios feitos pelo Fundo de Investimentos do FGTS (FI-FGTS).
Outra delação que baseou as ações desta sexta é a de Nelson Mello, ex-diretor da empresa Hypermarcas.
Eduardo Cunha nega
Por meio de nota divulgada pela assessoria, Cunha negou ter cometido irregularidades.
Na nota, ele afirmou que não recebeu vantagens indevidas e que desconhece o conteúdo da delação, mas ressalvou que desmente "com veemência". Leia abaixo a íntegra da nota:
Nota
Em relação aos fatos hj divulgados, tenho a esclarecer o que se segue:
1) Desconheço o conteúdo da delação, porém quero desmentir com veemência os supostos fatos divulgados e desafio a provarem
2) Não recebi e nem combinei com quem quer que seja qualquer vantagem indevida de nenhuma natureza
3) O delator, ao que parece, é réu confesso de práticas irregulares, as quais cabe a ele responder por elas
4) Não tenho operador, gestor financeiro ou qualquer coisa do gênero e também não autorizei ninguém a tratar qualquer coisa em meu nome
5) Lamento que todas as denúncias formuladas são baseadas em palavras de delator, com histórias fantasiosas, onde não tive nem o direito de ser ouvido em sede de inquérito para estabelecer o contraditório
Ass: Eduardo Cunha
Versões dos envolvidos
Até a última atualização desta reportagem, o G1 e a TV Globo não tinham conseguido contato com as defesas de Lucio Bolonha Funaro, Fabio Cleto, Nelson Mello e Milton Lira.
Por meio de nota, a Via Rondon informou que, no caso de Henrique Constatino, os procedimentos da Polícia Federal se referem somente à empresa e não têm relação com outras empresas da família Constantino.
"A Via Rondon informa que, um de seus diretores, Henrique Constantino, foi procurado na manhã desta sexta-feira pelo MPF para apresentar a documentação pertinente a empréstimo tomado junto ao Fundo Investimentos FGTS, solicitação esta que foi prontamente atendida. Ressaltamos que a solicitação do MPF está relacionada unicamente com a Via Rondon e não possui qualquer relação com outras empresas da família Constantino", afirma a nota.
A advogada Simone Haidamus, que representa Henrique Constantino, disse ao G1 que as buscas foram feitas para recolher documentos relativos a um financiamento obtido pela Via Rondon. A ação, segundo a advogada, não teve relação com atuação de Constantino na Gol. "[O financiamento] é absolutamente lícito e os documentos foram entregues", afirmou advogada.
A JBS divulgou um comunicado aos acionistas no qual afirma que a companhia e seus executivos não são alvo da operação da polícia. "A JBS comunica a seus acionistas e ao mercado em geral que, em relação às notícias veiculadas na data de hoje pela imprensa, a Companhia, bem como seus executivos, não é alvo e não está relacionada com a operação da Polícia Federal ocorrida na manhã de hoje", afirmou o comunicado.
A assessoria do grupo de investimentos J&F e do empresário Joesley Batista disse que não vai se manifestar.
Em nota, a Eldorado confirmou buscas da PF na sede da empresa em São Paulo, mas informou desconhecer as razões.
"A Eldorado confirma que a Polícia Federal realizou busca e apreensão em suas dependências em São Paulo na manhã de hoje. A companhia desconhece as razões e o objetivo desta ação e prestou todas as informações solicitadas. A Eldorado sempre atuou de forma transparente e todas as suas atividades são realizadas dentro da legalidade. A companhia se mantém à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais", diz o texto.
Em nota, enviada em nome dos empresários Marcos José Roberto Moura Dubeaux e Marcos Roberto Bezerra de Melo Moura Dubeaux, a Cone S/A informou que só vai se manifestar quando tiver conhecimento de todo o conteúdo da denúncia e que está à disposição das autoridades.
Nota da Caixa
Leia abaixo a íntegra de nota divulgada pela Caixa Econômica Federal sobre o FI-FGTS:
A Caixa Econômica Federal, administradora do FI-FGTS nos termos da Lei nº 11.491/2007, lamenta que, apesar de sua rígida estrutura de governança e de qualidade técnica dos investimentos, um suposto esquema possa ter se utilizado de informações encaminhadas aos membros dos órgãos deliberativos do fundo, para obtenção de vantagens escusas.
Como instituição pública, comprometida com os mais altos padrões de governança e transparência e por meio de seu respeitoso quadro profissional, a CAIXA informa que continuará auxiliando todas as investigações e buscará ressarcimento de todos os prejuízos que porventura tenham ocorrido.
A CAIXA esclarece ainda que as notícias divulgadas até o momento indicam que não houve qualquer prejuízo direto ao FI-FGTS e, portanto, ao FGTS, de forma que não há impacto aos recursos alocados no fundo.
Por fim, a CAIXA tem segurança que este fato isolado não reflete, de forma alguma, a postura de uma instituição que possui funcionários e órgãos de governança reconhecidos como de mais alto padrão pelo mercado.

Cavendish, Cachoeira e mais 3 vão para prisão domiciliar, decide Justiça

Foragido, ex-dono da Delta retornará do exterior, segundo assessoria.

Justiça Federal aceitou denúncia contra 22 na Operação Saqueador.

Do G1 Rio
carlinhos cachoeira_JH (Foto: TV Globo)Carlinhos Cachoeira foi preso na quinta-feira
(Foto: TV Globo)
O desembargador Ivan Athié, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2), aceitou nesta sexta-feira (1º) o transformou em prisão domiciliar a prisão preventiva do contraventor Carlos Augusto Ramos, conhecido comoCarlinhos Cachoeira. Ele foi preso na quinta-feira (30) na Operação Saqueador, da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.
A decisão valem também para outros quatro réus: o ex-dono da delta, Fernando Cavendish, que está foragido, e os empresários Adir Assad, Marcelo Abbud e Cláudio Abreu, que assim como Cachoeira foram presos na quinta.
Segundo a assessoria de imprensa de Cavendish está no exterior e voltará ao Rio de Janeiro. "A defesa reitera ainda que, consciente da legalidade dos seus atos, Fernando Cavendish sempre atendeu às solicitações da autoridade policial, e assim continuará a fazer no âmbito do Inquérito Policial". A nota, no entanto, não
Uso de tornozeleira
A GloboNews teve acesso ao despacho do juiz. Foram estabelacidas sete medidas cautelares: afastamento da direção das empresas envolvidas nas investigações; recolhimento domiciliar integral até que demonstre ocupação lícita; comparecimento quinzenal em juízo; obrigação de comparecimento a todos os atos do processo; proibição de manter contato com os demais investigados; proibição de deixar o país, devendo entregar o passaporte em até 48 horas; e monitoração por meio de tornozeleira eletrônica.
Denúncia aceita
Mais cedo, o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, aceitou a denúncia contra os 22 acusados de participar de uma esquema que desviou R$ 370 milhões dos cofres públicos.
Agentes do MPF e da PF do Rio foram às ruas em três estados para operação que foi batizada de Saqueador, que tinha o objetivo de combater a lavagem de dinheiro e o desvio de verbas em obras públicas.
A Polícia Federal chegou de madrugada aos endereços em três capitais. Um dos alvos, o empreiteiro Fernando Cavendish, dono da Construtora Delta, não estava em casa, no Rio de Janeiro. Ele mora de frente para o mar, na Avenida Delfim Moreira, no Leblon, um dos endereços mais caros do país.
Cavendish está fora do Brasil desde 22 de junho. Os agentes apreenderam um cofre no apartamento dele e documentos na sede da Delta, no Centro da cidade.
Em Goiânia, os policiais prenderam o bicheiro Carlinhos Cachoeira e o ex-diretor da Construtora Delta para a região Centro-Oeste, Cláudio Dias Abreu.
Em São Paulo, a operação buscava os chamados operadores financeiros do esquema. Marcelo José Abbud não foi encontrado de manhã, mas se entregou no fim da tarde, como mostram imagens exclusivas obtidas pelo Jornal Nacional.
Adir Assad estava em casa, até porque cumpre prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, depois que foi condenado na Operação Lava Jato.
Carlinhos Cachoeira e os outros presos foram transferidos para a sede da PF no Rio de Janeiro.
O advogado de Cachoeira, Marcel Verssiani, disse que tentaria habeas corpus imediatamente para o cliente. “Nós estamos ainda tomando pé de toda situação, mas diante da decisão que nós verificamos não há nenhum fundamento concreto a viabilizar a manutenção dessa prisão, então estamos impetrando habeas corpus ainda hoje em favor de Carlos Augusto [Cachoeira]”, disse o defensor.
Foi o Ministério Público Federal do Rio que investigou o esquema de lavagem de dinheiro e denunciou 23 pessoas. Os procuradores descobriram que entre 2007 e 2012, a Delta faturou quase R$ 11 bilhões, só com verbas públicas, o que representa 96,3% de tudo que ganhou nesse período. Desse total, o Ministério Público conseguiu comprovar que pelo menos R$ 370 milhões foram desviados.
Segundo a denúncia, o esquema da organização criminosa funcionou com a Delta repassando os valores para 18 empresas de fachada, fazendo contratos fictícios. Depois, tudo era sacado em dinheiro vivo para fazer pagamentos de propina a agentes públicos, inclusive políticos.
“É possível afirmar essa origem é pública, porque o faturamento dessa empresa, quase 100%, era de obras públicas, diga-se, federal, estadual e municipais. A gente verificou que esses repasses tiveram o pico em anos eleitorais”, ressaltou Tácio Muzi, delegado da Polícia Federal.
A denúncia cita casos já investigados como prova do desvio de dinheiro público. Entre eles, fraudes em licitações do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para obras em rodovias no Ceará e no Maranhão; a transposição de um rio que nunca aconteceu no estado do Rio de Janeiro; e a contratação da Delta sem licitação para obras no Parque Aquático Maria Lenk, Construído para o Pan e que vai ser usado na Olimpíada.
O Ministério Público diz que além do empresário Fernando Cavendish, diretores e até funcionários administrativos participavam do esquema pelo lado da empreiteira e que as empresas e os contratos eram criados por Carlinhos Cachoeira e os operadores financeiros Adir Assad e Marcelo Abbud.
Os investigadores foram até os endereços dessas empresas e não encontraram funcionários, nem as sedes, nem nada.
Essa investigação é um desdobramento de outras duas operações policiais e de uma CPI que investigaram, entre 2009 e 2012, as relações de Carlinhos Cachoeira com políticos e o envolvimento da construtora Delta. O MPF diz que o compartilhamento de provas com a Operação Lava Jato permitiu que o esquema fosse desvendado agora.
O Supremo Tribunal Federal autorizou o uso de trechos da delação de executivos da Andrade Gutierrez. O Ministério Público Federal diz que não pode falar sobre o conteúdo, mas o Jornal Nacional mostrou no mês passado que os delatores contaram que o ex-governador Sérgio Cabral cobrou propina das empresas que faziam parte do consórcio que reformou o Maracanã. A cobrança teria sido de 5% do valor total do contrato. A obra custou R$ 1,2 bilhão, R$ 480 milhões além do valor previsto, que era de R$ 720 milhões.
As investigações sobre quem foi beneficiado e quanto recebeu no esquema de lavagem de dinheiro vão continuar.
“Os beneficiários serão investigados. Alguns na força tarefa da Lava Jato do Rio, outros podem até nos desdobramentos da Saqueador. O foco da operação saqueador foi a lavagem de dinheiro, o que não quer dizer que os outros fatos não serão investigados”, afirmou o procurador da República Leandro Mitidieri.
O Ministério Público Federal pediu a condenação de todos os envolvidos pela prática de lavagem de dinheiro e associação criminosa, além da reparação dos danos causados em duas vezes o valor desviado.
A defesa de Fernando Cavendish declarou que tomará as providências judiciais contra o que chamou de “ilegalidade”, e que, num inquérito que tramita há mais de três anos, Cavendish sempre atendeu às solicitações da autoridade policial.
O advogado do ex-diretor da Delta Cláudio Abreu preferiu se pronunciar depois que tiver mais detalhes sobre as denúncias.
A Construtora Andrade Gutierrez declarou que mantém o compromisso de colaborar com as autoridades sobre os assuntos pertinentes à Lava Jato e que a empresa tem prestado todos os esclarecimentos devidos.
O ex-governador Sérgio Cabral disse que desconhece qualquer envolvimento do nome dele na Operação Saqueador e que jamais solicitou qualquer tipo de contribuição ilegal a qualquer empresa. Cabral disse ainda que o nome dele sequer foi citado na CPI de que decorre dessa investigação.

Floresta Azul - Prefeitura paga salários do mês de junho


Texto e fotos: Ascom Floresta Azul

Dando continuidade à política de valorização dos funcionários públicos municipais, a prefeitura de Floresta Azul iniciou na manhã de ontem, quinta-feira (30/06), o pagamento dos salários relativos ao mês de junho. Neste primeiro lote foram pagos os salários dos funcionários concursados e efetivos das secretarias de Infraestrutura, Administração, Social e Secretaria da Agricultura.

Os funcionários efetivos e concursados do FUNDEB que trabalham no apoio à educação, a exemplo de secretários escolares, porteiros, zeladores, merendeiras e vigilantes também tiveram os seus salários creditados nesta data.

A Secretaria da Saúde, por sua vez, manterá a rotina de pagamentos dos seus servidores de acordo com a liberação dos recursos dos programas do Governo Federal - que habitualmente acontece no início de cada mês. Já os professores receberão os salários até o dia dez de julho, mesma data em que os funcionários contratados recebem os seus vencimentos.

"O momento é de crise e de superação. Estamos fazendo a nossa parte, gerindo os recursos públicos com responsabilidade e honestidade, obtendo a aprovação de todas as contas do nosso governo junto ao Tribunal de Contas dos Município", ressaltou a prefeita Dra. Sandra.

A gestora enfatiza que a postura austera e o comprometimento do sua equipe tem sido peça indispensável para o funcionamento da máquina pública, assegurando os serviços essenciais para a nossa população e pagando em dia os salários do funcionários.

Outro ponto relevante a ser observado é que, além dos salários, a prefeitura vem mantendo a regularidade dos pagamentos dos fornecedores, prestadores de serviços, e das diversas dívidas de precatórios, COELBA, INSS, etc.​

Confrades da AGRAL participa da posse da diretoria e dos novos acadêmicos da ALJUSBA

  A confreira e professora doutora Josanne Francisca Morais Bezerra (cadeira 30), primeira mulher a dirigir a Academia Grapiúna de Artes e C...